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Centro Hospitalar Barreiro MontijoRegistou aumento de custos com medicamentos

. No Centro Hospital Barreiro Montijo existem os vencimentos de médicos mais elevados de toda a região

Luis Cunha Ribeiro, Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, hoje de manhã, no decorrer da sessão solene evocativa do 5º aniversário do CHBM, referiu que no ano 2014 – “foi o único na zona da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo onde se registou um aumento de 1,2% nos custos de medicamentos”.

4 min de leitura
Centro Hospitalar Barreiro Montijo Registou aumento de custos com medicamentos

Por Jornal Rostos

O Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, no decorrer da Sessão Solene evocativa do 5º aniversário do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, sublinhou que – “depois da Liberdade a maior conquista do 25 de Abril é o Serviço Nacional de Saúde”, facto que, disse, “dá-nos a todos a imensa responsabilidade de garantir a sua sustentabilidade que é essencial para a sua sobrevivência”.

Serviço Nacional de Saúde garantido com sustentabilidade

Luis Cunha Ribeiro, recordou que os Centro Hospital Barreiro Montijo, tem uma história para além dos seus cinco anos, que se insere “no esforço e nas circunstâncias do país” de manter o Serviço Nacional de Saúde, que tem que ser “garantido com sustentabilidade” para “manter qualidade”, quer no Barreiro, quer na Península de Setúbal.
Referiu a melhoria dos “indicadores” do Centro Hospitalar Barreiro Montijo e sublinhou a importância dos números – no aumento de acessibilidades, no aumento de cirurgias – “está no bom caminho”.

Há um aumento de custos com medicamentos

O Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, por outro lado, sublinhou que no Centro Hospitalar Barreiro Montijo – “há um aumento de custos com medicamentos”, num cenário nacional onde – “houve diminuição de preços”.
“Foram prescritos fármacos mais caros”, disse.
Salientou, Luis Cunha Ribeiro, que o CHBM, no ano 2014 – “foi o único na zona da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo onde se registou um aumento de 1,2% nos custos de medicamentos”.
“É preciso garantir que isto não volta a acontecer”. disse.
Referiu que “um euro mal gasto, é um euro que se perde para melhorar a qualidade do Serviço Nacional de Saúde”.

“É preciso gerir melhor para obter melhores resultados”, sublinhou.

Vencimentos de médicos mais elevados de toda a região

O Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo salientou que os recurso humanos no Serviço Nacional de Saúde – “é o mais importante, o mais importante são as pessoas”, porque são quem “dá o melhor tratamento e o melhor atendimento e garantem o Serviço Nacional de Saúde”.
“Temos falta de médicos em Portugal, fruto de politicas de 30 anos. Não vale a pena olhar para trás”, referiu
“No Centro Hospital Barreiro Montijo existem os vencimentos de médicos mais elevados de toda a região, chegam a atingir o dobro da média da região”, salientou o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.
“É preciso corrigir esta situação, porque não é sustentável. Temos que corrigir disfunções. É uma minoria, mas prejudica o sistema económico financeiro do Centro Hospitalar Barreiro Montijo” – referiu.
“Nós temos obrigação de criar sustentabilidade”, disse.
Na sua intervenção defendeu a exclusividade dos médicos ao serviço público – “quem trabalha no público, não deve estar no privado”.

Não vai ser possível ter tudo em todos

Luis Cunha Ribeiro, referiu, ainda, que “já acabou o tempo que se pensava que todos podem fazer tudo. Os Hospitais não podem fazer tudo”.
Sublinhou a necessidade de algumas valências terem que ser “centralizadas naqueles que fazem bem”.
Defendeu que, num raio de 40km – Barreiro/ Setúbal/Almada, não podem existir “três hospitais” que façam tudo.

Sublinhou que “Não vai ser possível ter tudo em todos”.
“Temos que oferecer ao cidadão o melhor serviço”, salientou.
Considerou necessário que exista “interacção” entre os três Hospitais da Península de Setúbal.

Mudanças profundas no sistema

Afirmou que o Serviço Nacional de Saúde de tendência gratuita – “tem que ser sustentável e tem que ter qualidade”, por essa razão, sublinhou a necessidade de “mudanças profundas no sistema”.
“Temos que nos habituar a gerir com os recursos que temos”, disse.
O Serviço Nacional de Saúde terá “uma longa vida e saudável” se for “sustentável”.

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