Barreiro – 25 de Abril e 1º de MaioSaudações entre a “unanimidade” e as divergências
. PSD 25 de Abril e 1º de Maio representam marcos na afirmação da democracia
. BE comemorar o 25 de Abril significa denunciar todas as injustiças
Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, realizada ontem à noite, as saudações ao 25 de Abril e 1º de Maio, uniram e dividiram os deputados municipais.

Por Jornal Rostos
Patricia Ferreira, PSD, apresentou ontem à noite, no decorrer da reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, uma saudação ao 25 de Abril e 1º de Maio, que foi aprovada por unanimidade.
Marcos na afirmação da democracia
Na moção dos sociais democratas refere-se que o 25 de Abril e 1º de Maio, representam – “marcos na afirmação da democracia, da liberdade e da valorização do trabalho que constituem, em simultâneo, património de todos os democratas e legado transmitido pelas gerações mais antigas a todos os jovens de hoje”.
“Esse é um legado que importa estimar e preservar na afirmação e desenvolvimento plenos dos indivíduos, numa relação de proximidade afectiva com a Pátria e com o mundo” – é sublinhado.
Por essa razão a Assembleia Municipal do Barreiro decidiu delibera “saudar o 25 de Abril de 1974, bem como a celebração livre, em Portugal, do dia 1 de Maio”.
A proposta dos sociais democratas foi aprovado por unanimidade.
Saudação do PS aprovada por unanimidade
O Partido Socialista também apresentou uma saudação aos 41 anos do 25 de Abril e aos 40 anos das primeiras eleições livres, que foi aprovada por unanimidade. Desconhecemos o conteúdo da referida saudação, dado que a mesma não foi divulgada aos órgãos de comunicação social.
Oposição às politicas económicas e sociais
A saudação ao 25 de Abril e 1º de Maio, apresentada pela CDU, foi aprovada com os votos contra do PSD, tendo os votos favoráveis da CDU, PS, BE, MCI o PCTP/MRPP não marcou presença na reunião.
A saudação sublinha que “os direitos adquiridos com a Revolução de Abril, têm sido alvo do ataque sistemático dos sucessivos governos com vista à sua liquidação”, acrescentando que – “hoje, mais de dois milhões e setecentos mil portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza, e este número continua a crescer”.
No texto recorda-se a “sucessão de mortes ocorridas nos últimos meses nas urgências hospitalares é um exemplo dramático do estrangulamento financeiro do Serviço Nacional de Saúde”.
Refere-se que – “o ataque à Administração Pública se contabiliza já no despedimento de mais de 72.000 trabalhadores, no encerramento de centenas de serviços públicos, no corte de salários, no aumento injusto e inaceitável do horários de trabalho para as 40 horas.”.
Por estas e outras razões referenciadas na saudação é expressa a – “oposição às politicas económicas e sociais levadas a cabo pelo governo PSD/CDS, que afundam o país, promovem a desigualdade, a pobreza, a fome e a miséria”.
Denunciar todas as injustiças e arbitrariedades
A saudação do Bloco de Esquerda, foi aprovada, com os votos contra do PSD e três abstenções do PS. A CDU; BE, MCI e restantes deputados do PS votaram favoravelmente.
“Comemorar o 25 de Abril de 1974 significa a continuação do caminho da luta em defesa dos direitos, liberdade e garantias consagrados na Constituição da República Portuguesa”, refere-se.
“Comemorar o 25 de Abril significa denunciar todas as injustiças e arbitrariedades que retiram o direito à saúde, à segurança social, ao emprego, à escola pública, à justiça, à liberdade e à democracia”, é sublinhado.
Salienta-se que hoje em Portugal – “uma em cada três crianças vive em risco de pobreza e é muito elevado o número daquelas que chegam à escola com fome”.
“O desemprego dos jovens atingiu os 35% e está a subir ininterruptamente desde Outubro de 2014”, afirma-se.
“No contexto social, politico e económico em que nos encontramos em 2015, comemoramos o 41º aniversário do 25 de Abril, conscientes das enormes dificuldades com que nos confrontamos mas não baixaremos os braços e continuaremos a lutar contra is confiscos, esbulhos e roubos que foram levados a efeito nos últimos anos, nos salários, pensões e reformas e também nos apoios sociais”, é sublinhado na moção do BE.













