Barreiro - Eduardo Brito Henriques, ex- presidente da CCDRDefende a criação de um «Gabinete para o Estuário do Tejo»
A “democracia Cultural” sublinhou, Eduardo Brito Henriques, “não passa por garantir às populações o acesso” aos bens culturais, passa pela “possibilidade de se exprimir culturalmente”.

Por Jornal Rostos
Eduardo Brito Henriques, salientou que “estudar as grandes metrópoles”, que “são mais que grandes cidades” é estudar os “territórios que estão para além das cidades metrópoles”.
No caso de Lisboa, salientou que é estudar – “a região em redor do estuário do Rio Tejo” e a “centralidade do estuário”.
Capacidade do capital humano do Barreiro e do Seixal
O ex- presidente da CCDR referiu que a Área Metropolitana de Lisboa e a Península de Setúbal têm – “três grandes recursos” para a sua “estratégia de desenvolvimento”- a “cultura industrial”, que tem “um saber adquirido” e “está difuso na sociedade”.
Sublinhou a grande “capacidade do capital humano do Barreiro e do Seixal”.
Vida associativa uma economia institucional
Por outro lado, salientou a “vida associativa” – uma economia institucional -, igualmente como “um capital importante” para o “desenvolvimento local” pela capacidade do seu «capital social».
Defendeu a necessidade de existir “uma estratégia articulada de desenvolvimento local” que “aproveite” estes recursos.
Criação de um «Gabinete para o Estuário do Tejo»,
Referiu, ainda o «estuário do Tejo» um espaço em torno do qual existe uma “referência urbana, no sentido mais lato a Baía do Tejo”, onde é preciso continuar a investir na “descontaminação dos solos” e na “despoluição das águas” .
Um espaço para promover actividades de recreio e pesca.
Neste contexto , Eduardo Brito Henriques, defendeu a criação de um «Gabinete para o Estuário do Tejo», não passando necessariamente pela «criação de um novo organismo», mas pela sua implementação interna numa instituição com escala que servisse de “plataforma para agregar os parceiros da região”.
Sobre as «oportunidades» 2014-2020
Eduardo Brito Henriques, salientou a importância que vão ter os projectos que possam integrar os programas operacionais ao nível da “inovação e tecnologia”.
Referiu as PME’s como um sector ao qual devia ser dada uma atenção especial, de forma a “criar escala” e “conferir escala” , numa estratégia de cooperação e melhoria de práticas com o sistema cientifico e com as autarquias.
Na sua opinião deviam ser dinamizadas “estufas” ou “incubadoras” que disponibilizam-se serviços, fomentando “clusters” de PME’s.
Economia criativa é um dos sectores chave
Eduardo Brito Henriques, salientou que a “economia criativa é um dos sectores chave” que está “concentrado em Lisboa”, mas “é possível criar polos secundários”.
“Há oportunidades para criar condições e desenvolver este tipo de actividades” – salientou.
Referiu que o “acesso aos bens culturais” é “uma janela de oportunidades” com importância na actividade económica.
A “democracia Cultural” sublinhou “não passa por garantir às populações o acesso” aos bens culturais, passa pela “possibilidade de se exprimir culturalmente”.













