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Perspectivas

«Sfal faz parte da raiz cultural e da história do concelho do Barreiro»afirmou Rui Lopo, vereador da Câmara Municipal do Barreiro

Ontem à tarde realizou-se a Sessão Solene evocativa do 147º aniversário da SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, a mais antiga Colectividade do concelho do Barreiro.

No decorrer da sessão Lurdes Sales, presidente da Direcção da SFAL, agradeceu os apoios da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio e da Câmara Municipal do Barreiro que disse – “têm ficado muito aquém da nossa realidade”.

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«Sfal faz parte da raiz cultural e da história do concelho do Barreiro» afirmou Rui Lopo, vereador da Câmara Municipal do Barreiro

Por Jornal Rostos

A Mesa que presidiu a sessão foi composta por José Miguel, Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Lurdes Sales, Presidente da Direcção; Lurdes Gonçalves, Presidente do Conselho Fiscal; Jaime Santa, da Federação Portuguesa de Campismo e Caravanismo; António Raposo, em representação da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio e Rui Lopo, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro.
Após a actuação das «Mordomas da SFAL» que abriram a sessão, escutou-se o Hino da SFAL e foi guardado um minuto de silêncio em memória de todos os associados da Colectividade que como referiu o Presidente da Mesa da Assembleia Geral – “construíram a realidade que hoje nós somos”.

SFAL merece ser olhada com respeito pelas instituições

José Miguel, sublinhou que ao longo dos anos – “a SFAL tem crescido como instituição e tudo tem feito para honrar o facto de ser a Colectividade mais antiga do concelho do Barreiro e das mais antigas da região”.
Referiu que a SFAL é um espaço de “encontro de gerações” e para o provar as próprias presenças na sessão solene associados com 25 e 50 anos de vida associativa, dirigentes novos e a presença da – “Mariana que tem dois anos e é a mais jovem associada da SFAL”.
“A SFAL merece ser olhada com respeito pelas instituições, porque somos parte da história da comunidade “, sublinhou o presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Ninguém deve estar na vida associativa e nesta casa a fazer sacrifícios

Lurdes Sales, presidente da Direcção, recordou que a sua vida está ligada à SFAL desde os seus nove anos de idade e expressou a sua satisfação por nos dias de hoje – “abraçar a liderança da SFAL” acompanhada de “uma equipa jovem” e “empenhada”.
“Juntos aprendemos todos os dias, a partilha enriquece-nos e dá força ao trabalho de equipa”, disse.
Salientou que – “ninguém deve estar na vida associativa e nesta casa a fazer sacrifícios, todos devemos estar aqui por prazer”.
Referiu que – “temo-nos esforçado por cumprir o nosso programa eleitoral que tem como lema –‘Viver o Associativismo-Viver a SFAL” e para isso levamos à prática diversas actividades desportivas, recreativas e culturais”.

O problema é a falta de dinheiro

A presidente da Direcção da SFAL sublinhou que a vida da Colectividade é feita do trabalho dos dirigentes, dos funcionários do café, dos técnicos, dos atletas- da música, do teatro, do karaté, da ginástica - dos associados que encontram na Colectividade um espaço para conviver e crescer – “são todas estas pessoas que fazem a SFAL”.
Referiu as dificuldades que existem para solucionar problemas de obras nas instalações, referiu a situação da sala de convívio que – “não é aconchegante” e as obras que são necessárias e causam preocupações.
“O problema é a falta de dinheiro, esse é o nosso problema, por isso não conseguimos fazer coisas que gostávamos de fazer, por em prática ideias. Temos cumprido com o pagamento dos salários e despesas a fornecedores e todas as despesas fixas, com um controle de receitas e despesas, com muito rigor” sublinhou Lurdes Sales.
Agradeceu os apoios da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio e da Câmara Municipal do Barreiro que disse – “têm ficado muito aquém da nossa realidade”.
“Vamos continuar a escrever páginas da história da velhinha SFAL, uma história muito bonita que tem dado muito aos lavradienses e vai continuar a dar muito aos lavradienses”, sublinhou a presidente da Direcção da SFAL.

Uma casa de encontro de gerações

Lurdes Gonçalves, Presidente do Conselho Fiscal, referiu a emoção que sentiu ao ver entrar a bandeira da SFAL quando na abertura se escutou o hino da Colectividade.
Recordou que foi nesta casa que seus filhos praticaram desporto e aprenderam música e que essa formação contribuiu para o futuro que assumiram nas suas vidas – “eles formaram-se aqui” e a formação que aqui receberam foi determinante para as suas escolhas de vida.
Sublinhou que a SFAL é uma casa de encontro de gerações de crianças e adultos.

Uma colectividade que vive com força e determinação

Num segundo momento da Sessão Solene escutou-se uma actuação da Banda Outbreak da Escola de Música da SFAL.
As colectividades presentes entregaram lembranças.
Jaime Santana, em representação da Federação Portuguesa de Campismo e Caravanismo, sublinhou a dinâmica da SFAL e entregou uma lembrança para evocara e efeméride.
No decorrer da sessão foram entregues emblemas de prata aos associados que completaram 25 anos de vida associativa e emblemas de ouros aos associados que completaram 50 anos de vida associativa.
Foram homenageados atletas de Karaté e Ginástica.
António Raposo, em representação da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio salientou que a SFAL é uma colectividade que vive com “força e determinação” e que é importante continuar a – “dar continuidade à história da velhinha”.

Tenho marcas que nunca irei esquecer

Irene Roque, que recebeu o emblema de 25 anos de associada sublinhou nesta casa – “tenho marcas que nunca irei esquecer” aqui, disse, “vivi muitos momentos maravilhosos” e, por isso, continuo a dizer – “estou aqui”.

Esta é minha casa, da minha filha e das minhas netas

Luis Simão, que recebeu o emblema de 50 anos, recordou que foi no ano de 1964 que “entrei para esta casa”, evocou os tempos dos Jogos Juvenis do Barreiro, e que sentiu ao longo dos anos primeiro a sua filha, depois as suas netas, fazerem parte da vida da colectividade como ginastas – “esta é minha casa, da minha filha e das minhas netas, à SFAL Obrigado”.

Quando aqui estou recordo sempre o meu avô

Rui Lopo, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que quando jovem viveu nesta Colectividade – “quando aqui estou recordo sempre o meu avô” e sinto a “ausência de pessoas que continuam presentes”.
“Estar na SFAL é difícil falar”, disse, porque sente a Colectividade misturada com as recordações de sua vida.

A SFAL tem resistido

Salientou que as dificuldades que a SFAL vive são as mesmas que se sentem no concelho do Barreiro – “a SFAL é um espelho do concelho, do momento que atravessamos” .
“A SFAL tem resistido até aqui e irá continuar a resistir e vencer a partir daqui”, sublinhou.
O autarca salientou a importância do movimento associativo no concelho do Barreiro – “tem um significado especial na nossa história e no futuro do concelho”.
“A SFAL faz parte da raiz cultural e da história do concelho do Barreiro, pela cultura que se faz e vive de forma dinâmica pelos serviços que tem prestado à população”, afirmou.

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Mordomas

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Outbreak - Banda da Escola de Música da SFAL

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