Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro esteve repleto«Obrigado, por nos ensinares que é o sonho que comanda a vida»
O poeta sublinhou que a sua vida na advocacia não lhe permitiu dedicar-se às letras, mas, agora, que está reformado quer aproveitar os seus dias para trazer à estampa muito do que está guardado e dedicar-se à escrita, sendo este seu livro o primeiro passo nesse caminho.
“A poesia está cá dentro”, disse.

Por Jornal Rostos
O auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro esteve repleto, com a presença de muitos amigos de Emanuel Gois, na sessão de lançamento do livro de poesia - «Algures no Tempo».
Manuel Alpalhão, abriu a sessão, com o seu brio e energia, declamou o poema “Todos temos dois eus», que abre o livro de Emanuel Gois e durante a sessão foram vários os poemas que Manuel Alpalhão, com a força que o caracteriza, deu a conhecer diversos poemas do livro «Algures no Tempo».
Um recorte de jornal com 50 anos
O advogado barreirense recordou que o seu interesse pela poesia remonta à sua juventude, desde os tempos que frequentava o 5º ano, quando, na época, viu pela primeira vez um poema publicado num jornal, por iniciativa do seu professor de português.
Foi com emoção que mostrou o recorte de jornal amarelecido pelos seus 50 anos.
Recordou, igualmente, o seu tempo de Jogos Juvenis quando o clube da sua Rua – Serpa Pinto – promoveu os Jogos Florias e neles conquistou o 2º lugar na categoria de conto.
Na época o Diário de Noticia, pelo seu correspondente, Alfredo Zarcos, editou uma notícia.
Emanuel Gois, leu a notícia de um recorte de jornal que durante 50 anos guardou com carinho.
A poesia está cá dentro
O poeta sublinhou que a sua vida na advocacia não lhe permitiu dedicar-se às letras, mas, agora, que está reformado quer aproveitar os seus dias para trazer à estampa muito do que está guardado e dedicar-se à escrita, sendo este seu livro o primeiro passo nesse caminho.
“A poesia está cá dentro”, disse.
O sonho que comanda a vida
A filha de Emanuel Gois, recordou aspectos diversos da biografia de Emanuel Gois.
Recordou a sua actividade de jornalista durante doze anos, colaborando com os jornais «Record», e os extintos Diário Popular e Século.
Referiu a sua actividade de dirigente associativo e co-fundador da Associação Civica do Barreiro e Persona - Associação de Apoio a Doentes Mentais Crónicos e que exerceu o cargo de vereador da Câmara Municipal do Barreiro.
Salientou que com ele partilha a vida profissional de advocacia – “o homem, o pai, o amigo”.
“Obrigado, por nos ensinares que é o sonho que comanda a vida”, disse.
Gravar nas palavras as emoções que nascem no coração
A obra foi apresentada por António Sousa Pereira, salientando que a poesia de Emanuel Gois são – “Registos de ternura. Registos de amor. Registos de Angústia. Registos-fotografias de quem, se habituou a tocar a vida por dentro das palavras e gravar nas palavras as emoções que nascem no coração”.
“Um livro que nos faz sentir o peso do “compasso do silêncio que se escuta no bater do coração”, disse.
«Um livro onde o poeta desdobra os seus “eus” pela força dos sentimentos e a energia das memórias – “desfolhando outonos”, encostando os lábios ou saboreando ciúmes. Um livro que nos faz sentir a palavra amor.
Cada poema é um quadro a óleo feito de sentimentos vivos, são badaladas e toques de violino.», acrescentou.
O nosso modo de viver e estar
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, presente na sessão, recordou a sua amizade com Emanuel Gois, as memórias de juventude – “Ele era do Serpa Pinto. Eu era do Casalense. Ele era da CUF. Eu era do Luso. Sempre mantivemos um bom relacionamento de ordem pessoal”, referiu o autarca.
Sublinhou que “o que faz a nossa terra são as pessoas” e “o nosso modo de viver e estar”.
Expressou que a sua presença para além da amizade era o seu dever de estar presente, numa iniciativa que se fala da nossa terra e das nossas vivências, referindo a importância de “projectarmos tudo o que se faz no Barreiro, tudo aquilo que é nosso”.
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