Falar de história é essencial para percebermos as nossas raízesSalientou Rui Garcia no encerramento dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros
O autarca recordou que o território que envolvia o «Foral de Alhos Vedros», estendia-se até ao Barreiro, Moita e Montijo.

Por Jornal Rostos
A sessão de encerramento das comemorações dos 500 anos do Foral de Alhos de Vedros realizou-se na Capela da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, no decorrer da qual Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita sublinhou que “falar de história” é essencial para “percebermos o solo das nossas raízes” e para “fortalecermos as nossas raízes e a nossa identidade”.
Todos desenvolveram iniciativas próprias
Rui Garcia, agradeceu o envolvimento das instituições no programa das comemorações – “entidades que se envolveram com entusiasmo” e “todos desenvolveram iniciativas próprias”.
O autarca sublinhou a importância de se avaliar o processo através de “uma aprendizagem dos resultados que se podem obter da cooperação entre instituições”.
Sublinhou o contributo dos serviços culturais da Câmara Municipal da Moita.
Fortalecer as nossas raízes e a nossa identidade
“A história de Alhos Vedros é a história da nossa região” – referiu Rui Garcia, recordando que o território que envolvia o «Foral de Alhos Vedros», estendia-se até ao Barreiro, Moita e Montijo.
“Somos gente do presente e do futuro” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal da Moita.
“Falar de história”, referiu o autarca, é essencial para “percebermos o solo das nossas raízes” e para “fortalecer as nossas raízes e a nossa identidade” e “os laços que nos unem”.
Rui Garcia, lamentou que alguns “intelectuais estéreis” ao analisarem esta actividade – “arranjam sempre algo para criticar” e não se apercebem – “que o mundo dá uma volta todos os dias, que o mundo pula e avança”.
Medalha de Bronze de António Tapadinhas
No final da sua intervenção e como momento para assinalar o encerramento das comemorações dos 500 anos do Foral, apresentou a Medalha de Bronze, criada por António Tapadinhas.
Referiu a qualidade estética da peça artistica, o seu simbolismo que “marca uma época” e assinala de forma digna as comemorações dos 500 anos do Foral.
Objectivo das comemorações envolver as pessoas
Vítor Cabral, da Comissão Organizadora das Comemorações dos 500 Anos do Foral de Alhos Vedros, recordou que ao longo do ano de 2014 foram realizadas mais de 30 iniciativas, envolvendo diversas entidades e muitas pessoas.
“Esse era o principal objectivo das comemorações envolver as pessoas”, sublinhou.
Salientou que as iniciativas realizadas contribuíram para promover – “a amizade e o relacionamento entre as pessoas”.
Recordou a Feira Medieval, o lançamento das Revistas do Foral, as diversas conferências, o envolvimento das escolas.
“Fizemos coisas que nunca tínhamos conseguido fazer”, referiu Vítor Cabral.
Concerto e apresentação de livro de António Ventura
De referir que a anteceder a sessão de encerramento, na Igreja Matriz de São Lourenço, realizou-se o último concerto do Encontro de Música e Canto de Compositores do Século XVI com Mediaevus Ensemble, Grupo Coral do Montijo e Grupo Coral Alius Vetus.
Igualmente, foi efectuada a apresentação do livro “Alhos Vedros: Economia, Administração e Demografia Séculos XIV-XVIII”, de António Gonçalves Ventura, no âmbito do Programa de Apoio à Investigação e Divulgação Moita Património, lançado pela Câmara Municipal da Moita.
Recorde-se que o dia 15 de Dezembro é a data que assinala a atribuição do Foral por El-Rei D. Manuel I. (1514 – 2014).
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