Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro«Estamos a sofrer as consequências da desindustrialização»
Carlos Humberto, esta manhã, no decorrer da sessão de abertura da Semana de Homenagem a Alfredo da Silva, referiu que “a história não se reescreve” e tem “interpretações distintas” o “saber da história”, mas, “isso não deve servir para criar diferenças”.
“Tenho um imenso respeito pelo nosso passado e história. O futuro constrói-se no respeito pelo passado e respeito pela cidade de hoje” - sublinhou o autarca.

Por Jornal Rostos
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, esta manhã, no decorrer da sessão de abertura da Semana de Homenagem a Alfredo da Silva, sublinhou que “o país e o povo português estão a atravessar uma encruzilhada difícil” neste contexto considerou essencial que se “assuma o crescimento da actividade económica”, com o respeito pela Constituição, pela democracia e pelos direitos.
“Portugal necessita de desenvolvimento sustentável” – afirmou, acrescentando que o país deve apostar na internacionalização e afirmar-se como “porta atlântica europeia”. O autarca referiu que para que o país possa concretizar este objectivo deve desenvolver as suas capacidades portuárias, aeroportuárias e ferroviárias de ligação à Europa.
O país necessita de Lisboa
Carlos Humberto, sublinhou que a Área Metropolitana de Lisboa e a Península de Setúbal, tendo o Tejo como “um ponto de encontro” devem ser regiões motor na construção da «cidade-região», Lisboa como «cidade das cidades» - “Lisboa mais desenvolvida do ponto de vista económico”.
“O país necessita de Lisboa e a região deve assumir esse papel” – referiu.
Estamos a sofrer as consequências da desindustrialização
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que é preciso – “olhar a Península de Setúbal com outro olhar”.
Defendeu a importância de se aproveitar o “saber fazer e a cultura de trabalho” da Península de Setúbal – “aproveitar pela experiência que existe” e pelo seu saber “ser solidário”.
O autarca apontou a importância dos “antigos territórios industriais” – do Barreiro, Seixal e Almada – como estruturantes da dinamização económica.
Sublinhou que o Barreiro é parte integrante desta região e quer contribuir para o seu desenvolvimento – “tempos tradição”.
“Estamos a sofrer as consequências da desindustrialização” – afirmou.
Alargamento da actividade portuária no concelho do Barreiro – Sim!
Carlos Humberto, apontou a necessidade de serem melhoradas as acessibilidades, a actividade económica no concelho do Barreiro e o projecto do Arco Ribeirinho Sul e que prossigam as acções de eleiminação do passivo ambiental.
Por outro lado, perspectivou e afirmou o “sim» ao alargamento da “actividade portuária” no concelho do Barreiro, afirmado que – “é uma mais valia para o concelho”, mas, alertando para a necessidade de ser avaliado o seu impacto no território.
Procura de soluções sem disputa de protagonismos
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro defendeu o diálogo entre as Câmaras de Almada, Barreiro e Seixal com o Poder Central, com a Administração do Porto de Lisboa e com a administração da Baía do Tejo – “construção” e “consensualizar posições” na “procura de soluções”, sem “disputa de protagonismos”.
Carlos Humberto, referiu que “a história não se reescreve” e tem “interpretações distintas” o “saber da história”, mas, “isso não deve servir para criar diferenças”.
“Tenho um imenso respeito pelo nosso passado e história. O futuro constrói-se no respeito pelo passado e respeito pela cidade de hoje” - referiu o autarca.













