No Barreiro - Dia Internacional das CooperativasAs cooperativas em Portugal estão «a inverter a sua tendência de mortalidade»
. Novo Portal de credenciação das cooperativas a funcionar desde 1 de Junho.
Eduardo Graça, presidente da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, hoje à tarde, no decorrer das comemorações do Dia Internacional das Cooperativas, no Barreiro, referiu que em Portugal “está a inverter-se a tendência de mortalidade das cooperativas»
No ano 2015, após os sucessivos anos de tendência negativas, desde 2011 – “estão a começar a criar-se novas cooperativas” e “o saldo é positivo”.

Por Jornal Rostos
Eduardo Graça, presidente da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, no decorrer das comemorações do 93º Dia Internacional das Cooperativas da Aliança Cooperativa Internacional e 21º Dia Internacional das Cooperativas da Nações Unidas, cuja sessão solene realizou-se no Auditório da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, sublinhou a importância do movimento cooperativo e do movimento associativo.
“É muito mais importante que muitos pensam”, disse.
Erosão do modelo de representação politico da democracia
Referiu que perante a “erosão do modelo de representação politico da democracia”, ao nível global e na Europa, surgem “movimentos de cidadãos que se organizam para fazer face a suas necessidades”.
Recordou que este processo é um “auto-organização” que em alguns países tem vindo a ter expressão politica, como, disse, aconteceu nas eleições para os municípios em Espanha, no caso de Madrid e Barcelona.
Sublinhou que os cidadãos não se sentem representados nos “projectos políticos tradicionais” e estes movimentos de cidadãos expressam o seu “peso”.
Na sua opinião – alguma coisa está a acontecer ao nível da representação politica a vários níveis”.
Um modelo com história
Eduardo Graça, referiu que a existência deste movimentos contribui para “mobilizar” os cidadãos que se sentem representados neste “movimento associativo”.
Salientou, neste contexto, a importância do movimento cooperativo, que existe “a meio caminho” entre a “empresa e a associação” e representa a vontade dos cidadãos.
Recordou que este é um modelo com história e sem envelhecer “empurra” as pessoas para a frente.
Cooperativas de “trabalhadores com recibos verdes
O presidente da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, alertou para o surgimento de “novas cooperativas”, deu como exemplo a criação de cooperativas de “trabalhadores com recibos verdes”, que se associam em cooperativas “prestadoras de serviços” que lhes permite “a inserção no mundo do trabalho”.
Salientou o facto de estar – “a inverter-se a tendência de mortalidade das cooperativas”, que conseguiram aguentar o período de crise.
Estão a começar a criar-se novas cooperativas
No ano 2011, entre novas cooperativas e cooperativas que fecharam o saldo foi negativo de 125 cooperativas. no ano 2012, também negativo de menos 44, valor igualmente registado no ano 2013.
Entretanto, salientou que no ano 2014, o saldo negativo foi de 15 cooperativas, e, no 1º semestre de 2015, pela primeira vez regista-se um saldo postivo na ordem das 21 cooperativas.
“As cooperativas inverteram a sua causa de mortalidade, estão a começar a criar-se novas cooperativas”, disse.
Novo Portal de credenciação das cooperativas
Eduardo Graça, referiu que a vitalidade das cooperativas novas regista-se em sectores da Solidariedade social – 6 novas cooperativas”, Agrícola – 9 novas e na Cultura 8 novas cooperativas.
No sector da Habitação registaram-se menos 5 cooperativas.
“As cooperativas estão a levantar-se da crise que também as atingiu”, disse.
Na sua intervenção divulgou a criação de um novo Portal de credenciação das cooperativas, a funcionar desde 1 de Junho.
Referiu, igualmente a criação de uma base de dados do Sector Cooperativo que poderá permitir em 2016, a criação do ranking do sector cooperativo.
Não é uma coisa do passado
Eduardo Graça, sublinhou que é necessário “dar palavras de esperança ao sector cooperativo e ao sector social”, porque “não é uma coisa do passado e não está condenado a figurar no mundo da memória”.
“O movimento cooperativo vai ser muito importante nos movimentos das cidades e vai faze muito elas suas terra”, disse
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