Barreiro - Câmara assume »os compromissos que lhe caibam»No esforço de integração dos refugiados
"Vamos agir para corrigir”, disse o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando - “É preciso agir nas causas”.

Por Jornal Rostos
No texto da moção, a Câmara Municipal do Barreiro afirma a – “sua intenção de assumir os compromissos que lhe caibam, no quadro de um plano articulado da responsabilidade do Estado Central, no esforço de integração das vitimas”.
A autarquia sublinha que assume este compromisso– “honrando as tradições de solidariedade e humanismo do povo do Barreiro”.
Na moção, aprovada por unanimidade, salienta-se que os movimentos migratórios e imigrantes – “mais que qualquer outra coisa, trata-se de fugas à pobreza, à guerra e à morte”.
“São centenas de milhares der seres humanos e de famílias inteiras que arriscam a vida em luta pela sua sobrevivência, carregando consigo histórias dramáticas”, sublinha a moção apresentada por Regina Janeiro.
Inalienáveis direitos à vida e à dignidade
“Lutam pelo mínimo: os inalienáveis direitos à vida e à dignidade, princípios basilares consagrados na Carta das Nações Unidas.
A sua realidade, bem como as suas histórias e percursos, têm causas e explicações.
Elas demonstram, de forma dolorosa, o carácter desumano, explorador e agressivo do sistema dominante”, é referido na moção.
Solidariedade para com as vitimas
“Cabe ao Estado português, por razões humanitárias e por obrigação constitucional, expressar de forma efectiva a sua solidariedade para com as vitimas destes processos”, é salientado.
“Cabe a cada um de nós combater, a cada dia, em todas as instâncias, o medo, o racismo, a xenofobia e quaisquer acções criminosas que os promova,”, refere a moção.
Defesa e promoção activas da Paz
Por outro lado, a moção sublinha que são – “inaceitáveis as distinções de refugiados e migrantes, como o são visões e declarações que a pretexto do drama humanitário em curso apontam o caminho de novas aventuras militares no Médio Oriente e no Continente Africano”.
Neste contexto considera-se que é fundamental “construir e aprofundar” – “a defesa e promoção activas da Paz como bem inalienável”, assim como o – “abandono da politica de repressão e de militarização, que apenas aprofunda as causas e alimenta as redes de migração ilegais”.
Afirma-se a necessidade de - “desenvolvimento der uma politica humanitária de apoi aos refugiados e de respeito pelos direitos dos migrantes e pelo combate às causas da imigração em massa”.
PS defende estas posições
Frederico Rosa, vereador do Partido Socialista, expressou a concordância com a moção e recordou que o PS apresentou a Assembleia Municipal uma moção com os mesmos pontos desta moção.
Possam ficar em paz nos seus países
Teresa Costa, vereadora do PSD, sublinhou que apoiava a moção, tal como já o seu partido tinha apoiado na Assembleia Municipal e considerou que o referenciado no texto – “tudo é verdade”.
Referiu a importância de ser analisada a “forma de acolher” e que exista uma “acção activa para que possam ficar em paz nos seus países e região”.
È preciso agir nas causas
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que neste momento com estas medidas de apoio aos refugiados – “vamos agir para corrigir”.
“É preciso agir nas causas”, disse, lamentando a forma como o mundo de hoje está organizado, com situações que causam guerras e a desertificação es regiões.
A moção foi aprovada por unanimidade.













