Câmara do Barreiro toma posição contra «monopólio do lixo»«Não há concurso, há monopólio privado»
Numa tomada de posição sobre os recentes desenvolvimentos do processo de privatização da EGF, aprovada por maioria, com o voto contra do vereador social democrata, a Câmara Municipal do Barreiro repudia a privatização e a medida anunciada que impõe o que sejam “depositados obrigatoriamente” os lixos na eventual futura empresa privada.

Por Jornal Rostos
No decorrer da reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada no Lavradio, Sofia Martins, vice presidente da Câmara, apresentou a moção sobre o processo de privatização da EGF e contestou a decisão que impõe que sejam “depositados obrigatoriamente” os lixos na eventual futura empresa.
Na opinião da autarca esta decisão benéfica a empresa privada em detrimento dos serviços públicos.
Beneficiada uma empresa privada.
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, o processo de privatização da EGF – “tem aspectos que discordamos do ponto de vista conceptual”.
O edil considera que é “inaceitável” que seja beneficiada uma empresa privada.
“Os serviços públicos têm que negociar e trabalhar com esta empresa privada. Não há concurso, há monopólio privado” – sublinhou.
Modelo capitalista vive de monopólios
Luis Ferreira, vereador eleito do Partido Socialista, referiu que – “o PS tem acompanhado” o processo e considera que “não há dúvidas” que este “modelo capitalista vive de monopólios”.
“É inadmissível” – disse o autarca.
O vereador socialista sublinhou que a privatização “vai aumentar e encarecer a vida de todos nós”.
Recurso ao Tribunal Constitucional
Sofia Martins, recordou as várias formas de intervenção que têm sido concretizadas, desde providencias cautelares, a acções contra o estado e afirmou que está em perspectiva o recurso ao Tribunal Constitucional.
“Faremos tudo que esteja ao nosso alcance contra esta politica” – sublinhou.
A tomada de posição foi aprovada por maioria com o voto contra do vereador social democrata.













