No Barreiro há 319 pessoas ostomizadasNa sua maioria são pessoas com problemas sócio-económicos
“Há doentes que esperam 9 meses pelos reembolsos”, salientou Vítor Munhão, vice presidente da Direcção da Associação Internacional para a Defesa da Pessoa Ostomizada, que foi apresentada, hoje à tarde, no Barreiro.
“Há pessoas que deixam de usar os sacos e ao deixar de os utilizar isso afecta a seu nível de saúde”, referiu.

Por Jornal Rostos
Hoje, no Auditório da Associação de Dadores de Sangue do Barreiro, realizou-se a apresentação pública da Associação Internacional para a Defesa da Pessoa Ostomizada.
Uma associação que te como finalidade promover a qualidade de vida da pessoa ostomizada e seus familiares, através do reconhecimento e defesa dos seus direitos enquanto portadores de ostomias de eliminação, respiratória ou alimentar.
Aproximem-se da associação e superem os complexos
Francisco Oliveira, presidente da Direcção da Associação Internacional para a Defesa da Pessoa Ostomizada, hoje à tarde, no decorrer da apresentação da associação sublinhou que este não vai ser um processo fácil, e apelou aos doentes ostomizados para que se “aproximem da associação” e que superem os “complexos”.
Recordou que grande parte dos ostomizados são pessoas com “rendimentos muito baixos”.
20 mil doentes ostomizados em Portugal
Vítor Munhão, vice presidente da Direcção, referiu que falar com as pessoas ostomizadas “não é fácil” porque não querem ser invadidos na “sua vida pessoal” e optam por manter a doença na “sua vida privada”.
Referiu que há 20 mil doentes ostomizados em Portugal e 60% não têm acesso liberalizados aos produtos que carecem, nem têm informação jurídica sobre seus direitos, nem ao nível de enfermagem.
Recordou que no Barreiro – “há 319 pessoas ostomizadas”.
Atrasos nos reembolsos demoram 16 meses
Vítor Munhão, salientou que os apoios aos doentes ostomizados é atribuído com base em legislação aprovada quando Sá Carneiro estava no governo – “ele era um doente ostomizado”.
Um dos problemas que afecta os doentes ostomizados, salientou são os atrasos nos reembolsos, por vezes demoram 16 meses.
“Isto não pode continuar a acontecer, esperar meses pelo reembolso”, afirmou.
Vítor Munhão, salientou que os doentes ostomizados, na sua maioria, são pessoas com problemas sócio-económicos e os atrasos nos reembolsos prejudicam a sua qualidade de vida.
“Há pessoas que deixam de usar os sacos e ao deixar de os utilizar isso afecta a seu nível de saúde”, referiu.
“As pessoas ostomizadas não podem viver sem o seu saco”, sublinhou Vítor Munhão.
Dar apoio jurídico aos doentes ostomizados
“A associação o que pretende é estabelecer parcerias quer ao nível nacional, que ao nível internacional”, sublinhou Vítor Munhão.
Referiu a existência de contactos com associações no Brasil, onde existem 526 associações de doentes ostomizados e com o Líbano.
Salientou que no Brasil – “o saco mais barato em Portugal é o mais caro no Brasil”.
O presidente da Associação Internacional para a Defesa da Pessoa Ostomizada, referiu que um dos objectivos da associação é dar apoio jurídico aos doentes ostomizados.
Actualmente há 150 enfermeiros especializados
Vítor Munhão, salientou que a região de Setúbal é daquelas onde – “as respostas são as melhores”.
Recordou que no país actualmente há 150 enfermeiros especializados com os cuidados a prestar aos doentes ostomizados.
No entanto, sublinhou que – “há doentes que esperam 9 a 16 meses pelos reembolsos”.
“Não há uma politica social orientada para os doentes ostomizados”, disse.
Preocupação com problemas ambientais
Vítor Munhão, sublinhou que anualmente um doente ostomizado consome sacos que corresponde a cerca de 670 Kg de sacos de plástico.
Nesse sentido, perante preocupações com problemas ambientais, a associação pretende estimular o uso de sacos recicláveis.
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