Almada - “O Sol da Caparica”Um festival que tem vindo a surpreender muito pela positiva

Por Jornal Rostos
O segundo dia do festival “O Sol da Caparica” teve início com Orlando Santos, no palco BLITZ, às 18 horas, e foi com muito calor à mistura que o artista emergente na corrente do Soul português não desapontou o seu público e trouxe ainda mais vida a um festival que tem vindo a surpreender muito pela positiva, nesta sua primeira edição. Sempre acompanhado pela sua Slide Guitar, oferecida por Ben Harper, Orlando Santos afirma-se a cada concerto como um nome de peso no cenário Soul da música portuguesa.
A celebrar dez anos de carreira a solo, Freddy Locks demonstrou mais uma vez o motivo de continuar a ser reconhecido como um dos melhores artistas reggae português. Com um bom concerto para um público que crescia à medida que o sol descia, Freddy representou ainda a sua faceta mais acústica e inspirada no dancehall.
Foi também com muita melodia, que os Macadame mostraram uma versão contemporânea e de qualidade do nosso folclore tradicional.
Já os festivaleiros ao ouvirem os primeiros acordes dos Diabo na Cruz, lançaram-se para o palco principal SIC/RFM e estes responderam com um grande concerto cheio de animação. No meio de muita festa, a banda interagiu muito com o público que respondeu com muita boa energia. Já em pleno lusco-fusco, os Diabo na Cruz terminaram o seu espetáculo numa nota muito positiva com grandes reações da enorme multidão que os assistiu. No palco BLITZ, Júlio Pereira demonstrou a sua qualidade musical na íntegra através de músicas tradicionalmente portuguesas, perante um público composto, providenciou um espetáculo que se revelou como uma ótima alternativa ao palco principal. Onde tocavam os Deolinda com uma das grandes vozes do nosso fado, Ana Bacalhau, aproveitaram a excitação do público e apresentaram um espetáculo bem ao jeito português que pôs toda a gente a dançar ao som de canções como o “Movimento Perpétuo Associativo”, “Um contra o outro” e “Seja Agora” não faltaram razões para cantar do princípio ao fim.
Os Kumpania Algazarra apresentaram a uma grande multidão, uma autêntica algazarra de sons, num concerto altamente festivo que contagiou as gentes com sons que fizeram “mexer os joelhos, as ancas e o corpo todo”. Os Kumpania Algazarra encerraram o palco BLITZ no 2º dia do festival com um grande espetáculo de cor, luz e principalmente de qualidade e variedade musical para todo o tipo de público.
Uma das atrações principais da noite, os 5-30 deram um espetacular concerto perante a maior audiência do festival até ao momento. Regula, Pacman, Sam the Kid entre outros representaram o cenário do Hip-Hop português em grande estilo, confirmando o porquê de serem um dos maiores nomes do Hip-Hop português da atualidade, e foi já com o público todo reunido diante do palco Sic/RFM que os Expensive Soul deslumbraram uma enorme multidão. Um concerto muito ao seu estilo, cheio de boa música, com clássicos como “O Amor é Mágico”, “Cupido”, “Eu não sei” e “13 Mulheres” e também algumas das canções do seu novo álbum “Sonhador” como a “Que Saudade”. Com a voz inconfundível de New Max, sempre acompanhado pelo MC Demo, os Expensive Soul são já bem mais que um bom concerto, são uma banda para seguir e acompanhar por muitos anos e foram mais uma excelente aposta da organização do festival.
Quase a terminar a noite, Pedro Abrunhosa mostrou-se como sempre em grande. Sempre munido de uma banda com muita qualidade, transmitiu a coerência musical a que sempre nos habituou, sendo que num dos momentos altos da noite, Abrunhosa chamou os fotógrafos ao palco e aproveitou para “roubar” a máquina, à nossa fotógrafa, Marta Sousa Pereira. Tendo tirado algumas fotos ao público, este respondeu com muita energia e depois de devolvida a máquina à respetiva proprietária chamou, como de costume, o público ao palco dando lugar a um grande momento de interação de artista com o público. Um concerto fantástico e uma excelente maneira de terminar os concertos de bandas do segundo dia do festival e dar lugar à parte eletrónica para encerrar o palco SIC/RFM que ficou entregue ao DJ Diego Miranda, que providenciou um bom espetáculo de luzes e som perante os festivaleiros mais resistentes.
Pedro Santos
VER FOTOS
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10152246060727681.1073742054.374205877680&type=3













