Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do BarreiroJogos Juvenis obrigaram cada um de nós a crescer
“Augusto Valegas legou-nos um património, a nossa missão será dar continuidade a este espirito dos Jogos Juvenis do Barreiro”, sublinhou Director da Associação de Escolas do Barreiro e Moita.
“Não tenho palavras para transmitir aquilo que o meu avô me influenciou, guardo dele as palavras: amizade, solidariedade e empenho”, referiu Pedro Valegas, neto de Augusto Valegas.

Por Jornal Rostos
No auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, a Conferência de Encerramento: Comemorações dos 50 Anos dos Jogos Juvenis do Barreiro que teve como tema central prestar uma homenagem a Augusto Valegas.
A nossa avaliação é positiva
Romão Antunes, da Comissão Organizadora das comemorações dos 50 anos dos JJB, recordou que este foi um projeccto “em rede” dinamizado com o objectivo de assinalar a efeméride, tendo sido realizado um ciclo de oito conferências, com temas diversificados
Referiu que a conferência de encerramento é uma homenagem a Augusto Valegas.
“Fizemos o possível para homenagear os 50 anos dos JJB. A nossa avaliação é positiva”, disse.
Jogos Juvenis do Barreiro foram uma pedrada no charco
Recordou que os Jogos Juvenis do Barreiro – “foram uma coisa extraordinária” e afirmou – “nunca mais vivi coisa igual”.
Salientou a importância dos JJB, nos “aspectos sociais, cultural e de solidariedade”.
Referiu que os JJB envolveram “milhares de jovens”, uma iniciativa que foi dinamizada “equidistante de instituições” e que fizeram “parte da malta”.
“Os Jogos Juvenis do Barreiro foram uma pedrada no charco. Uma iniciativa que marcou a minha geração”, disse.
Um nome que marcou a cidade do Barreiro e a região
Joaquim Raminhos, Director da Associação de Escolas do Barreiro e Moita, salientou que “todas as escolas saudaram esta iniciativa e foi uma honra estarmos envolvidos”.
Referiu as muitas actividades realizadas nas escolas, que constituíram “momentos formativos” que serão certificados.
Recordou Augusto Valegas – “um nome que marcou a cidade do Barreiro e a região”.
“Um entusiasta da cidade, da sua cidade que contribuiu para valorizar a sua identidade”, sublinhou Joaquim Raminhos.
Dar continuidade ao espirito dos Jogos Juvenis do Barreiro
“Augusto Valegas legou-nos um património, a nossa missão será dar continuidade a este espirito dos Jogos Juvenis do Barreiro”, disse.
Recordou Augusto Valegas e Augusto Cabrita – “pessoas que deixaram uma marca” e que “ajudaram a conhecer a nossa identidade”.
“Augusto Valegas um nome que o Barreiro não pode mais esquecer na sua história”, afirmou.
Um homem incansável e dedicado àquilo em que acreditava
Pedro Valegas, neto de Augusto Valegas, referiu – “è difícil estar neste lado” e “falar do meu avô”.
“As recordações que tenho dele são muito boas. O meu avô era um homem incansável e dedicado àquilo em que acreditava ”, disse.
Recordou o seu envolvimento nos Jogos Juvenis do Barreiro, no Movimento Associativo e na edição da revista «Um olhar sobre o Barreiro”.
“Era um homem de combate, lutador, sério e honesto”, salientou.
Dar aos jovens mais que ele teve na sua geração
Pedro Valegas, sublinhou que seu avô dedicou-se a “valorizar os jovens, ele queria dar aos jovens mais que ele teve na sua geração” e, acrescentou, que os Jogos Juvenis do Barreiro foram possíveis realizar – “pelas condições sociológicas” de uma vila operária marcada pela presença da fábrica.
Recordou que os JJB nasceram em plena ditadura, foram dinamizados sem orçamentos e com a logística do seu tempo.
“Foram realizados com um grau de audácia e de grande loucura, num tempo que não havia Câmaras para ajudar como há hoje”, disse.
Referiu as muitas tarde que Augusto Valegas passou na Torre do Tombo a “recolher informação” para editar os quinze números da revista “Um Olhar sobre o Barreiro”, dedicados à história local.
Amizade, solidariedade e empenho
“Não tenho palavras para transmitir aquilo que o meu avô me influenciou, guardo dele as palavras: amizade, solidariedade e empenho”, referiu Pedro Valegas.
Recordou que pelas convivências diárias sentia que existia “o avô lá de casa” e o “avô envolvido nas coisas”, porque sempre que tinha que se identificar em algum lado surgia logo a pergunta: “É da família de Augusto Valegas?”. Respondia que sim e vinha logo o comentário: “Foi um grande homem dos Jogos Juvenis do Barreiro”.
“O meu avô foi um homem de empenho e luta”, disse,
Pedro Valegas, sublinhou que “passados 50 anos dos JJB” e perante o momento que o país atravessa – “de ataques à escola pública” e “colapso da economia”, disse, - Se o meu avô estivesse vivo o que ele estaria a perguntar é como vamos dar a volta, para construir uma sociedade melhor”.
Terra marcada pelo desporto
A encerrar, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que – “é preciso quando pensamos os Jogos Juvenis do Barreiro e Augusto Valegas enquadrar no contexto, um concelho onde as fábricas imperavam, de gente relativamente pobre, num contexto histórico de grandes dificuldades, de fascismo, de repressão, de presos politicos, de luta operária, de grande associativismo que foi reforçado pelos JJB”.
O autarca sublinhou que os Jogos Juvenis do Barreiro são – “consequência de um momento histórico e sociológico, noutros lugares não seria possível fazer Jogos Juvenis”.
Salientou que o Barreiro foi sempre – “uma terra marcada pelo desporto”.
Augusto Valegas foi fundamental
Carlos Humberto, sublinhou que a personalidade de Augusto Valegas foi “fundamental”, como homem de “muito trabalho e persistente”.
“Os Jogos Juvenis do Barreiro só foi possível fazer porque havia uma personalidade como Augusto Valegas, que compreendeu o papel que a juventude podia ter, pondo a malta a fazer desporto, a ser árbitro, ser seccionista, ser dirigente e a fazer clube ”, disse.
Viver em conjunto deu-nos capacidades
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que os Jogos Juvenis do Barreiro – “obrigaram cada um de nós a crescer, a jogar com sentimento, sensibilidade e respeito pelo outro. Viver em conjunto deu-nos capacidades”.
“Nesse tempo surgiram clubes como cogumelos, surgiu malta a escrever, os JJJ marcaram uma geração”, salientou.
Construir no presente o futuro
Na sua opinião é necessário numa reflexão sobre os Jogos Juvenis do Barreiro – “construir no presente o futuro”.
Recordou que manteve uma relação de trabalho directa com Augusto Valegas, no Luso Futebol Clube, onde este era presidente da Direcção, no tempo da Comissão Cultural.
“Augusto Valegas manteve sempre uma ligação aos jovens”, disse.
Carlos Humberto referiu que é importante “olhar para trás e ver o que fizemos de bem e o que fizemos de mal”, mas, é necessário – “olhar para a frente, construir no presente o futuro, juntar sentimento, sensibilidade e reflexão”.













