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Perspectivas

Barreiro é notícia na televisão da Moldávia«Nos ligámos pela arte, pelo associativismo e por sentimentos»

. Nasceram em Portugal mas são filhos de moldavos

“O Barreiro é muito conhecido na Moldávia. O presidente da Câmara vai ter que visitar a Moldávia”, disse Rodica Gherasim, presidente da MIORITA - Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos, no decorrer da sessão evocativa do 9º aniversário.

“Sintam-se no Barreiro como se estivesse no vosso país”, referiu Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

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Barreiro é notícia na televisão da Moldávia «Nos ligámos pela arte, pelo associativismo e por sentimentos»

Por Jornal Rostos

Ontem à tarde, nas instalações do Clube 31 de Janeiro «Os Celtas», realizou-se a sessão evocativa do 9º aniversário da MIORITA - Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos.
Após a apresentação de diversos aspectos da cultura e história da Moldávia seguiu-se um momento musical, com cânticos moldavos.

Nasceram em Portugal mas são filhos de moldavos

“A maior riqueza que nós temos são as nossas crianças, estas que nasceram neste território que é Portugal, mas são filhos de moldavos”, sublinhou Rodica Gherasim, presidente da Direcção da MIORITA - Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos,
Rodica Gherasim referiu as riquezas e valores do seu país – “um país pequeno, acolhedor e com um grande coração que vos espera”.

O mundo é cada vez mais um mundo de todos

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que – “o Barreiro é uma terra de multiculturalidade, se olharmos para a nossa história fomos sempre uma terra que recebeu os que procuram trabalho e melhores condições de vida, principalmente durante o século XX”.
O autarca salientou que devido à globalização o mundo, cada vez há mais intercâmbio entre os países – “enriquecemo-nos com a cultura dos outros”.
“O mundo é cada vez mais um mundo de todos, que devia ser gerido por todos, mas é gerido por poucos que pretendem impor uma cultura única ”, disse.
“Nós pretendemos a multiculturalidade”, sublinhou.
“Sintam-se no Barreiro como se estivesse no vosso país”, referiu o edil.

Barreiro é muito conhecido na Moldávia

Manuel Pereira, presidente da Direcção do Clube 31 de Janeiro «Os Celtas», referiu que a colectividade foi visitada por uma equipa de televisão da Moldávia.
“Hoje mesmo na televisão da Moldávia o Barreiro será noticia”, sublinhou.
“A Miorita é uma associação nossa amiga”, afirmou.
“O Barreiro é muito conhecido na Moldávia. O presidente da Câmara vai ter que visitar a Moldávia”, disse Rodica Gherasim, presidente da MIORITA - Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos

Primeira associação de gente de fora do país

Jaime Matias, do executivo da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, referiu a disponibilidade da autarquia de apoiar a Miorita e recordou que Portugal também é um país com muitos imigrantes.
Daniel Ventura, presidente da União de Colectividades do Barreiro, sublinhou que a associação Miorita integra a associação – “é a primeira associação de gente de fora do país que integra a associação que nós recebemos com muita simpatia”.
“O Barreiro é um território que sempre recebeu os que vieram de muitos sítios”, disse.
O Coro Polifónio do Alto do Seixalinho e a Comissão de Moradoires do Bairro 3 do Alto do Seixalinho, ofereceram lembranças à MIORITA.

Precisamos de associações fortes

Pedro Santarém, dirigente da Associação Africana, sublinhou que o Barreiro foi sempre uma terra de emigração e recordou que são as pessoas que fazem a diferença – “não é por ser moldavo, ou africano, nós somos todos iguais e temos que entre nós conversar para eliminar as diferenças e para isso precisamos de associações fortes”.
“Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro abriu o coração à emigração”, disse.

Coração grande do associativismo

Rodica Gherasim, presidente da MIORITA - Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos, sentia-se que estava emocionada, as lágrimas assomaram aos seus olhos.
“A arte e a cultura são os meios que libertam o mundo da maldade, com a cultura trazemos o bem para a terra, através do coração grande do associativismo”, disse.
Recordou que foi difícil quando um dia chegaram ao Barreiro, desconhecendo a língua e a cultura – “mas foi fácil, porque nos ligámos pela arte, pelo associativismo e por sentimentos”.

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