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Perspectivas

Moita - Reconstituição histórica do desembarque do Rei D. João I em LisboaAnimação Cultural no Cais das Colunas e Praça do Comércio

Hoje, pela manhã, o concelho da Moita animou o Cais das Colunas, na Praça do Comércio, em Lisboa, com a reconstituição histórica do desembarque do Rei D. João I, acompanhado pelo seu filho bastardo, D. Afonso, vindo de Alhos Vedros.

O evento recordava que na quarta-feira, dia 23 de Julho de 1415, ou seja, na antevéspera da partida da armada para Ceuta, D. João I saiu de Alhos Vedros para o Restelo.

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Moita - Reconstituição histórica do desembarque do Rei D. João I em Lisboa Animação Cultural no Cais das Colunas e Praça do Comércio

Por Jornal Rostos

A Câmara Municipal da Moita e a Associação Cultural História e Património Alius Vetus, em colaboração com a Marinha do Tejo e com a Câmara Municipal de Lisboa, entre outras entidades, reconstituiram o desembarque do Rei D. João I, em Lisboa.
O Rei, acompanhado pelo seu filho bastardo, D. Afonso, partiu do Cais da Moita, pelas 7:00h, no varino municipal “O Boa Viagem”.
A recriação histórica decorreu, no Cais das Colunas, em Lisboa, durante a manhã.
No local marcou presença Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita.
O vice Presidente da Câmara Municipal da Moita, Daniel Figueiredo, e a vereadora Vivina Nunes, integraram a comitiva do Rei D. João I.
«Real, real, D. João I, el rei de Portugal está de regresso à capital do reino», afirmava o Arauto – Victor Cabral - anunciando o começo da recriação histórica.
O actor Nuno Nogueira, assumiu o papel de el rei D. João I.

Da História

No século XV, Alhos Vedros tinha conquistado a reputação de ser uma povoação de ares saudáveis e aprazíveis, funcionando então como zona de veraneio para algumas famílias nobres. No ano de 1415, quando grassava então a peste bubónica na cidade de Lisboa, vitimando a rainha D. Filipa de Lencastre, D. João I, a pedido do seu Conselho, refugiou-se em Alhos Vedros para se afastar dos ambientes pestíferos da epidemia.
Após a morte da rainha, os infantes reuniram-se duas vezes com o seu pai, em Alhos Vedros. No segundo encontro, o debate foi acalorado e o monarca tomou a decisão final de dar continuidade à expedição da tomada de Ceuta que estava já planeada desde o ano de 1412. O rei manteve-se em Alhos Vedros por mais alguns dias, enquanto os três Infantes regressaram a Lisboa para ultimarem os preparativos da viagem. Na quarta-feira, dia 23 de Julho de 1415, ou seja, na antevéspera da partida da armada para Ceuta, D. João I saiu de Alhos Vedros para o Restelo, na galé do seu filho, D. Afonso, Conde de Barcelos.
A decisão final da tomada da praça de Ceuta terá sido, de alguma forma, avaliada e ponderada pelo monarca enquanto esteve aqui alojado em Alhos Vedros, com o conhecimento de um pequeno grupo de pessoas que privavam com D. João I. Foi uma expedição preparada e realizada em segredo e, como tal, era de todo conveniente que o seu projeto fosse apenas conhecido por um restrito número de pessoas, sendo os Infantes os seus principais protagonistas.

Com esta iniciativa, pretendeu-se reconstituir a cena do desembarque do rei, D. João I, em Lisboa, no Cais das Colunas, acompanhado pelo seu filho bastardo, D. Afonso, Conde de Barcelos, Gomes Martins de Lemos (fidalgo do conselho de D. João I) e alguma da sua criadagem e guarda pessoal (um corpo armado de militares que estavam ao serviço permanente do rei e besteiros).
A reconstituição histórica contou com a participação quinze embarcações típicas do Tejo, dos concelhos da Moita, Montijo e Seixal.

O cais das colunas e a Praça do Comércio estiveram animados com a presença de ranchos folclóricos, Toca a Rufar, grupos de dança e muita animação.
O evento despertou a atenção de turistas e dezenas de fotógrafos ocorreram ao local.
Foi um dia que o concelho da Moita, recordou que o Tejo liga as duas margens, faz parte do património e identidade das duas margens, e, também que pelo Tejo Portugal se afirmou e espalhou sua língua e cultura pelo mundo.

No local esteve patente, durante todo o dia, uma exposição, onde estão referidos os acontecimentos que há 600 anos abriram o caminho para a epopeia dos descobrimentos.

VER FOTOS

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BREVE REGISTO

https://www.facebook.com/jornalrostos/videos/vb.374205877680/10152959253077681/?type=2&theater

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