António Melo Pires da Associação da Indústria da Península de Setúbal»Falta estratégia concertada dentro da região»
. Empresas se assumam como “parceiros de coesão social”
António Melo Pires , fundador da Associação da Indústria da Península de Setúbal, ontem no decorrer da cerimónia de constituição da AISET, afirmou que – "na região existem oportunidades de promover o desenvolvimento, nomeadamente nos concelhos do Barreiro, Seixal e Palmela, onde existem Parques Industriais, com condições de instalarem indústrias diversificadas".

Por Jornal Rostos
António Melo Pires, Administrador da Autoeuropa, fundador da Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET), ontem à tarde, no decorrer da cerimónia da escritura de constituição da Associação, sublinhou que se estava a viver – “um acto importante da vida associativa e da identidade da região”.
Negócio das empresas corresponde a 9% do total nacional
António Melo Pires, sublinhou que na Península de Setúbal regista-se uma “concentração de estruturas” quer do sector público, quer do privado.
Recordou que nos nove concelhos da Península de Setúbal regista-se um volume de negócios na ordem dos 6913 milhões de euros, que corresponde a 9% do total nacional e 30% da Região da cidade de Lisboa.
Salientou o facto de nos nove concelhos da Península de Setúbal residirem 782.044 habitantes, correspondendo a 7% da população nacional, num território que abrange 1421 km 2.<
Na ordem dos 5% do valor nacional do VAB
António Melo Pires, sublinhou o facto de entre os 9 concelhos da Península de Setúbal, dois integrarem o top nacional das exportações: Setúbal e Palmela.
Referiu, igualmente, o facto de o Valor Acrescentado Bruto – VAB – das empresas localizadas na Península de Setúbal corresponde a 782 milhões de euros, na ordem dos 5% do valor nacional.
Empresas são referência ao nível da “organização” e da “formação
De acordo com o fundador da Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET) – na região existem oportunidades de promover o desenvolvimento, nomeadamente nos concelhos do Barreiro, Seixal e Palmela, onde existem Parques Industriais, com condições de instalarem indústrias diversificadas.
Recordou que as empresas da Península são referência ao nível da “organização” e da “formação”.
Salientou o facto de na Península de Setúbal existirem boas vias de comunicação quer rodoviárias, quer ferroviárias e portos marítimos.
Falta estratégia concertada dentro da região
“Falta estratégia concertada dentro da região” – sublinhou António Melo Pires, acrescentando que, igualmente – “falta coesão politica e institucional”.
Considerou essencial o papel dos municípios na criação de infraestruturas e das empresas na interacção e operacionalização de negócios.
Salientou que a Comissão Europeia definiu como prioridade o papel da indústria no desenvolvimento europeu.
Península de Setúbal uma zona industrial de referência
A criação da Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET) visa o desenvolvimento de uma estratégia assente nas dinâmicas de – ACTUAR, INTEGRAR, SUSTENTAR, EMPREENDER e TRANSFORMAR, visando fortalecer “o tecido económico da região”, de forma que as empresas se assumam como “parceiros de coesão social” e contribuam para a “atracção de novas industrias”.
No fundamental, António Melo Pires, defendeu que a Península de Setúbal deve ser – “uma zona industrial de referência”.
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