Barreiro - Relatório de Gestão de 2014 da CMBAprovado com votos favoráveis da CDU, abstenção PSD e votos contra PS
. Registaram aumentos de despesas, uma delas o aumento do IVA ao nível da electricidade
Na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro foi aprovado o Relatório de Contas do ano 2014, com os votos favoráveis da CDU, abstenção PSD e votos contra do PS.
A autarquia, referiu Sónia Lobo, vereadora responsável pela área das Finanças, distanciou-se do limite de endividamento na ordem dos 10 milhões de euros.
“Tenho dúvidas sobre o baixar a taxa do IMI. Não caiu em demagogias”, sublinhou Carlos Humberto.

Por Jornal Rostos
Na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada nas instalações do Grupo Dramático e Recreativo «Os Leças», um dos pontos da ordem de trabalhos foi a apreciação dos documentos de Prestação de Contas do ano 2014.
Sónia Lobo, vereadora responsável pela área das Finanças, sublinhou que “está espelhado no Relatório” de 2014, as previsões do Orçamento de 2014 - “ está reflectida essa realidade financeira”.
A autarca salientou que no ano 2014 as despesas rondaram os 42 milhões de euros e as receitas os 39 milhões de euros – “há um equilíbrio orçamental, as receitas correntes cobrem as receitas correntes”.
Autarquia distanciou-se do limite de endividamento
Sónia Lobo, referiu que se registou uma diminuição de custos na ordem dos 3% e que o resultado liquido foi positivo de 9 milhões de euros.
A redução do passivo rondou os 2 milhões de euros e o endividamento global registou uma redução na ordem dos 3 milhões de euros.
Segundo Sónia Lobo, o prazo médio de pagamento a fornecedores situa-se nos 76 dias.
A autarquia, referiu a autarca, distanciou-se do limite de endividamento na ordem dos 10 milhões de euros.
Não sou TOC
Marcelo Moniz, PS, referiu – “não sou TOC”, e criticando a intervenção de Sónia Lobo, considerou que a mesma foi de “apreciação financeira” mas não fez “apreciação politica”.
Sobre esta nota de Marcelo Moniz, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que cada vereador faz a intervenção que “entender”.
Havia bases para reduzir o IMI
Bruno Vitorino, PSD, considerou que na análise dos números devia - “ir mais longe na avaliação politica”, embora, acrescentou – “a apreciação politica deve ser feita mais ao nível da Assembleia Municipal”.
O autarca sublinhou que os números apresentados justificam as propostas apresentados pelo PSD, de devolução aos munícipes de 5% da taxa de participação variável do IRS – “acontece em alguns municípios mas no Barreiro não acontece”.
Por outro lado defendeu que os números demonstram que “havia boas bases para redução, há margem para reduzir”.
Bruno Vitorino, sublinhou igualmente que os números demonstram que “o papão” da Lei dos Compromissos não existia e que a “execução da totalidade do PAEL”, demonstra com o o apoio do Governo – “resolveu o problema da divida a fornecedores”.
Receita do IMI não pode ser vista de forma linear
Sónia Lobo, referiu que a receita do IRS foi semelhante ao ano 2013, na ordem dos 2 milhões de euros.
Sublinhou que a avaliação da receita do IMI não pode ser feita de “forma linear”, porque se houve aumento de receitas, também se registaram aumentos de despesas, recordou o aumento do IVA ao nível da electricidade e aumento de encargos com pessoal.
Austeridade aplicada no Barreiro
Luis Ferreira, PS, afirmou que – “há uma leitura politica de austeridade aplicada no Barreiro”.
Referiu que o Governo aponta para a União Europeia que se aplique austeridade, a Câmara Municipal do Barreiro aponta a culpa da austeridade que aplica aos barreirenses, culpando o Governo.
“A proposta do PCP para o Barreiro é a Lei da Austeridade”, disse.
CDU/PSD aumento de receitas com aumento de impostos
Marcelo Moniz, sublinhou que os resultados financeiros “são excelentes números” que apontam para um “resultado de 9 milões de euros positivos”.
Referiu que a “maioria CDU/PSD aumentou as receitas” com “aumento de impostos”, com “austeridade”.
Afirmou que existiam condições de “baixar a taxa do IMI”.
Orçamento equilibrado e realista
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sobre a redução do IMI, afirmou que – “não vou agir sobre pressão, não vou fazer o que o PS e PSD querem”.
“Tenho dúvidas sobre o baixar a taxa do IMI. Não caiu em demagogias”, sublinhou.
Referiu que querem que se tape os buracos e se façam investimentos, e ao mesmo tempo se baixe a capacidade financeira do município.
“Aceito o combate politico. E tenho a coragem de assumir: Tenho opções politicas. Não temos os cofres cheios”, disse.
O autarca referiu que as contas demonstram que as receitas cobrem as despesas, que melhorou a situação financeira, que fizemos – “um orçamento equilibrado e realista”.
Aprovado por maioria
O documento foi aprovado com os votos favoráveis dos eleitos da CDU, abstenção do PSD e votos contra do PS.













