Barreiro - Maria Jorgete Teixeira edita «O coração é puta sempre à espera»«O acto criativo é sempre de entrega»
Rosário Vaz, sublinhou que o livro é “um conjunto de belíssimos textos” onde se sente “a liberdade” de quem tem “sentimentos com muita verdade”.

Por Jornal Rostos
Rosário Vaz, recordou o percurso de vida de Maria Jorgete Teixeira, as suas raízes de Angola, onde a autora sentiu o “seu calor” e “alegria da Liberdade”, uma “memória” que se sente na “sua forma de sentir”.
Uma busca corajosa de sonhos
O seu livro, disse, é “um conjunto de belíssimos textos” onde se sente “a liberdade” de quem tem “sentimentos com muita verdade”.
Sublinhou que o título da obra é revelador de “mistério e delicadeza” e de quem “não tem medo das palavras” e vive “uma busca corajosa de sonhos” num encontro com “a delicadeza da linguagem”.
Rosário Vaz, recordou que – “podemos viajar por todo o mundo em busca do belo, se não o tivermos connosco não o encontramos”.
O livro de Maria Jorgete Teixeira é um “enriquecimento da escrita literária portuguesa”, sublinhou Rosário Vaz.
O sofrimento que sangra
A autora do prefácio de Rita Pais referiu a “raíz telúrica” e a “sensualidade” da obra de Maria Jorgete Teixeira, uma obra, disse, onde se sente “o sofrimento que sangra” e, na qual, é bem presente e verdade que «O coração é puta sempre à espera».
A voz é feminina
Maria Jorgete Teixeira, agradeceu a presença de todos no lançamento do seu livro – “foi a vossa generosidade que me incentivou”, por isso é vossa a “primeira página do livro”, um livro que, sublinhou – “a voz é feminina”.
“É nisso que me revejo, na fragilidade de ser mulher”, referiu, acrescentando que – “os homens são o complemento directo dos nossos anseios”.
O acto criativo é sempre de entrega
Maria Jorgete Teixeira salientou que – “ninguém escreve apenas para si próprio”, porque – “o acto criativo é sempre de entrega”.
“Escrever um livro é como ter um filho, um filho que abandonamos logo ao parir”, sublinhou.
A autora dedicou o seu livro as suas filhas que – “são o máximo da minha vida”, aos amigos de longe e recentes, aos seus colegas professores que são os “companheiros de estrada”, nesta terra – “que é a minha casa há mais de 30 anos”.
A poesia soltou-se do coração.
Na sessão marcaram presença muitos amigos, a vereadora Sónia Lobo, da Câmara Municipal do Barreiro, foram lidos poemas e viveram-se agradáveis momentos musicais, numa noite em que a poesia soltou-se do coração.













