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Perspectivas

Movimento Cívico defende Apresentação de candidaturaBarreiro «Património Nacional de Arqueologia Industrial»

. Não deixamos cair a ideia de o Barreiro ser Património Mundial

. Adquirir o Palácio de Coimbra por um euro

Armando Teixeira, do do Movimento Património, Memória e Futuro, ontem à tarde, numa conversa, salientou ser necessário existir uma “estratégia para o património” e que esta matéria – “não pode ser apenas uma alínea da área cultural”.

4 min de leitura
Movimento Cívico defende Apresentação de candidatura Barreiro «Património Nacional de Arqueologia Industrial»

Por Jornal Rostos

No âmbito das comemorações do Ano Europeu do Património Industrial e Técnico e no âmbito das Jornadas Europeias do Património, realizou-se no «Espaço L», no Lavradio, concelho do Barreiro, uma conversa sobre Património Industrial e Técnico do Barreiro.

O negativo e o positivo

Armando Teixeira, do Movimento Património, Memória e Futuro, referiu diversos casos do património edificado ao nível do concelho do Barreiro que merecem destaque, dando exemplos negativos e positivos.
Referiu como um caso negativo a intervenção efectuada na «Casa dos Ferroviários», onde não foi respeitada a arquitectura.
Por outro lado, deu como exemplo positivo, a intervenção na «Escola Seixas», onde, no fundamental foi mantida a traça do edifício.
Apontou a necessidade de serem tomadas medidas para a preservação da «Casa Senhorial do Palácio de Coimbra», que é “o único Palacete do Barreiro”, com origem no século XIX e que está integrado no contexto ferroviário.

Classificação é a melhor forma de defender

Armando Teixeira, salientou que o movimento que integra defende a importância de existir uma estratégia de defesa e valorização do património.
“A classificação é a melhor forma de defender e preservar”, disse.
Neste contexto, considerou necessário a realização de um inventário, com a consciência que – “não pode tudo ser preservado”.
Recordou os passos que foram dados na classificação do património ferroviário, “por iniciativa do movimento cívico”, que está a decorrer na Direcção Geral do Património, nomeadamente a Estação Central, as Oficinas e a Rotunda Ferroviária.
Referiu a importância de ser preservado o património industrial do concelho do Barreiro, sublinhando que o Museu Industrial, existente no território da Baía do Tejo – “é um centro de interpretação, não é mais do que isso”.
Sublinhou a necessidade de classificação do património moageiro e corticeiro – “esta uma área quase desaparecida e degradada”.

Requalificação do património e requalificação urbana

Armando Teixeira, salientou ser necessário existir uma “estratégia para o património” e que esta matéria – “não pode ser apenas uma alínea da área cultural”.
Lamentou, que também – “não tinha essa perspectiva quando lá passamos”, de existir uma “estratégia para a área do património”, que, acrescentou deve ser articulada com os concelhos vizinhos do Tejo.
Afirmou que a requalificação do património insere-se na requalificação urbana e dar-lhe vida – “uma memória viva”, acrescentou – uma “memória e futuro”, que é “uma ideia nossa”.

Tem que haver uma estratégia global

“Nós concordamos que se resolvam as coisas por etapas”, disse Armando Teixeira, acrescentando que – “tem que haver uma estratégia global”.
No contexto da “memória viva”, defendeu a criação de um «Núcleo Museológico Ferroviário”, no concelho do Barreiro.
Neste contexto, sugeriu que fosse lançada uma iniciativa de preservação do Palácio de Coimbra, que – “está em muito mau estado e em ruínas”.

Adquirir o Palácio de Coimbra por um euro

Lançou a proposta de “ir junto à CP” e sugerir que que aquele edifício fosse adquirido pelo movimento cívico – “venda por um euro” e que nos “ajudem na intervenção de recuperação”.
“A melhor maneira de preservar é manter a memória viva”, disse.

Uma iniciativa anual de envergadura

Armando Teixeira, defendeu que o Património do Barreiro é um potencial ao nível do Turismo Histórico.
Lançou o desafio de ser promovida uma iniciativa anual “de envergadura”, no âmbito das Jornadas do Património Industrial e Técnico, trazendo gente da europa, de forma a promover reflexões sobre o património ferroviário, moageiro e químico.
Colocou em análise a realização de diversos eventos – um Festival na área da música, na sua relação com o mundo industrial – “os sons das oficinas”.
Sugeriu iniciativas no âmbito da arte de fotografia, com a promoção de residência de artistas, como recentemente ocorreu na Baía do Tejo.

Património Nacional de Arqueologia Industrial

A finalizar a sua intervenção, que definiu como «filosófica», Armando Teixeira, lançou a proposta de ser elaborada uma candidatura no sentido de o Barreiro ser considerado «Património Nacional de Arqueologia Industrial».
“O Barreiro tem património para isso”, disse.
“Mas, nós não deixamos cair a ideia de o Barreiro ser Património Mundial”, acrescentou.
Sublinhou que estas classificações colocavam o Barreiro, no plano nacional, sendo divulgado e colocado na luz dos “holofotes”.

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