Edgar Silva, candidato à presidência da República no BarreiroPresidente da República é «o garante da independência nacional» o actual «não o tem sido»
Hoje à tarde, num comício realizado na SIRB «Os Penicheiros», no Barreiro, Edgar Silva, candidato à presidência da República, referiu que o actual Presidente da República não pode violar a letra da Constituição.

Por Jornal Rostos
Edgar Silva, no comicio que encheu por completo a sala de «Os Penicheiros» e muitos ficaram à porta, sublinhou que o Barreiro “è uma terra de tradições operárias” e ser para ele uma “honra estar aqui neste colectivo partidário”, acrescentando que a sua candidatura é “indissociável do colectivo”, de “resistência” e de “projecto” de que o “Barreiro e o distrito de Setúbal são um exemplo”.
Tempo marcado pelo crescimento da corrupção
Edgar Silva referiu que Portugal vive um tempo de “confronto com os valores de Abril”, um tempo marcado pelo “crescimento da corrupção e degradação do regime democrático, que não podemos aceitar”.
Lamentou que – “portugal tenha deixado de ser senhor da sua própria história” e que seja decretada a “subordinação de Portugal aos mercados”, com a sua humilhação e dependência económica.
Recordou as fragilidades do sistema produtivo que conduzem à alienação da independência – “o distrito de Setúbal é bem um exemplo desta situação”.
Portugal não está condenado ao actual círculo vicioso
Edgar Silva salientou que o Presidente da República “não governa”, ele é “o garante da independência nacional”, mas, acrescentou “o actual presidente da República não o tem sido”.
Referiu que a sua candidatura visa lutar pela defesa do interesse nacional e demonstrar que “é possível mobilizar para desenvolver as capacidades produtivas” de Portugal.
“Portugal não está condenado ao actual círculo vicioso”, afirmou, porque, disse, “é possível construir um programa nacional de desenvolvimento”, “reduzir as vulnerabilidades” e “recusar a submissão do país”.
Presidente da República, não pode apagar a letra da Constituição
Edgar Silva, salientou que “há muitos que tanto falam da Constituição” que até parece que a conhecem de trás para a frente, como o actual Presidente da República, que “não pode apagar a letra” da Constituição acusando Cavaco Silva de a violar de “forma grosseira” .
O candidato à Presidência da República assumiu o compromisso de “defender a Constituição” e os seus valores – “a nossa Constituição de Abril”.
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