Cinco jovens actores do Projéctor - Barreiro«Eles» dão vida ao sonho e à amizade, num espectáculo vivo, melodioso e intenso
O espectáculo foi uma agradável surpresa, por dar a conhecer uma nova geração de actores do Projéctor, cinco jovens que viveram os seus papeis de forma intensa e demonstraram que o Teatro no Barreiro é uma escola de vida e de arte que, sem dúvida, faz parte das dinâmicas culturais do concelho.

Por Jornal Rostos
O Projéctor - Grupo de Teatro estreou, hoje à tarde, a sua 28ª produção, a peça «É tão bom uma Amizade», de Sérgio Godinho, e, pelo referido por Luciano Barata, encenador, na abertura do espectáculo este é o segundo trabalho do grupo dirigido à infância.
O novo trabalho do Projéctor é levado a cena no âmbito da programação do «Mês do Teatro», a assistir, numa sala Teatro de Bolso, com 50 lugares, esteve Carlos Moreira, presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, assim como membros do executivo e muitos espectadores ficaram no chão. Sendo um evento do «Mês do Teatro» e uma estreia de registar a ausência de representantes do executivo municipal.
O espectáculo foi uma agradável surpresa, por dar a conhecer uma nova geração de actores do Projéctor, cinco jovens que viveram os seus papeis de forma intensa e demonstraram que o Teatro no Barreiro é uma escola de vida e de arte que, sem dúvida, faz parte das dinâmicas culturais do concelho.
E digo, agradável surpresa, até, por sentimentos pessoais por ver ali, em palco uma actriz, senhora da sua personagem, com boa dicção e fluidez nos gestos – falo de Inês Raposo – uma menina que vi crescer e brincar, e, agora, inesperadamente surge-me ali -mulher - a transmitir-me sonhos e convicções sobre a vida.
A peça «É tão bom uma Amizade», de Sérgio Godinho, com encenação de Luciano Barata, proporciona uma reflexão sobre o conceito «amizade», como problemática do quotidiano que devemos descobrir no «ELE» que está ao nosso lado e, por vezes, nem o vemos.
Uma peça que está bem encenada, com ritmo e musicalidade, aqui, contando com a participação de Tony Costa, cantor e músico que dá, ao vivo, um contributo para tornar o espectáculo mais vivo, melodioso e intenso.
O guarda roupa dá a dimensão de cor e fantasia às personagens.
Tiago Martins, Andreia Filipa, Inês Raposo, Sofia Pereira e Sofia Narciso, são os cinco jovens actores, estiveram excelentes na interpretação e no domínio das personagens, não debitam o texto, sentem-no e interiorizam na personagem.
Estes jovens actores são um exemplo que o Teatro tem futuro no Barreiro e que o Projéctor continua a ser uma escola viva que merece ter o seu espaço próprio, para encenar e promover a formação teatral.
O Auditório da Verderena – um Teatro de Bolso – podia ser mais potenciado e colocado ao serviço do Projéctor, com ajustes no espaço e investimento em melhores condições de luminosidade.
O espectáculo «É tão bom uma Amizade» devia ser divulgado junto às escolas do concelho do Barreiro e da região e proporcionar uma deslocação de turmas, pois, esta seria uma forma de compensar a entrega dos jovens actores e o empenhamento do Projéctor em promover trabalhos para a infância.
Uma nota, por favor, não voltem a fazer espectaculos com mais espectadores que a lotação permite, porque, pelo que senti, a presença de pessoas sentadas na «zona de palco» acaba por ser «uma pressão» sobre os actores. Não podemos esquecer que teatro é arte no espaço e há espaço que os actores precisam para respirar e crescer – é deles não pode ser do público, apesar de considerar que esta peça ganhará mais vida e intensidade se existir mais interactividade entre as personagens e o público.
Por exemplo, achei que devia ter existido mais interactividade entre os personagens e «ELE» o público, mais encontro motivando-o para cantar e interagir, até mesmo, ser «motivado» a responder a perguntas que são tema entre os personagens.
Acho, pela dinâmica que vi, os jovens actores têm todas as condições para dar esse salto de partilha e interactividade, mas, para isso, não podem ter uma barreira de pessoas na sua frente no chão que são um «ruído» à sua mobilidade e interactividade.
As personagens podem crescer para além do papel, ser criativas na relação com o público, pode desconstruir e construir – isso vai sendo a experiência e a rotina do espectáculo que lhes vai dar essa maturidade, porque capacidades inatas, estas, sentem-se estão dentro dos seus talentos.
Gostei do espectáculo. Sei que o espaço é redutor. Mas este é um trabalho que tem beleza, musicalidade e acima de tudo é um alerta para a importância das «ideias» e da «amizade», num mundo, excessivamente marcado por dinâmicas de isolamento.
O espectáculo volta a cena no próximo dia 14 de Março, pelas 16 horas, no Auditório da Verderena.
Vão ser realizados espectáculos nos dias 10 e 11 de Março, pelas 14 horas, para os alunos da Escola do Ensino Básico nº 7, na Verderena, e, nos dias 16, 17 e 18 serão realizados espectáculos na Escola do Ensino Básico da Vila Chã.
Mas, naturalmente, ficam os votos que este espectáculo vá mais além, porque, acima de tudo, para além de merecer ser visto por muitos barreirenses e na região, a rodagem do espectáculo será uma experiência única para que estes cinco jovens actores «soltem» as energias que brotam dos seus corações e vivam a paixão do teatro, fazendo teatro e interagindo com o público. Isso conquista-se fazendo. Porque só fazendo , afinal, crescemos!
António Sousa Pereira
VER FOTOS
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10152654614422681.1073742174.374205877680&type=3
BREVE REGISTO
https://www.facebook.com/video.php?v=10152654623267681&set=vb.374205877680&type=2&theater













