Barreiro – Mário Moura edita «Vivamúsica»«Deixo cá uma recordação para os meus netos»
Na noite de sábado, Mário Moura, apresentou o seu primeiro trabalho discográfico “Vivamúsica”.
No final do espectáculo Mário Moura, emocionado, sublinhou – “deixo cá uma recordação para os meus netos».

Por Jornal Rostos
Mário Moura, natural do Barreiro, terra onde nasceu em 1946, fadista, editou o seu primeiro trabalho discográfico, que foi apresentado no dia 6 de novembro, na SIRB «Os Penicheiros».
“Vivamúsica”,é o título seu trabalho que conta com a participação à viola de Tony da Costa, à guitarra Alberto Raio e nas teclas Carlos Camarão.
Uma noite de emoções
Foi uma noite de emoções, partilhada com um conjunto de artistas que marcaram presença para abraçar, neste dia que marca a longa vida musical de Mário Moura.
Mário Moura, abriu a noite, apresentando alguns dos trabalhos que integram o CD “Vivamúsica”.
Seguiu-se Alexandre Malveiro, que deliciou os presentes com a sua voz melódica, especialmente ao cantar – “tudo isto é triste, tudo isto é fado”.
Mário Moura agradeceu aos diferentes patrocinadores do evento, ao Grupo de Teatro Projéctor, à Associação de Reformados do Barreiro, à SIRB «Os Penicheiros, a Carlos Camarão e a presença de Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
O fado marcou a noite
Sónia Sampaio, do Grupo Companhia Limitada, encheu a noite, dando voz ao fado- canção, com letra e música de Carlos Camarão, expressando o seu desejo de um dia cantar fado ao som da viola e guitarra.
Toni Costa, à viola e Flávio Cardoso, à guitarra, acompanharam os belos momentos de fado, iniciados com a voz da Lisa Maria, com a energia e a jovialidade de quem sente as palavras que canta e se emociona.
Sara Pireza, uma voz que integrou o grupo Companhia Limitada, e que fez do fado a sua opção musical, marcou a noite.
No inicio da sua intervenção recordou o seu avó, António Pireza, sublinhando que muitas vezes deu vida e proporcionou noites de gargalhadas nas tradicionais revistas que eram levadas a cena naquela centenária Colectividade.
Sara Pireza tem uma voz imponente, límpida, que faz sentir o fado por dentro dos nervos.
Toni Costa, como sempre, trouxe momentos de musicalidade que são a expressão da sua forma viva de estar em palco.
Deolinda Rocha, uma voz do fado barreirense, encerrou o belo momento de fado, com ritmo e o trinar da beleza das suas cordas vocais.
De registar o momento poético, com a presença de Luciano Barata, que leu um poema que integra a obra de Mário Moura.
Um registo de um percurso de vida.
Mário Moura, no final, sentia-se que estava emocionado, pela noite vivida, pela qualidade musical do espectáculo que se inscreveu numa página de sua vida, este, o lançamento de seu primeiro CD.
Há quem diga que para realizar uma vida é preciso ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro, naturalmente, para alguém que dedicou a vida à música, essa realização faz-se com a edição de uma obra discográfica. Um registo de um percurso de vida.
«Deixo cá uma recordação para os meus netos», disse, emocionado, entre os aplausos de todos os que, com ele, partilharam uma noite viva e que fica como recordação de um tempo onde, afinal, cantar é também sonhar e construir.
VER FOTOS
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10153168881122681.1073742315.374205877680&type=3













