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Perspectivas

Rede de Apoio ao Desenvolvimento Local Barreiro e Moita«Acordo de Cooperação» envolve 15 entidades

Hoje, a encerrar o período da manhã, do IV Fórum de Desenvolvimento Local, promovido pela Rede de Empregabilidade do Barreiro e Moita, foi assinado o «Acordo de Cooperação» que visa a criação da Rede de Apoio ao Desenvolvimento Local Barreiro e Moita.

Augusto Sousa salientou que a assinatura do «Acordo de Cooperação» é mais um passo no processo iniciado no ano de 2012, com o objectivo de “concertar estratégias”, estimular “o apoio à criação de projectos” e “dinamizar parcerias”.

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Rede de Apoio ao Desenvolvimento Local Barreiro e Moita «Acordo de Cooperação» envolve 15 entidades

Por Jornal Rostos

No Fórum José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, está a decorrer o IV Fórum de Desenvolvimento Local, que conta com a participação de mais de 150 representantes de empresas, autarquias, associações, escolas e agentes diversos das comunidades dos concelhos do Barreiro e Moita.
A encerrar os trabalhos do período da manhã foi assinado por 15 parceiros o «Acordo de Cooperação» que visa a criação da Rede de Apoio ao Desenvolvimento Local Barreiro e Moita.

Criação de empregos

Augusto Sousa, da Rumo, da Rede de Empregabilidade Local, sublinhou a importância da assinatura do Acordo para criação da «Rede de Apoio ao Desenvolvimento Local» referindo que este é um contributo fundamental para a promoção da “participação e envolvimento de todos na procura de mediadas e soluções” ao principal problema que afecta os dois concelhos – “e apostar na criação de empregos”.

Concertar estratégias

Augusto Sousa salientou que a assinatura do «Acordo de Cooperação» é mais um passo no processo iniciado, no ano de 2012, com o objectivo de “concertar estratégias”, estimular “o apoio à criação de projectos” e “dinamizar parcerias”.
Os 15 parceiros que vão integrar a «Rede de Apoio ao Desenvolvimento Local», salientou Augusto Sousa, são o ponto de partida para dinamizar uma rede e o “processo de interligação”, porque, acrescentou – “estas redes só servem para servir as pessoas”.

Oficinas de Trabalho

Os trabalhos do IV Fórum de Desenvolvimento Local, vão continuar durante a tarde de hoje, a partir das 14 horas, com a realização de Oficinas de Trabalho, que terão como temas:

1. Desafios e Oportunidades da Plataforma Portuária do Barreiro – Moderação: Sérgio Barroso – Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Urbano

2. Ao Encontro do Turismo por Encontrar – Moderação: Jorge Humberto - Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa

3. Condições e Oportunidades para a Criação de Atividades Económicas Tradicionais no Estuário do Tejo – Moderação: João Figueiredo - S. Energia

16:15h - Apontamento Cultural – “O Nosso Lugar é o Mundo” – Projeto Escolhas VA

16:30h - Apresentação dos trabalhos das oficinas e da assembleia de jovens

17:00h – Encerramento

Oficinas de Trabalho

1. Desafios e Oportunidades da Plataforma Portuária do Barreiro

O projeto da Plataforma Logística (terminal de contentores do Barreiro) e a possibilidade de instalação do segundo aeroporto de Lisboa no Montijo colocam a parte norte da Península de Setúbal com condições muito diferentes à escala metropolitana, podendo gerar novas dinâmicas demográficas e empresariais que importa debater. Este processo com forte transformação do sistema local de transportes terá importantes impactos ao nível do território, sendo necessário aprofundar as questões estratégicas e perceber os seus possíveis reflexos nas condições de vida e de emprego na região.
Este projeto, representando um conjunto de investimentos e alterações relevantes, gera fundadas expetativas no campo da economia e do emprego, podendo ser uma oportunidade de requalificação social, económica e ambiental dos concelhos da Moita e Barreiro.
Esta oficina irá desenvolver-se a partir da apresentação de um conjunto de ideias estruturantes por parte de 3 oradores convidados: Artur Alves, Consultor da MARLO, empresa de transportes e logística e atualmente consultor da APL – Administração do Porto de Lisboa, João Figueira de Sousa, Professor associado da FCSH-UNL e consultor do Porto de Lisboa e Júlio de Jesus, Diretor Geral da Ecobase, Lda. que tem vasta experiência em estudos de impacte ambiental.

2. Ao Encontro do Turismo por Encontrar

Numa oficina sobre o turismo faz sentido falar, essencialmente, de turismo.
O turismo, quer no Barreiro quer na Moita, pode ter uma modesta dimensão., mas ainda assim existe. Baseado em empresas e oferta que importa ouvir. São elas o pulsar da atividade e a prova de que existem empresários e trabalhadores que afirmam, diariamente, o futuro do setor. O turismo como aquilo que ele é, uma “constelação de atividades”, abrange a restauração (o mais desenvolvido subsetor no Barreiro e na Moita), o alojamento (incluindo o alojamento local), as agências de viagens e a animação turística (empresas de percursos, de experiências e de turismo ativo).
Uma viagem por estas empresas é um percurso pelo “estado do setor” nestes dois municípios.
Esta oficina pretende divulgar experiências, razões e motivações. Procurará perceber o caminho que falta caminhar e as decisões que faltam tomar para que o turismo tenha também uma expressão à medida dos recursos e dos valores do Barreiro e da Moita.
Os convidados serão empresas “representativas” e de algum modo exemplares pela natureza e diferenciação da sua atividade, nos domínios da restauração, do alojamento e da animação turística. Teremos ainda um organizador de eventos procurando abranger a dinâmica de eventos e iniciativas que são uma das marcas destes dois municípios.

Mesa de Oradores: Alexandre Pires, do Restaurante Fondue, Pedro Moura, da Residencial de Santo André, Rui Pedro Dâmaso, da Associação Outra – Festival Out.Fest e Ricardo Conduto, do TejoConVida

3. Condições e Oportunidades para a Criação de Atividades Económicas Tradicionais no Estuário do Tejo

O rio Tejo e o seu estuário proporcionaram um lugar de abrigo e abundância aos povos que aqui se fixaram. Se nas suas águas se pescava e se transportavam mercadorias, nas suas margens, floresceram outras atividades, nem sempre conexas com as primeiras, mas que no seu todo constituíram, durante séculos, uma economia própria e identitária desta região. Com a industrialização das margens do Tejo, aliada à densificação humana do território e à falta de tratamento das águas fluviais e afluentes, as condições ambientais do estuário deixaram de suportar esta economia de base local, subsistindo até às últimas décadas apenas uma parcela residual. Findo o ciclo industrial, e com o início do tratamento das águas lançadas ao estuário, assistiu-se a um renascimento do rio, reiteradamente municiador de atividades económicas de caráter informal.
Com esta oficina pretende-se debater as condições e as oportunidades para a criação de atividades económicas tradicionais ligadas ao Estuário do Tejo.
Mesa de Oradores: Jorge de Miranda, presidente do Conselho Diretivo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Frederico Pereira, da Federação dos Sindicatos do Setor da Pesca, João Navalho, da Necton – Companhia Portuguesa de Culturas Marinhas S. A., Samuel Pacheco, da Protagus, e Carvalho Rodrigues.

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