«Observatório Municipal de Saúde» do BarreiroSua acção e intervenção «é um exemplo a nível nacional»
O autarca salientou que não desliga a situação que se viver em torno do Serviço Nacional de Saúde – “da situação de empobrecimento do país”, que dá origem ao “aumento de utentes” e também que exista “dificuldade de respostas” por parte dos serviços.

Por Jornal Rostos
No âmbito da Quinzena da Saúde, da Solidariedade e do Voluntariado, ontem realizou-se, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, uma sessão, aberta à população, do Observatório Municipal de Saúde, para debater a “Delegação de competências para os Municípios na área da Saúde – Decreto-Lei 30/2015”.
Observatório Municipal de Saúde um exemplo nacional
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que o Serviço Nacional de Saúde é “uma grande conquista dos portugueses” e da revolução do 25 de Abril.
“Há vários anos que se tem vindo a assistir ao seu desmantelamento”, sublinhou o autarca.
Recordou que o Observatório Municipal de Saúde, na sua actividade tem “estado atento” e “intervém” na defesa do Serviço Nacional de Saúde.
“É um bom exemplo a nível nacional, as suas diversas tomadas de posição”, disse.
Municípios discordam da descentralização
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro a propósito da Delegação de competências para os Municípios na área da Saúde – Decreto-Lei 30/2015, proposta pelo Governo, referiu a tomada de posição do Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses, assumida por todas as autarquias – “independentemente das suas posições partidárias” – onde expressa a discordância da descentralização.
Não são guerras politico- partidárias
Carlos Humberto, sublinhou que – “quando estamos a discutir o Serviço Nacional de Saúde, o que estamos a fazer é a discutir a vida das pessoas”.
Na sua opinião – “não são guerras politico- partidárias”.
Referiu que “podem existir diferenças de opinião” e “formas de interpretação”, mas no essencial o que se discute “é a vida das pessoas”.
“O Serviço Nacional de Saúde tem consequências no nosso quotidiano, é esta que é a questão central”, disse.
O autarca salientou que não desliga a situação que se viver em torno do Serviço Nacional de Saúde – “da situação de empobrecimento do país”, que dá origem ao “aumento de utentes” e também que exista “dificuldade de respostas” por parte dos serviços.
Não podemos deixar de intervir
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou a necessidade de existir mais intervenção por parte dos utentes e por parte dos profissionais de saúde – que podem “contar com o apoio da Câmara” - , no sentido de “agir” na defesa do Serviço Nacional de Saúde e contra a proposta do Governo de Delegação de competências para os Municípios na área da Saúde.
“Não podemos deixar de intervir”, disse.













