Barreiro - Eduardo Cabrita em debate no Partido SocialistaColocar Distrito de Setúbal «no centro e modelo de desenvolvimento do país»
Eduardo Cabrita, no debate «Prioridades Económicas do Distrito Setúbal - Inovação e Internacionalização», sublinhou que o Partido Socialista sempre procurou colocar e quer colocar o Distrito de Setúbal – “no centro e modelo de desenvolvimento do país”, enquanto a direita – “olha para esta margem com desprezo”, essa é uma “visão arrepiante e ignorante”.

Por Jornal Rostos
Na Sede de Campanha do Partido Socialista, no Barreiro, está a realizar-se um ciclo de Encontros de Esclarecimento Temáticos, relacionados com o Programa da Candidatura A Alternativa de Confiança, tendo por finalidade abrir aquele espaço à sociedade civil.
«Prioridades Económicas do Distrito Setúbal - Inovação e Internacionalização», foi o último debate ali realizado, com a participação dos candidatos a deputados Eduardo Cabrita e David Pires e o Investigador Barreirense David Sobral.
Hoje, dia 1 de Outubro, pelas 21 horas, realiza-se o último debate desta iniciativa com o tema « A Cultura ao Serviço do Cidadão - Democratizar o Acesso», que conta com da candidata a deputada Inês de Medeiros.
Confronto com o adquirido
Eduardo Cabrita, abriu a sua intervenção salientado que as presentes eleições legislativas são – “um combate singular, que não tem a ver com escolhas, tem a ver com a ruptura de um modelo” nascido com o 25 de Abril, que nos últimos quatro anos tem sido posto em causa pelo Governo, que se colocou em “confronto com o adquirido”.
Referiu que existe um “conflito radical” com a direita e que é necessário “olhar a mudança” e “criar condições de confiança”.
Neste contexto lançou o apelo à concentração de votos como caminho para derrotar a direita.
Portugal está hoje no mapa de portos da Europa.
Eduardo Cabrita, sublinhou que o Partido Socialista sempre procurou colocar e quer colocar o Distrito de Setúbal – “no centro e modelo de desenvolvimento do país”, enquanto a direita – “olha para esta margem com desprezo”, essa é uma “visão arrepiante e ignorante”.
Recordou a importância do Porto de Sines que é “hoje um porto intercontinental” e que a direita classificava de “um elefante branco”
Sublinhou que Portugal está hoje no mapa de portos da Europa.
Foram perdidos 50 mil empregos no distrito de Setúbal
O candidato socialista referiu a tradição industrial o Distrito de Setúbal e do “saber fazer” que nada tem a ver quando é olhado como condenado a condições suburbanas.
Sublinhou o facto de o distrito de Setúbal ter uma taxa de desemprego superior à média nacional e que – “a curva de envelhecimento está a chegar a quase todos os concelhos do distrito”.
No distrito de Setúbal nos últimos quatro anos foram perdidos 50 mil empregos, referiu Eduardo Cabrita, dos quais 5 mil foram no sector da restauração.
Península de Setúbal e Litoral Alentejano
Eduardo Cabrita salientou que o Distrito de Setúbal são duas realidades diferentes – a Península de Setúbal e o Litoral Alentejano.
“A península de Setúbal não é a zona degradada da área metropolitana de Lisboa. É a zona de expansão da AML”, disse.
Esta é uma zona de “ligação ao mundo”, que compartilha com Lisboa o Turismo, e que tem potencialidades na vinha, no mar e potencialidades económicas.
O litoral alentejano é a “fachada atlântica da Europa”, com “um potencial único”,
Defendeu a necessidade de existir articulação entre o Porto de Sines e de Setúbal.
Recordou, igualmente, as potencialidades turísticas desta região do distrito.
Sublinhou que a escolha que se coloca é – “entre o abandono e a estratégia de desenvolvimento”.
Deu o exemplo do abandono do projecto Arco Ribeirinho Sul, “estratégico para o desenvolvimento do país”.
“Tudo isto joga-se nas eleições de domingo”, disse.
A direita que fala em meritocracia fez cortes
David Pires, salientou as potencialidades do distrito de Setúbal ao nível industrial e natural
Sublinhou a necessidade de ser seguida uma politica diferente – “dos últimos quatro anos, aumentando a produtividade e criando mais valor”.
“Na ciência o Governo foi para além da troika”, disse.
“O governo não consegue ver os benefícios que a ciência trás para o país”, acrescentou.
“Na ciência que trouxe estabilidade e rigor foi o PS com Mariano Gago”, salientou.
“A direita que fala em meritocracia fez cortes”, referiu.
Se não abrirmos ao mundo não é possível competir
David Sobra, sublinhou que – “tenho ideias de esquerda” e que passou a sua vida – “a lutar contra o sistema”.
Sublinhou a importância de as universidades portuguesas se abrirem ao mundo, referindo que ao nível dos centros de investigação - “só se fala português”.
“Se não abrirmos ao mundo não é possível competir”, disse.
Defendeu a necessidade do trabalho realizado nas universidades ser sujeito a permanente avaliação – “a avaliação tem que ser objectiva e rigorosa”.
“Existem investigadores que não publicam um artigo há dez anos”, disse.
Orçamento da ciência tem que ser aumentado
Recordou que Mariano Gago deu um contributo decisivo para dinamizar o trabalho de investigação em Portugal –“eu não estava aqui se não fosse ele”.
“O orçamento da ciência tem que ser aumentado”, sublinhou.
Salientou que devem ser reduzidas as bolsas e aumentar os Contratos de Trabalho ao nível da investigação.













