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Perspectivas

Sérgio Silva Monteiro, Secretário de Estado sobre terminal de Contentores no Barreiro«Não há um interessado privado para investir em Setúbal»

. Vão avançar os estudos de impacto ambiental sobre a localização do Terminal de Contentores no Barreiro

. Se localização for em Setúbal não existirão apoios de fundos comunitários

. Ampliação do porto de Lisboa – “defendemos que devem ser os privados a investir”

Sérgio Silva Monteiro, Secretário de Estado das Infraestruturas Transportes e Comunicações, ontem na Ordem dos Engenheiros, num debate sobre a a localização do novo terminal de Contentores no Barreiro salientou que – “o Barreiro apresenta um conjunto de benefícios”, entre elas – “a redução da pegada ambiental, que é um elemento relevante” e “está a ser considerado pela APL”.
“O Barreiro tem o apoio dos agentes locais” e “tem interessados”, disse.

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Sérgio Silva Monteiro, Secretário de Estado sobre terminal de Contentores no Barreiro «Não há um interessado privado para investir em Setúbal»

Por Jornal Rostos

“A localização do novo terminal de Contentores no Barreiro” foi o tema de uma sessão promovida, ontem à tarde, em Lisboa, pela Ordem dos Engenheiros.
Na abertura, Sérgio Silva Monteiro, Secretário de Estado das Infraestruturas Transportes e Comunicações, recordou que desde o ano 2006 que se estuda uma localização para o alargamento do Porto de Lisboa, desde o Mar da Palha, passando pela Trafaria, Algés e Barreiro – “há muitas opiniões para todos os gostos”, disse.
Recordou as polémicas em torno da ampliação de Alcântara – “história que não vale a pena revisitar”.
Sérgio Monteiro, referiu “saber” a posição da Ordem dos Engenheiros por essa razão afirmou – “percebo o ponto em que se coloca a discussão”.

Valorizar a estratégia de ampliação da capacidade portuária do Tejo

O Secretário de Estado, salientou quando o governo tomou a opção pela localização na Trafaria, foi porque tomou em consideração as estratégias equacionadas no âmbito do ordenamento do território que pretendeu respeitar – “partiu dessa base”.
Sublinhou que o governo defende que a decisão spbre a localização resulte de uma “discussão pública”, porque – “não acreditamos ma imposição da vontade por decreto”.
Na sua opinião o essencial é – “valorizar a estratégia de ampliação da capacidade portuária do Tejo” e porque está feito o diagnóstico que clarifica que – “vale a pena aumentar a capacidade portuária”.
“Não vamos impor a localização por decreto”, disse.

Precisamos de mais capacidade porque temos procura

Sérgio Monteiro, recordou que – “Portugal tem feito um caminho sustentável do seu sector portuário”.
Salientou que o sector “progrediu” e que o governos está “comprometido” com o desenvolvimento da “competitividade do país”.
Nesse sentido, defendeu a necessidade de se – “aumentar a transparência na factura portuária” e a importância de “aumentar a concorrência”.
Referiu que “precisamos de mais capacidade, porque temos procura”.
Nesse sentido considerou necessário que seja “tomada uma decisão”, caso contrário – “ficamos a ver navios”, por essa razão, acrescentou que é preciso “canalizar energias para uma tomada de decisão”.

Defendemos que devem ser os privados a investir

O Secretário de Estado salientou que existe uma – “cacofonia na forma como olhamos para o investimento portuário”, e que existe a ideia que “o investimento privado é mau”.
Sérgio Monteiro disse que na ampliação do porto de Lisboa – “defendemos que devem ser os privados a investir””.
Referiu que tal deve ser fruto da implementação de “Contratos de nova geração”, porque “quanto mais operadores melhor” e “quanto mais portos melhor”.
“O teste de ácido é feito pelo mercado”, disse.

Não há um interessado privado para investir em Setúbal

Sobre a localização do novo terminal de contentores e a sua concretização, o Secretário de Estado sublinhou que tal só avança – “se houver interesse de mercado”, seja no Barreiro, ou até em Setúbal.
Recordou que – “não há um interessado privado para investir em Setúbal”, mas no “Barreiro há interessados”.
“Não impomos um investimento por decreto, não impomos o que os agentes económicos não querem”, afirmou.

Redução da pegada ambiental é um elemento relevante

Salientou que – “o Barreiro apresenta um conjunto de benefícios”, entre elas – “a redução da pegada ambiental, que é um elemento relevante” e “está a ser considerado pela APL”.
Referiu ainda que “o Barreiro tem o apoio dos agentes locais” e “tem interessados”.
“Temos condições para decidir, ainda não, mas do meu ponto de vista há cada vez mais conforto para decidir” , disse
Sérgio Monteiro anunciou que vão avançar os estudos de impacto ambiental sobre a localização do Terminal de Contentores no Barreiro.

Investimento garante manutenção futura

O Secretário de Estado, salientou que a localização do novo terminal de contentores no estuário do Tejo, permite acessos a fundos comunitários, se a localização for em Setúbal, não existirão apoios de fundos comunitários – “esta é uma vantagem de Lisboa em relação a Setúbal”.
Outra matéria abordada por Sérgio Monteiro foram as dragagens e a sua manutenção futura, referindo o cenário de tal tornar-se um encargo público.
Na sua opinião as “taxas de cobertura” geram retorno que vai garantir “o investimento da manutenção futura” e “o estado ganha”.

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