António Costa apresentou candidatura no BarreiroÉ necessário «devolver a tranquilidade aos pensionistas»
. Direita falhou em relação ao diagnóstico
“É urgente inverter o actual ciclo económico, travar a austeridade e recapitalizar as empresas, apostando no combate ao desemprego” – disse, no Barreiro, António Costa, na apresentação da sua candidatura às eleições primárias do PS.
“Não há mais cortes, os cortes efectuados devem ser repostos. O Estado tem que ser uma pessoa de bem”, afirmou.

Por Jornal Rostos
António Costa, no dia que apresentou a sua candidatura às eleições primárias do Partido Socialista, marcou presença no Barreiro, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, repleto de militantes e simpatizantes de diversos pontos do distrito de Setúbal.
António Costa referiu que o país vive um momento de “desânimo e descrença” porque “está esmagado pelo sacrifício”, por essa razão defendeu ser necessário “reconstruir a confiança” que foi abalada nos últimos três anos.
Direita falhou em relação ao diagnóstico
“A direita pensa que o problema começa e caba na divida” por esse motivo fez a sua escolha do “choque fiscal” e controle da divida que é “desmentida” pelos resultados dado que a divida pública passou de 92% para 132% – “apesar dos cortes e choque fiscal”, para além de aumento do desemprego.
“A direita falhou em relação ao diagnóstico e na resposta” – disse.
PS teve dificuldades em ser visto como alternativa
António Costa, salientou que ao longo dos últimos três anos – “o PS teve dificuldades em ser visto como alternativa”, porque aquilo que distinguiu o PS da direita foi – “uma questão de ritmo” ou de “dose” na avaliação do “choque brutal de austeridade”.
“O PS achava que devia ser um bocadinho menos” – sublinhou, acrescentando que “não é uma questão de ritmo diferente”, porque aquilo que o país queria é que o PS – “fosse diferente” e capaz de “construir uma alternativa”.
“Isso é pensar diferente do que a direita pensa” – sublinhou.
Urgente inverter o actual ciclo económico
António Costa, defendeu ser necessário sair do “quadrado em que a direita se colocou” de cortes de pensões e austeridade fiscal, porque esta situação gerou “incertezas” que é uma “grande ameaça”.
É preciso sair deste quadrado e olhar mais à frente, construindo uma agenda para uma década, que valorize recursos, reforce a coesão social e construa uma economia sã, disse.
Para alterar esta situação, António Costa, defendeu ser necessário que exista “visão estratégica”.
Essa falta de visão estratégica impede que se modernize Portugal, referiu dando o exemplo dos jovens que emigram, com os seus saberes e que podiam ajudar a modernizar o país.
“É urgente inverter o actual ciclo económico, travar a austeridade e recapitalizar as empresas, apostando no combate ao desemprego” – disse.
António Costa, defendeu “politicas de modernização centradas nos jovens” e apoiar na inserção do mercado do trabalho de pessoas da “minha geração” que se arriscam ao “desemprego de longa duração”.
Revitalizar a indústria da construção
O candidato à liderança do PS, apontou a “indústria da construção” como um sector que é necessário revitalizar, porque o flagelo da construção afecta todas as empresas da “fileira” da construção que envolvem milhares de postos de trabalho.
Referiu a importância de apostar nos desafios da União Europeia ao nível da “melhoria da eficiência energética” que disponibiliza milhões de euros para a reabilitação de edifícios e reabilitação urbana.
Sublinhou o sector do Turismo, dando o exemplo de Lisboa, onde, pelas politicas desenvolvidas nesta área o sector - “ajudou a criar postos de trabalho” e a atenuar os efeitos da crise na capital do país.
5 milhões do QREN por gastar
António Costa, defendeu que o sector social e as autarquias, devem ter um papel activo nos apoios às famílias, sendo Portugal uma “sociedade que envelhece” e considerou que a geração idosa pode ser útil ao país.
Por outro lado, referiu a necessidade de “ajudar as empresas a recapitalizarem-se”, aproveitando-se as taxas de juro mais amigas da economia na concessão de crédito às empresas, apontadas pelo Banco Central Europeu.
Recordou que não foram gastos, até hoje, 5 milhões de euros do QREN e que, disse, “já deviam estar gastos”, não tendo sido utlizados devido à “paralisia do governo”.
Ainda comentou o facto de o governo – “enviar para Bruxelas a personificação da austeridade a nossa Ministra das Finanças”.
Devolver a tranquilidade aos pensionistas
António Costa defendeu como prioridade o “combate à pobreza infantil e juvenil”.
Por outro lado, salientou que é necessário “devolver a tranquilidade aos pensionistas”.
“Não há mais cortes, os cortes efectuados devem ser repostos”, porque, sublinhou o “Estado tem que ser uma pessoa de bem”, referindo que as pessoas “deixaram de acreditar no Estado”.
“A confiança com os actuais pensionistas é também com os que estão actualmente no mercado de trabalho” – referiu.
Não é só pobre quem está desempregado
“Não é só pobre quem está desempregado” – sublinhou António Costa.
Hoje 10% dos que trabalham estão na “pobreza”.
Para alterar o cilco de crise que se vive no país apontou o seu programa como solução, perspectivando essencial para travar a austeridade: devolver confiança aos agentes económicos e recapitalizar as empresas para que possam investir e combater o desemprego.













