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Perspectivas

Marina Ferreira, Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa«Barreiro sempre foi equação em cima da mesa»

. Lisboa está a perder carga para Portos Espanhóis

Marina Ferreira, Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa, no decorrer da sessão promovida pelo Movimento «Dar Futuro ao Barreiro», no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, sublinhou que – “com todas as expansões possíveis na margem norte, até 2019, a capacidade do porto de lisboa está esgotada”.

“Este projecto não é do Porto de Lisboa, não é da Câmara Municipal do Barreiro, não é da Baía do Tejo, é um projecto nosso, do país”, salientou.

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Marina Ferreira, Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa «Barreiro sempre foi equação em cima da mesa»

Por Jornal Rostos

Marina Ferreira, numa intervenção que denominou “Porto de Lisboa – um porto em desenvolvimento” começou por salientar que o Porto de Lisboa é “um porto de duas margens” é “um porto da Área Metropolitana de Lisboa”.
Referiu que é “um porto Atlântico, do sul da Europa, com capacidade de expansão” com características de “porto de proximidade voltado para o seu mercado”, correspondendo a uma área d e exportação de 150Km – “a área rodoviária envolvente”.
Sublinhou que “é um porto de abrigo, todos os dias do ano”.

Há 18 terminais dois deles no Barreiro

A Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa referiu que o Porto de Lisboa tem – “capacidade de expansão ou na margem norte ou na margem sul”.
A sua catividade é marcada por ser, - “um porto de cargas não energéticas”, que correspondem a 6.6 milhões de euros do VAB nacional, num total de 170 mil postos de trabalho a nível nacional e de 125 mil postos de trabalho ao nível regional.
Recordou que o Porto de Lisboa também é um porto de “transporte fluvial de passageiros e viaturas”, tendo no caso da Soflusa/Transetjo, no ano 2011 transportado 30 milhões de passageiros entre as duas margens.
Referiu que no Porto de Lisboa estão em funcionamento 18 terminais, dois deles no Barreiro – um de granel, outro de líquidos. O Barreiro tem via ferroviárias e rodoviárias.
No Seixal o terminal está encerrado devido ao assoreamento.

Lisboa precisa de um porto de carga de águas profundas

Marina Ferreira, salientou que o Porto de Lisboa – “está sólido e firme no mercado”, mas “precisa de mais um terminal”.
Salientou que o Porto de Lisboa é um «Porto CORE» de primeira linha e pode beneficiar de apoios comunitários, de acordo com a estratégia da União Europeia que definiu como prioridade o investimento na actividade portuária.
Porquê um novo terminal? – interrogou Marina Ferreira.
Considerou que Lisboa – “precisa de um porto de carga de águas profundas”, se não o fizer – “perde para outros, para os espanhóis”.
“Todos os dias estamos a perder carga para Valência”, disse.
“Mesmo com obras em Alcântara não atingimos capacidade”, salientou, acrescentando que – “desde 2008 que Alcântara está a 80% da sua capacidade máxima”.

Lisboa está a perder carga para Portos Espanhóis

Recordou que perante a evolução do mercado mundial – “Lisboa precisa de aumentar”.
“Os economistas, o mercado e a estratégia o solicitam”, disse.
“Com todas as expansões possíveis na margem norte, até 2019, a capacidade do porto está esgotada”, afirmou a presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa.
Mesmo numa evolução económica mundial “mais pessimista”, sublinhou – “Lisboa não tem capacidade”.
“Desde 2011 que Lisboa está a perder carga para Portos Espanhóis e para Leixões, isso é já preocupante do ponto de vista da economia nacional”, disse.

Entrada em funcionamento no ano de 2025

Marina Ferreira, salientou que precisamos de – “um terminal que corresponda às necessidades do mercado nacional de exportação e importação”.
“Um terminal que interaja positivamente, que seja inclusivo com as cidades, um terminal que possa alavancar o crescimento da área metropolitana de Lisboa”, sublinhou.
O novo terminal deverá estar preparado para receber navios com calado de 14 metros, que corresponde a uma profundidade de 16 metros e um canal de 150 metros.
O Porto previsto para o Barreiro, numa primeira fase terá 796 metros de cais e numa segunda fase 1500 metros de cais, podendo receber na ordem de 1 a 2 milhões de TEUS, numa área de terraplanagem com cerca de 100 hectares.
O investimento no projecto, sublinhou Marina Ferreira deverá ser – “investimento privado”.
Apontando a entrada em funcionamento no ano de 2025 – “estamos com atraso”, disse.

Barreiro sempre foi equação em cima da mesa

Recordou que a solução de instalação do Terminal no Barreiro – “não é nova” é uma localização estudada desde 1956.
“Desde1972 o Barreiro sempre foi equação em cima da mesa”, sublinhou.
Referiu que o Plano Estratégico do Porto de Lisboa considerou esta pré-solução.
A instalação do Terminal no Barreiro, segundo a Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa tem – “fraco impacto ambiental”, o porto –“tem fraca agitação marítima” e existe uma “plataforma a inserir na zona de exploração marítima”.
Comparando com a opção Trafaria, salientou que – “a opção Barreiro é globalmente mais eficiente” e os custos são inferiores, mesmo que com custos superiores nas infraestruturas do Barreiro.
Recordou que o Barreiro tem uma zona de expansão de 350 hectares.

Se Lisboa crescer, cresce o país

Na sua opinião a instalação do Terminal de Contentores no Barreiro – “potencia um impacto positivo ao nível de emprego e do PIB da região, potencia o emprego na AML”.
“Se Lisboa crescer, cresce o país”, disse.
Recordou que para desenvolver o projecto – “ainda falta desenvolver muita coisa”.
“O Barreiro tem a melhor perspectiva ambiental, o melhor impacto urbano e as melhores acessibilidades”, sublinhou.
“Quando estamos a falar do investimento no Barreiro, já estamos a estudar e a incluir as dragagens”, referiu.
“A localização no Barreiro é a mais favorável”. afirmou.

A presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa, salientou que – “não existem dragagens altamente contaminadas no Tejo”.
Divulgou que a Tanquipor vai iniciar esta semana dragagens – autorizadas pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente.
Em resposta a uma pergunta colocada no decorrer do debate sobre os futuros custos das dragagens com a instalação do Terminal, afirmou que corresponderá a um milhão de euros anuais, verba que será de acordo com o modelo adoptado ou da responsabilidade do investidor ou do Porto de Lisboa, que neste caso cobrará taxas para garantir as dragagens.

Se não houver empresas privadas, não haverá porto

Marina Ferreira foi clara ao afirmar – “se não houver empresas privadas” para realizar o investimento – “não haverá porto”.
Salientou que já existem seis empresas privadas interessadas – “esperamos que se cheguem à frente quando do concurso”.
“Estão fortemente interessados em construir e operar”, disse.

Lisboa esta a preparar-se para se candidatar a fundos europeus

Marina Ferreira, recordou que Lisboa é candidata aos fundos europeus, no âmbito dos apoios às redes transeuropeias – no âmbito da afectação a transportes marítimos.
“O Porto de Lisboa esta a preparar-se para se candidatar. As candidaturas estão abertas até Fevereiro de 2015”, disse.
“O projecto tem que avançar de forma muito sólida e não pode ter recuos. Se avançar não pode recuar”, afirmou.
“Este projecto não é do Porto de Lisboa, não é da Câmara Municipal do Barreiro, não é da Baía do Tejo, é um projecto nosso, do país”, salientou.

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