«Nobre Casa da Cidadania» distingue no BarreiroCidadãos com exemplo de vida de «actos nobres»
Entre os homenageados, de vários pontos do país, destacamos Augusto Neves de Sousa, um nome de referência na vida social do concelho do Barreiro e da região.

Por Jornal Rostos
Ontem, pela manhã, no Auditório dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública, a «Nobre Casa da Cidadania» realizou a 1ª Cerimónia de Atribuição de Louvores de 2014, uma iniciativa que tem por finalidade homenagear cidadãos portugueses que se destacaram por praticar actos de altruísmo.
Teimamos em formar cidadãos com letra maiúscula
Oliveira Soares, Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública, entidade anfitriã, sublinhou que – “esta casa é vossa”, também foi constituída para ter “uma nobre causa”, contando actualmente com um corpo de bombeiros de 200 elementos e 4500 associados.
“Do esforço de todos procura-se formar cidadãos que, voluntários na adesão se transformam em profissionais dos melhores que temos no país” – disse.
Recordou que os bombeiros substituem o Estado na “tarefa de proteger e proporcionar segurança” e também – “teimamos em formar cidadãos com letra maiúscula”.
Oliveira Soares referiu que por vezes “valorizamos pouco o que de bom” alguns cidadãos fazem e “exaltamos o que de mal fazemos, até à exaustaão”, por essa razão, referiu a importância das distinções atribuídas pela «Nobre Casa da Cidadania».
Saúde, Felicidade e Espirito de Serviço
Pedro Martins, do Corpo Nacional de Escutas, sublinhou que o escutismo visa a “promoção de uma cidadania activa e responsável”, formando homens e mulheres que “saibam decidir por si”.
“Saúde, Felicidade e Espirito de Serviço” – sublinhou são as palavras que caracterizam a acção escutista com a finalidade de “ajudar a construir um mundo melhor”.
Recordou que em Portugal o CNE promove anualmente 28 milhões de horas em actividades educativas, com o objectivo de “desenvolver integralmente a pessoas humana”.
Viver uma cidadania activa
Patricia Gaspar, da Autoridade Nacional de Protecção Civil, sublinhou a acção de muitos cidadãos anónimos – “que todos os dias realizam actos altruístas”, realizados numa sociedade – “cada vez mais impessoal e egoísta”.
Sublinhou a importância de cada cidadão assumir a sua “responsabilidade social” com a finalidade de valorizar a “dignidade humana”.
“Cada um de nós tem um papel fundamental na ajuda ao próximo” – referiu, sendo este o caminho para se viver “uma cidadania activa”.
Intervir na comunidade
Gonçalo Carvalho, da empresa GRACE, referiu que no âmbito da parceria entre a sua empresa e a «Nobre Casa da Cidadania» procura-se “partilhar objectivos” com a realização de acções que contribuam para intervir na comunidade.
Referiu que- “quem se dedica aos outros não o faz em busca de reconhecimento” e sublinhou a importância das homenagens como forma de referenciar exemplos de cidadania.
Vou continuar a tentar ser amigo das pessoas
Augusto Neves de Sousa, homenageado, salientou que aquilo que faz na sua vida “não tem a ver com o meu trabalho” é uma forma de estar na vida, procurando agir para resolver situações – “sempre que exista alguém que não está bem”, é preciso trabalhar, sublinhou.
“Há um compromisso que assumo, enquanto andar por aqui, vou continuar a tentar ser amigo das pessoas” – sublinhou Augusto Sousa, após ter recebido a distinção.
A distinção atribuída a Augusto Sousa, visou destacar a sua acção diária, no Barreiro, de ajudar cidadãos com deficiência, crianças e jovens em risco, quer através da sua actividade na Cooperativa Rumo, quer na Associação NÓS, facilitando o acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho.
“Um acto nobre que pratica desde 1978 e que inspira os seus pares, pela extrema dedicação, perseverança e disponibilidade” – foi referenciado pela «Nobre Casa de Cidadania».
Sou voluntário e continuarei a ser voluntário
Bruno Ferreira, de Lisboa, foi distinguido pelo trabalho que realizou na criação da Associação Paramédicos de Catástrofe Internacional, uma organização humanitária destinada a intervir rapidamente em situações de crise e emergência humanitária.
“Criei a instituição para servir e não para ser servido. Sou voluntário e continuarei a ser voluntário” – referiu Bruno Ferreira, após receber a distinção.
Construir uma residência para invisuais
Domingos Silva, de Braga, foi distinguido pelo trabalho que realiza de prestar diariamente apoio a mais de 50 pessoas que, tal como ele, apenas veem com o coração.
Fundou em 1996 a Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga, com objectivo de ensinar os invisuais a enfrentar os desafios com positivismo.
Após receber a distinção, recordou que a associação presta apoio a invisuais que nunca viram e também aos que deixaram de ver, um apoio que visa ajudar a combater o isolamento e provar que podem continuar a ser “úteis à vida”.
Sublinhou que o seu sonho é construir uma residência para invisuais, onde possam sentir-se apoiados, dadas as muitas dificuldades que existem por parte das famílias.
Acredito em Anjos e acredito nas pessoas
Maria Gabriel Sousa. de S.Pedro do Estoril, foi distinguida pelo trabalho que realiza para “minimizar a dor e o cansaço de milhares de crianças e famílias, ajudando a transformar sofrimento em sorrisos”.
Desde 2001 que se dedica a ajudar “crianças internadas” de norte a sul do país.
Maria Gabriel Sousa, após receber a distinção, sublinhou que o «Dia do Gil” existe porque “há crianças internadas”, sendo um projecto que pretende ajudá-las quando “estão afastadas das suas famílias” e “num tempo que estão mais fragilizadas”.
“Acredito em Anjos e acredito nas pessoas” – disse.
Só tem amor para dar
Teresa Serrão, de Faro, foi distinguida pelo seu trabalho de “praticar o bem”, numa acção com mais de quatro anos de acompanhamento de doentes em Hospitais, em Centro de Saúde. Orfanatos, Lares e Casas de Recuperação.
Na sua ausência a distinção foi entregue a uma representante, Maria Madalena que afirmou – “ela é uma pessoa extraordinária que só tem amor para dar”.
Dia de celebração de boas noticias
Rui Silva, da «Nobre Casa da Cidadania», salientou que o reconhecimento dos actos dos homenageados é a razão da existência da instituição.
Referiu que o objectivo das distinções dos «actos nobres» é dar um contributo para que nas páginas dos jornais possam surgir noticias boas, porque, regra geral, são publicadas as más noticias.
“Hoje é um dia de celebração de boas noticias” – disse.
“Portugal e os portugueses são dos povos mais solidários a nível mundial” – salientou.
Recordou que esta missão da «Nobre Casa da Cidadania» nasceu “num momento difícil” porque “queremos levar mais longe a responsabilidade social” e procurando que “as boas noticias” tenham lugar “nas 1ª páginas dos jornais”, e que as acções “sejam inspiradas no vosso exemplo”.
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