«Desinvestimento» e «política de cortes» afirma Sónia LoboVerifica-se no Centro Hospitalar Barreiro e Montijo «ao nível do Serviço de Urgências»
Sónia Lobo, Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que, segundo dados da OCDE, no ano 2011, Portugal foi – “o país que mais reduziu e reduziu de forma drástica os apoios à saúde ao nível do Orçamento de Estado”.

Por Jornal Rostos
António Marques, referiu a importância de todos intervirem nas lutas pela reivindicação por melhores condições ao nível dos serviços de saúde, mas também noutras matérias que afectam a vida das pessoas.
Deu o exemplo da decisão por parte da SOFLUSA de vender alguns dos barcos que servem as carreiras do Barreiro – “temos que estar alerta para a venda dos barcos” e mobilizar a população – “para defender os seus direitos”.
Há redução de profissionais de saúde
Sónia Lobo, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que vai avançar a construção de uma superfície comercial, na área do terreno próximo de onde está prevista a construção do Centro de Saúde do Alto do Seixalinho – “o terreno destinado ao Centro de Saúde continua lá”.
A autarca alertou para o desinvestimento que tem existido, por parte do Governo, no Serviço Nacional de Saúde – “hoje não são garantidos os serviços à população”.
“Há redução de profissionais de saúde e redução dos serviços prestados. Isto também acontece no Centro Hospitalar do Barreiro - Montijo”, sublinhou.
Há diminuição de horas de atendimento
Sónia Lobo, referiu que nos serviços faltam médicos, falta pessoal auxiliar e há instalações degradadas e sem condições.
“Há diminuição de horas de atendimento nos Centros de Saúde”, disse, sublinhando que esta situação dá origem a “maior afluência ao Centro Hospitalar do Barreiro”.
Referiu que “este desinvestimento” e “esta politica de cortes” verifica-se no Centro Hospitalar Barreiro e Montijo – “ao nível do Serviço de Urgências”.
“Foi-se longe demais nestes cortes ao nível da Saúde”, salientou Sónia Lobo.
País que mais reduziu apoios à saúde
Recordou a autarca que em recentes dados divulgados pela OCDE, no ano 2011, Portugal era considerado – “o país que mais reduziu e reduziu de forma drástica os apoios à saúde ao nível do Orçamento de Estado”.
A autarca expressão a sua indignação pela recente legislação aprovada pelo governo de transferência de competências ao nível da saúde, educação e área social.
“Os municípios estão contra, a Associação Nacional dos Municípios Portugueses está contra”, referiu.
Aumento dos níveis de pobreza
No decorrer do debate, Fernanda Ventura, da Associação de Mulheres com Patologia Mamária recordou que segundo dados do INE, no ano 2002, 70% dos Centros de Saúde tinham atendimento permanente, enquanto no ano 2012, apenas 24% prestavam esse serviço.
Referiu que 1244 utentes das freguesias de Palhais e Coina não têm Médico de Família e no concelho do Barreiro são 8.000 utentes, a maior parte deles da Quinta da Lomba.
Salientou que a situação ao nível da saúde é afectada pelo aumento dos níveis de pobreza – dois milhões de portugueses estão em risco de pobreza, é a taxa mais alta de pobreza ao nível da União Europeia”, disse.
É preciso dizer basta
Fernanda Ventura, sublinhou que os Hospitais Públicos estão a perder camas – “os Hospitais privados estão a ficar com as fatias da população que pode pagar”.
“A população está calada. Está apática. É mal tratada e não diz nada. É preciso dizer basta. Neste momento são outros, amanhã seremos nós. Temos que nos revoltar porque este é um problema nosso”, afirmou.













