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Perspectivas

Moita - Núcleo Museológico da Baixa da Banheira – José João da Silva“Temos que fazer um caminho para que as pessoas sintam o Museu como sendo delas”

“O nosso interesse é mostrar às pessoas que isto é delas. Isto é um acervo da nossa vila. Todos os objectos têm histórias para contar”, refere Nuno Cavaco, presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.

“O núcleo é como uma planta, uma árvore, ou o nascimento de uma criança, vamos tratando deles, para que se tornem fortes e saudáveis e um dia saberão retribuir”, foi assim que falou ao jornal «Rostos» José João da Silva, no ano 2009.

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Moita - Núcleo Museológico da Baixa da Banheira – José João da Silva “Temos que fazer um caminho para que as pessoas sintam o Museu como sendo delas”

Por Jornal Rostos

João José da Silva foi o impulsionador do Núcleo Museológico da Baixa da Banheira, ao qual deu o nome.
Um espaço que surgiu no ano de 2008, que deu corpo a uma ideia que já contava mais de 20 anos, que foi amadurecendo.

Salvaguarda do património colectivo

O projecto resultou da vontade de um dos Grupos de Trabalho da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, foi dando sentido ao “gosto de guardar velharias” e de as mostrar.
O primeiro espaço foi inaugurado a 26 de Janeiro de 2008, tendo como perspectiva ser, como dizia, então, em entrevista ao jornal «Rostos», José João da Silva - “um projecto aberto a todos, com a pretensão de dotar a vila e o concelho de mais um espaço de cultura e salvaguarda do património colectivo”.

Objectos com histórias

João José da Silva defendia que o Núcleo Museológico devia desenvolver-se envolvendo a população.
“A população foi envolvida e os objectos começaram a chegar. Diferentes objectos. Cada um com uma história para contar e a fazer parte da história da civilização” – sublinhava José João da Silva.

Apoio de 20 voluntários

Agora, desde Abril de 2014, o Núcleo Museológico da Baixa da Banheira -João José da Silva – funciona em novo espaço, mais amplo e com outras condições, sendo um salto qualitativo no projecto.
Está aberto todas as 4ª feiras, das 14 às 16 horas e pode ser visitado noutros períodos por marcação.
“Há um grupo de 20 voluntários que dá apoio e se dedica ao Núcleo Museológico”, sublinha ao Rostos, Nuno Cavaco, presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.

Criar um ‘guião’ para as visitas

No Núcleo Museológico são muitos os objectos ligados a profissões, quer ao barbeiro, à costureira, ao corticeiro, ao serralheiro, ao professor.
Os diversos objectos, permitem, principalmente, aos mais novos conhecer instrumentos de trabalho do século passado.
“São objectos que permitem conhecer as profissões e sua evolução. Nós vamos criar um ‘Guião” dos vários objectos, para orientar as visitas, principalmente para as escolas. Queremos fazer um trabalho com a Comunidade Educativa de estudo das profissões” – refere Nuno Cavaco.

Sintam o Museu como sendo delas

“Manter este Núcleo Museológico, para nós, é também a forma de prestarmos uma homenagem a José Joao da Silva, que dinamizou a ideia e dedicou muito da sua vida para que o mesmo fosse uma realidade”, sublinha o presidente da União de Freguesias.
Nuno Cavaco, sublinha que nos dias que o Núcleo está aberto são muitas as pessoas que o visita – “é isso que nós queremos que as pessoas sintam o Museu como sendo delas. É esse caminho que nós queremos fazer, porque o Núcleo Museológico foi crescendo com os materiais que as pessoas foram oferecendo”.

Os objectos contam experiências de vida

Nuno Cavaco, recordou que num dos dias de abertura do Núcleo Museológico, um antigo carpinteiro, foi explicando a quem estava a visitar o que eram as diferentes peças da sua profissões e para que serviam.
“É isso que nós queremos que as pessoas de diferentes profissões colaborem e expliquem. Falem das suas experiências de vida”, salienta Nuno Cavaco.
“O nosso interesse é mostrar às pessoas que isto é delas. Isto é um acervo da nossa vila. Todos os objectos têm histórias para contar”, refere o presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.

O núcleo nunca tem um fim

“O núcleo é como uma planta, uma árvore, ou o nascimento de uma criança, vamos tratando deles, para que se tornem fortes e saudáveis e um dia saberão retribuir”, foi assim que falou ao jornal «Rostos» José João da Silva, no ano 2009.
“O núcleo nunca tem um fim, vai sendo construído. Um espaço que tem como símbolo uma balança. É um espaço justo, em que se procura o equilíbrio entre o passado e o futuro”- sublinhava.

S.P.

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