No Barreiro - Isabel do Carmo cabeça de lista do Livre por SetúbalServiço Nacional de Saúde conseguiu sobreviver à estratégia deste governo
Isabel do Carmo, que lidera a lista de candidatos a deputados pelo Círculo Eleitoral de Setúbal do LIVRE / TEMPO DE AVANÇAR, marcou presença na Cooperativa Cultural Popular Barreirense, numa sessão aberta, onde o tema foi a saúde.
“O Serviço Nacional de Saúde ainda é recuperável”, sublinhou Isabel do Carmo.
Recordou que faltam 25 mil enfermeiros e cerca de 1 milhão de utentes não têm médico de família.

Por Jornal Rostos
Isabel do Carmo, na sua intervenção começou por expressar a sua emoção de “é bom estar aqui, é o Barreiro”.
Recordou que a sua iniciação politica, “não foi no Barreiro” mas sim na Rua Miguel Pais, “uma rua fundadora, uma rua de esquerda, onde numa porta vivia um comunista, noutra porta um anarquista, uma rua de esquerda e de afectos”.
Serviço Nacional de Saúde conseguiu sobreviver
A candidata do Livre/ Tempo de Avançar sublinhou que “apesar de tudo” o Serviço Nacional de Saúde “foi uma das coisas que conseguiu sobreviver à estratégia deste governo”.
Recordou que na Grécia “nunca houve Serviço Nacional de Saúde” o que existe é semelhante ao que existiu em Portugal “a antiga Caixa de Previdência” que permite o acesso à saúde a pessoas que trabalham e desconta, para a Caixa.
“Funciona para as pessoas que trabalham e descontam”, disse, acrescentando que “os desempregados perdem direito à Caixa”.
Estamos melhor que a Grécia
Isabel do Carmo afirmou que na actual situação que se vive na Grécia – “é uma calamidade”.
“Estamos melhor que a Grécia, apesar deste governo, porque a estrutura do Serviço Nacional de Saúde foi legislado pela esquerda”, disse.
Referiu que a criação do Serviço Nacional de Saúde em Portugal, teve a sua génese – “em movimentos que já vinha antes do 25 de Abril”.
Em Madrid tentaram vender o Centro de Saúde
Por outro lado, referiu que em Espanha, “cada região tem decisão” sobre os Serviços de Saúde – “há um Serviço Nacional de Saúde”, mas “é diferente o que existe na Andaluzia do que existe em Madrid”.
Sublinhou que em Espanha, numas zonas o Serviço Nacional de Saúde se mantém, mas, em Madrid – “tentaram vender o Centro de Saúde, por inteiro, com os trabalhadores”.
“A força das pessoas impediu que o governo de Madrid vendesse”, sublinhou.
Isabel do Carmo referiu que em Portugal vendem a TAP e outros serviços – “em Espanha quiseram vender unidade de saúde”.
Serviço Nacional de Saúde foi encolhendo
“No nosso país não foram vendidas unidades de saúde a saldo, encolheu-se o orçamento”, salientou, acrescentando que os grandes cortes foram com pessoal de 60% para 40% dos custos, com cortes de ordenados e não fazendo contratações.
Recordou que faltam 25 mil enfermeiros e cerca de 1 milhão de utentes não têm médico de família.
“O serviço encolheu, subtilmente, discretamente o Serviço Nacional de Saúde foi encolhendo e os serviços privados foram-se expandindo”, disse.
Serviço Nacional de Saúde ainda é recuperável
Isabel do Carmo, salientou que em Portugal “há um Serviço Nacional de Saúde, é recuperável esta é uma das nossas lutas. O Serviço Nacional de Saúde ainda é recuperável”, salientou.
“Temos um Serviço Nacional de Saúde nas estruturas de base”, disse.
A candidata do Livre, sublinhou – “não podemos mais aguentar este governo, temos que lutar pela mudança”.













