Extinção do Sistema Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal – SimarsulProfundo desrespeito pelos municípios considera Câmara do Barreiro

Por Jornal Rostos
Igualmente refere que rejeita – “a extinção do Sistema Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal e da sua entidade gestora – Simarsul”.
A autarquia manifesta a sua oposição – “a todo o processo que levou à concretização deste novo sistema” que considera estar “envolvido em profundo desrespeito pelos municípios e à revelia das atribuições do Poder Local”.
Municípios afastados de decidir
Sofia Martins, vice presidente da Câmara Municipal do Barreiro, no decorrer da reunião, salientou que a criação da empresa «Águas de Lisboa e Vale do Tejo» e a extinção da Simarsul, pelo Governo, é uma projecto que “afasta os municípios das decisões» nestas matérias.
“Nós rejeitamos a extinção da Simarsul”, afirmou.
Vão ser poupados 90 milhões de euros
Bruno Vitorino, PSD, referiu que bem Portugal 95% da população tem acesso à água com qualidade – “estamos nos países da frente” e afirmou que – “o sector das águas tem que ser sustentável”.
Afirmou que com a criação da «Águas de Lisboa e Vale do Tejo» vão ser poupados 90 milhões de euros, é isto, disse que vai “criar sustentabilidade” num sector que tem deficit.
Água é um bem essencial
Luis Ferreira, PS; salientou que a água é um bem “essencial”, e expressou que os socialistas “estão em condições de se associar” ao conteúdo apresentado na moção apresentada por Sofia Martins.
Problema da sustentabilidade não se aplica
Sofia Martins, sublinhou que a Simarsul – “não é uma empresa não sustentável”.
Referiu que 90% do deficit é para “pagar à Águas de Portugal” – “o problema da sustentabilidade não se aplica”.
Quanto à Amarsul, referiu que esta empresa –“deu sempre dividendos”.
Um caminho para a privatização do sistema
No texto da moção aprovada com os votos favoráveis dos eleitos da CDU e PS, tendo o voto contra do eleito do PSD, salienta-se que o modelo de governação dos serviços, que vai ser implementado, pela proposta do Governo – “deixa antever ameaças à natureza e à prestação de um serviço público ao serviço das populações, do desenvolvimento dos concelhos, das regiões e do país”.
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, este processo contribuiu para esclarecer as dúvidas que os municípios tinham quando da criação da Simarsul, que era – “um caminho para a privatização do sistema”













