Fernando Sobral, jornalista e escritor do Barreiro«O Segredo do Hidroavião» permite uma reflexão sobre «o tempo português».
Fernando Sobral, divulgou que seu romance vai ter continuidade – “a sequência deste livro será passada em Goa”, porque é aí que está a «Ilha dos Amores» – “o que nós gostamos de sempre ser”.

Por Jornal Rostos
Fernando Sobral, jornalista e escritor, apresentou no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, o seu mais recente romance «O Segredo do Hidroavião».
A geração do DN Jovem
O editor, Marcelo Teixeira, recordou o percurso literário de Fernando Sobral, que integra o conjunto de diversos nomes que emergiram no «DN Jovem» onde fizeram a «descoberta da escrita».
Salientou que a obra «O Segredo do Hidroavião».
é marcada de «factos históricos» que resultaram de um investigação e que surgem neste romance como «factos inéditos».
Fábrica de Gelo - um universo criativo
Lurdes Lopes, Directora da Divisão de Cultura da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que a sua amizade com Fernando Sobral tem «décadas», desde a ligação de ambos à extinta Rádio Sul e Sueste, onde nasceu o seu gosto inicial pelo mundo do jornalismo que, entretanto, deixou para trás.
“É para mim um orgulho ter o Fernando Sobral hoje aqui” – sublinhou.
Recordou as noites de «tertúlia» na Fábrica de Gelo, um espaço nocturno da cidade do Barreiro que marcou gerações nos finais dos anos 80 – “era um universo criativo, muito ligado à música”.
“Por isso estar aqui, hoje, a apresentar a obra de Fernando Sobral, é para mim muito emotivo” – disse.
Há muitas vivências do Barreiro
Fernando Sobral, referiu que este encontro afinal marca – “um regresso a este lado do Tejo que eu nunca deixei”.
Salientou que no seu romance «O Segredo do Hidroavião» - “há muitas vivências do Barreiro”.
O escritor sublinhou que o seu romance parte de «factos históricos» o «assalto a um avião» a seguir à II Guerra Mundial, o qual era usado no tráfico de ouro.
“A aviação servia para dar alimentos aos grandes bancos de Hong Kong” – recordou, acrescentando que – “os portugueses ficavam com as migalhas”.
A nossa corrida é atrás do tempo
“O romance tem a ver com Portugal e os portugueses” – disse, acrescentando que seu livro permite uma reflexão sobre "o tempo português”.
“Nós andamos sempre atrás do tempo, perdemos as corridas. A nossa corrida é atrás do tempo ” – sublinhou.
Continuidade vai ser em Goa
Fernando Sobral, divulgou que este seu romance vai ter continuidade – “a sequência deste livro será passada em Goa”, acrescentado que, é aí que está a «Ilha dos Amores», afinal, – “o que nós gostamos de sempre ser”.
Sobre a sua escrita, o escritor, referiu que tem muita ligação à música – “a música tem a ver com imagem, a minha escrita é muito metafórica, isso tem a ver com a imagem”.
«O Segredo do Hidroavião»
SINOPSE
No dia 16 de Julho de 1948, o hidroavião Miss Macau fazia mais uma viagem entre Macau e Hong Kong. Entre os passageiros embarcados estava um grupo de chineses que haveria de tentar sequestrar o hidroavião, fazendo com que este se despenhasse nas águas do mar, matando tripulação e passageiros.
O preço do ouro, cuja regulação definida pelo Tratado de Bretton-Woods durante a II Guerra Mundial levara ao comércio ilegal, levara a um frenesim na circulação deste metal precioso na zona. Mas naquele dia de Verão, o aparelho da Matco/Cathay Pacific transportava também algo bastante desejado por muitas e influentes pessoas de Macau e da China. Quem está por detrás da tentativa de sequestro do Miss Macau, a primeira da história da aviação? E porquê?
A partir de um facto histórico, Fernando Sobral constrói um empolgante thriller, levando até ao leitor o jogo de interesses políticos em conflito numa China em guerra civil, entre os nacionalistas de Chiang Kai-shek e os comunistas de Mao Tsé-Tung e criando, ao mesmo tempo, um retrato fiel do universo de intrigas e ambições, de receios e interesses da comunidade portuguesa em Macau. Um romance histórico apaixonante!
Autor
Fernando Sobral nasceu em 1960.
Andou na Faculdade de Direito, da Universidade Clássica de Lisboa, mas a escrita enredou-o e levou a melhor.
Tem mais de uma dezena de livros publicados, entre romances e obras de carácter histórico, económico e político.
Na área da ficção, o seu título mais recente é “O Segredo do Hidroavião”, editado em 2014. Antes assinou “Ela Cantava Fados”, “L. Ville”, “O Navio do Ópio” e “Na Pista da Dança”.
Entre outras das suas obras, como autor e coautor, na área de não ficção, estão “O Banqueiro de Portugal”, “Alfredo da Silva”, “A CUF e o Barreiro”, “Os Mais Poderosos da Economia Portuguesa”, “A Teia do Poder”, ou “Os Anos Sócrates”.
Escreve também no “Jornal de Negócios”, onde é Grande Repórter e Cronista. Ali assina diariamente, há vários anos, a coluna de opinião política “O Pulo do Gato” e, mais recentemente, a página temática “Oriente”, uma análise semanal sobre a atualidade da Ásia e do Médio Oriente.
É também colunista do “Correio da Manhã”, onde assina opinião desportiva.
Jornalista desde os anos 80 escreveu para publicações de referência, entretanto extintas, como Semanário, “O Independente” e “Se7e”. Viveu também a febre das rádios, passando pela “Rádio Universidade Tejo” ou a “Correio da Manhã Rádio”, onde deu a conhecer novas tendências musicais, assinou reportagens sobre temáticas culturais e fez entrevistas. Foi, ainda, um dos fundadores da “Rádio Sul e Sueste”, uma estação local do Barreiro que, como muitas outras, não chegou ao século XXI.
Passou, igualmente, pela televisão, antes e depois do nascimento das estações privadas, colaborando em programas musicais e dedicados à literatura. Nestes, destaque para “Escrita em Dia”, na SIC, ou “Ler para Crer”, na RTP.
Nas últimas décadas, assinou artigos em títulos tão variados como as revistas “Ler”, “Máxima”, ou “Sábado” e foi também jornalista no “Diário Económico”.













