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Perspectivas

Moita - Cenáculo – Tertúlia Poética do CACAVUm encontro com a história e com a força das palavras

Ontem à noite, no Moinho de Maré de Alhos Vedros, realizou-se o 5.º Cenáculo – Tertúlia Poética do CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros.

Manuel João Croca, no decorrer do evento lançou o desafio para que os participantes integrem com os seus contributos a edição de uma «Antologia Poética», a editar no próximo ano, para assinalar os 30 anos da fundação do CACAV.

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Moita - Cenáculo – Tertúlia Poética do CACAV Um encontro com a história e com a força das palavras

Por Jornal Rostos

António Tapadinhas, escritor, artista plástico, um impulsionador deste evento cultural, deu o pontapé de saída, recordando que vivemos um tempo em que se fala muito “lá fora”, os diálogos “do Costa com o Passos, do Passos com o Costa, do Costa com o Costa, do Passos com o Passos”, e no meio de todos os diálogos referiu está “a Catarina”, acrescentando que, no final, “vamos ficar todos a falar sozinhos”.
Manuel João Croca, lançou o desafio de todos os participantes da Tertúlia Poética darem o seu contributo para edição de um livro – em Abril ou Maio de 2016 - que assinale os 30 anos de envolvimento do CACAV na vida da comunidade.
Recordou que nestes 30 anos, o Círculo Cultural de Animação de Alhos Vedros tem proporcionado “momento de beleza” e “riqueza cultural”.
Sublinhou que a obra será editada com ilustrações, especialmente, os «poemas colectivos» que nascem na criatividade dos participantes na Tertúlia Poética.

Tema do poema colectivo «Somos todos refugiados»

No local dando um “sabor especial” estava patente ao público uma exposição de pintura, do artista plástico brasileiro, Antonio Wanderlei S Amorim.
E, a noite começou, com a partilha de poemas, de diversos autores e dos próprios participantes.
“É perigoso agir”, “é perigoso falar”, palavras de Paulo Freire, ou as palavras a pulsar nos nervos evocado a tragédia da actualidade «os refugiados», que, foi o tema da noite para o poema colectivo.

Literatura é o que os escritores fazem

Luis Gomes, sublinhou “o que é e o que não é literatura”, recordando que nas definições de literatura, esta pode ser um texto que nasce nos jornais.
Mas, evocando Alberto Moravia referiu que literatura – “é o que os escritores fazem”.
E, leu os seus poemas “epigramas”, dedicado às suas musas – “Tocas-me nas asas da alma”.
As palavras estavam à solta na noite de poesia, percorrendo olhares na distância, evocando memórias e sentimentos – a mãe, a avó, a menina que se foi, nesta distância do tempo que transmitia à poetisa o leve sentimento de felicidade de “ser mulher”.
E, na noite, houve quem de lágrimas, nos olhos, sentisse as palavras de amor a pulsar no coração.

“Vamos lá ao Museu!”

No decorrer da sessão foi apresentado o livro, "Histórias da nossa Terra", de Luis Santos.
Um tempo para recordar as memórias de Alhos Vedros, terra onde foi tomada a decisão histórica por D. João I, de partir à conquista de Ceuta. Terra que terá sido visitada por Luís de Camões, terra que se inscreveu, em todo o seu território, que hoje pertence ao concelho do Barreiro, na epopeia dos descobrimentos.
Francisco Noronha, apresentou a obra e recordou os desafios lançados por Luis Santos, um deles – “Vamos lá ao Museu!”.
Foi uma noite vivida num clima saudável de poesia e como disse Francisco Noronha um tempo de – “carinho para com Alhos Vedros”.
E, como sublinhou, Manuel João Croca, o Cenáculo – Tertúlia Poética – “está a tornar-se um hábito saudável e agradável”.

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