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Perspectivas

Criação de um «Núcleo Museológico» do concelho da MoitaUma ideia força no encerramento do Ciclo de Conferências dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros

. Dia 15 de Dezembro, lançamento de selo comemorativo dos 500 anos do Foral nos CTT de Alhos Vedros

. Em 2015 serão assinalados os 500 anos da visita de D. João I

Daniel Figueiredo, vice presidente da Câmara Municipal da Moita, recordou que está em curso a elaboração da “Carta Cultural” do concelho da Moita, que será um “instrumento de auxilio” que pode contribuir para os vários agentes darem as mãos e encontrar “novas formas de trabalho”.

Manuel João Croca, dirigente associativo do CACAV, Defendeu a necessidade de avançar com projectos, nomeadamente na área da “educação para o património e história local”, promovendo-se “rotas guiadas para as escolas”.

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Criação de um «Núcleo Museológico» do concelho da Moita Uma ideia força no encerramento do Ciclo de Conferências dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros

Por Jornal Rostos

No âmbito das comemorações dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros, ontem à tarde, realizou-se a última conferência de um ciclo que proporcionou diversas abordagens da história local e das politicas culturais do concelho da Moita.

2015 serão assinalados os 500 anos da visita de D. João I

No painel de encerramento, Manuel João Croca, dirigente associativo do CACAV, sublinhou que o ciclo de conferências proporcionou – “um ano diversificado de iniciativas” com um balanço “positivo”, para “toda a comunidade”.
Divulgou que no próximo dia 15 de Dezembro, será efectuado o lançamento de selo comemorativo dos 500 anos do Foral, nos CTT de Alhos Vedrose também que no próximo dia 29 de Novembro será lançado o livro dedicado aos azulejos da Igreja de Alhos Vedros.
Manuel João Corca fez um balanço das diversas actividades realizadas no âmbito das comemorações dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros, referindo que no ano 2015 será concretizado o lançamento do livro com as actas do ciclo de conferências.
Salientou que no ano 2015 serão assinalados os 500 anos da visita de D. João I a Alhos Vedros.

Esta dinâmica não devia ser interrompida

“As comemorações têm sido um êxito, com um programa rico e diversificado, envolvendo representantes de vários agentes da comunidade” – sublinhou Manuel João Croca, acrescentando que – “esta dinâmica não devia ser interrompida”.
Defendeu a necessidade de avançar com projectos, nomeadamente na área da “educação para o património e história local”, promovendo-se “rotas guiadas para as escolas”, referiu a importância de se dinamizar a “investigação arqueológica” e a promoção, recuperação e sinalização do património e do núcleo urbano.
Perspectivou a importância da “recuperação da zona ribeirinha” e a necessidade de se “reverter o declínio industrial” de Alhos Vedros.
A finalizar defendeu a criação de um «Núcleo Museológico» do concelho da Moita.

Reunimos diversas sensibilidades

Daniel Figueiredo, vice presidente da Câmara Municipal da Moita, sublinhou que a experiência vivida com a realização do ciclo de conferências “é de continuar”, porque desta forma “alargamos” o debate e “reunimos diversas sensibilidades” que permitem colocar “ideias à solta” que se concretizam “no fazer”, acrescentando que este é um exemplo onde o Poder Local – município e freguesia – e movimento associativo, escolas e personalidades da vida local – “estão de mãos dadas”.
Referiu a importância da publicação das Actas do Ciclo de Conferências.

Um momento alto da história de Portugal

Daniel Figueiredo, sublinhou que o Poder Local tem “perspectiva histórica” e é “um elemento central do património”.
Recordou que as conferências permitiram, também, obter uma visão do Poder Local, as mudanças do concelho, as várias transforações ao longo da história, sendo o Poder Local Democrático – “um momento alto da história de Portugal”.
O autarca referiu o interesse de “usar a história” para que se tome consciência das transformações.

Emancipação da arraia miúda

Daniel Figueiredo, recordou a importância na história da “arraia miúda” e dos “ventres ao sol” nas transformações dando o exemplo da revolução de 1385, com D. João I, que foi uma “revolução de classe”, entre a “alta burguesia” e a “nobreza”.
“Foi um momento de emancipação da arraia miúda”, disse.

Relação com outros concelhos é fundamental

Daniel Figueiredo, defendeu a necessidade de existir “uma pedagogia em torno do património” porque ele é um elemento que permite “celebrar a nossa identidade”.
Recordou que está em curso a elaboração da “Carta Cultural” do concelho da Moita, que será um “instrumento de auxilio” que pode contribuir para os vários agentes darem as mãos e encontrar “novas formas de trabalho”.
O autarca considerou que no âmbito das acções em defesa do património a “relação com outros concelhos é fundamental”.
Divulgou, ainda, acções que estão em curso em torno do “Arquivo Municipal” que vão proporcionar uma “gestão de documentos” e “inventariação histórica”.

Existe um mundo para além da cultura

Daniel Figueiredo, sublinhou que ao nível da acção do Poder Local – “existe um mundo para além da cultura”, reconhecendo que – “a cultura é um aspecto fundamental”.
Sublinhou que o Poder Local tem “valorizado iniciativas significativas”, porque o essencial é “dignificar a vida do homem” e “dignificar a vida das pessoas”, é por essa razão, defendeu que o Poder Local “tem reflexos na cultura” e é importante que se defendam as “transformações do Poder Local” registadas após o 25 de Abril.

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