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Moita - Valorizar o património da Igreja de Alhos VedrosObra de Júlio Gil ajuda a descobrir «as Igrejas como templos de cultura e património»

No âmbito das comemorações dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros, foi apresentado na Igreja de S. Lourenço, em Alhos Vedros, o livro “Azulejos da Igreja de São Lourenço Matriz de Alhos Vedros”, da autoria de Júlio Gil

Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, salientou que a edição desta obra é um contributo para divulgar e conhecer o património. Referiu que só se defende aquilo que se conhece, porque “quando conhecemos estamos mais motivados a defender”.

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Moita - Valorizar o património da Igreja de Alhos Vedros Obra de Júlio Gil ajuda a descobrir «as Igrejas como templos de cultura e património»

Por Jornal Rostos

Na abertura da sessão os presentes foram deliciados com um concerto coro de música medieval Mediaevus Chorus, de Santa Maria da Feira, com cânticos litúrgicos dos seculos XIII a XVVII

Colaboração com o fotógrafo Augusto Cabrita

Na apresentação da obra de Júlio Gil, o Padre Caros Alves, pároco de Alhos Vedros, recordou a sua amizade com o autor e os diversos trabalhos realizados na valorização do património, nomeadamente o que produziu em colaboração com os fotógrafos Augusto Cabrita e Nuno Calvet, para a Editorial Verbo, uma série de álbuns sobre arquitetura portuguesa, sendo o primeiro destes “As Mais Belas Vilas e Aldeias de Portugal”, publicado em 1984.
O Padre Carlos Alves recordou os dias que Júlio Gil passou na Igreja de Alhos Vedros a olhar e analisar os seus painéis de azulejos para escrever a obra que só agora foi editada, passados dez anos sobre o seu falecimento .

Arquitectura das catedrais que só Deus é que vê

Maria Mercês Gilo, arquitecta, filha de Júlio Gil, expressou a sua gratidão pela edição da obra, recordou que seu pai – “nasceu para desenhar” e viveu sempre a “fazer o trabalho que gostava de fazer”, sublinhando que tinha um projecto que “nunca fez” a edição de uma obra com “a parte de cima das catedrais”,
“A arquitectura das catedrais que só Deus é que vê”, disse.
De referir que para além da filha de Júlio Gil, também marcou presença o seu filho Nuno Gil, professor universitário em Madrid.

Quando conhecemos estamos mais motivados a defender

Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, expressou a satisfação da autarquia pela edição desta obra, no contexto das comemorações dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros, salientando o contributo do município para a sua edição e dando destaque ao trabalho realizado pelo fotografo da autarquia, José Presumido – “com a grande qualidade das suas imagens”.
O autarca salientou que só se defende aquilo que se conhece, porque “quando conhecemos estamos mais motivados a defender”.
Rui Garcia estabeleceu a relação entre o binómio conhecer-apaixonar, para referenciar a importância da edição desta obra como um contributo para divulgar o património – “dar a conhecer, ara que nos apaixonemos”.
Referenciou o contributo do Padre Carlos Alves, ao longo dos anos – “um apaixonado por história” – que tem contribuído para valorizar o património de Alhos Vedros.

Valorizar o património da Igreja de Alhos Vedros

Vítor Mendes, historiador, sublinhou que a edição desta obra é uma realidade fruto de uma ponte entre a arte e a amizade – “a relação da arte com a verdade, num acto de criação”.
“È uma homenagem a título póstumo ao seu autor”, disse.
Recordou que nesta obra há uma distância de dez anos entre a produção do seu texto e a produção das fotografias – estas produzidas privadas da presença do autor.
Salientou que a qualidade da obra, no seu texto e fotografia são um contributo para – “valorizar o património da Igreja de Alhos Vedros”.
“Leva-nos a ver as coisas como elas são – arte e vida”, disse.

Igrejas templos de cultura e património

Recordou que a obra permite conhecer a história dos azulejos, as técnicas do azulejo - “ajuda-nos a ver melhor as belezas das capelas”, a olhar para – “as Igrejas como templos de cultura e património”.
Júlio Gil – “ficará para a história como um grande amigo desta terra, Alhos Vedros”.
Através desta obra – “estamos a celebrar a vida de Júlio Gil”.

BREVE REGISTO

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