Escuteiros do Barreiro recordam viagem ao JapãoUma experiência única com um grande calor humano
Entre 27 de Julho e 8 de agosto, realizou-se no Japão, o 23º Jamboree – Acampamento Internacional de Escuteiros, evento que juntou cerca de 33 mil escuteiros, de vários pontos do planeta.
“Viveu-se um grande espirito de unidade e aquele momento foi um contributo para se esclarecer a importância da paz no mundo”, refere Paulo Lopes, Chefe do Agrupamento 1011, do Lavradio.

Por Jornal Rostos
Entre 27 de Julho e 8 de agosto, realizou-se no Japão, o 23º Jamboree – Acampamento Internacional de Escuteiros, evento que juntou cerca de 33 mil escuteiros, de vários pontos do planeta.
Foi em Kirara-Hama, em Yamaguchi, no Japão, que durante duas semanas milhares de jovens escuteiros, participaram numa “aventura” que vão guardar nas memórias que fazem a vida.
O concelho do Barreiro também marcou presença neste evento mundial. Foi para sabermos um pouco dessa presença que conversámos com o Chefe Paulo Lopes e as jovens escutas do Agrupamento 1011, do Lavradio.
Tradição de participar no Jamboree Mundial
“Nós temos tradição de participar no Jamboree Mundial, esta foi a terceira vez que marcámos presença e já estamos a preparar o próximo que vai realizar-se nos Estados Unidos. São os escutas que hoje têm onze anos que começam a organizar-se para participar, promovendo, desde já, a recolha de fundos”, refere Paulo Lopes, Chefe do Agrupamento 1011.
Recorda que foi assim que começou a preparação para a presença no Japão, envolvendo os pais e todos colaborando para a recolha de fundos.
“Eram mais que inicialmente estava previsto ir ao Japão, mas depois à escola e acabam por ficar aqueles que se esforçam por conseguir”, sublinha.
O trabalho que fizemos foi muito importante
Beatriz João, tem 18 anos, recorda que – “foi complexo” porque ao “principio havia a pica toda” depois sublinha que ficou “mais triste” porque não estava a conseguir os objectivos.
“Depois consegui com a ajuda da minha mãe”, sublinha.
Daniela Lopes, 17 anos, salienta que “ao principio eu não queria ir, mas a minha mãe acabou por insistir”.
“Agradeço-lhe imenso, porque foi uma experiência única”, sublinha.
Beatriz Lopes, 15 anos, salienta que – “nunca pensei desistir” e acrescenta que “foi complicado”.
Recorda todo o trabalho que realizou para alcançar o objectivo vender rifas, calendários e organizar festas – “o trabalho que fizemos foi muito importante”.
Era um grande calor humano
Na nossa conversa, recordam as longas horas da viagem, primeiro duas horas até Paris e depois mais 12 horas de voo até Taipé, e mais horas e meia até ao Japão.
É cansativo e não se consegue dormir, são unânimes a salientar.
A Beatriz João com esta viagem fez o seu baptismo de voo.
“Oh meu Deus, tanta gente. Isto é tão grande”, sublinham que foi o pensamento que lhes ocorreu quando chegaram ao Japão.
“Era um grande calor humano”, referem
Recordam que eram muitas as línguas e que tentam comunicar, gente de todo o mundo. O Inglês é a língua que partilham com escuteiros do Japão, da Finlândia ou do Bangladesh.
Importância da paz no mundo
Recordam os momentos que assinalaram os 70 anos do lançamento da bomba atómica, em Hiroshima, na Guerra Mundial.
“Foi um minuto de silêncio, na hora em se assinalou os 70 anos do lançamento da bomba”, sublinha Paulo Lopes, Chefe do Agrupamento.
Daniela refere que, naquele minuto de silêncio, pensou no futuro e nas guerras.
“Viveu-se um grande espirito de unidade e aquele momento foi um contributo para se esclarecer a importância da paz no mundo”, refere Paulo Lopes.
Uma experiência única
Daniela Lopes, salienta que – “fiz amigos de muitas culturas”, todos “temos os mesmos princípios”, mas, “agimos de formas diferentes”.
“Se eu tiver oportunidade de ir a outro Jamboree, não quero perder, porque é uma experiência única”, sublinha.
Partilhar culturas diferentes.
Beatriz João, refere que fez imensas amizades, de diferentes culturas, com as quais vai trocar contactos e manter relações.
Beatriz João, recorda as actividades que realizou, as palavras que trocou, os jogos que fizemos – “para partilhar culturas diferentes”.
“Eu, ia de novo, se pudesse ia de novo”, sublinha.
“Nem tinha a perspectiva que as fardas de país para país são diferentes”, refere.
Beatriz Lopes, com um brilho nos olhos, salienta – “Gostava de ir de novo”.
Nos Estados Unidos já está em marcha
Paulo Lopes, refere que a participação no próximo Jamboree, nos Estados Unidos, já está em marcha, porque para nós – “viver o maior Jamboree Mundial, em todas as suas dimensões, é uma experiência que guardamos para a vida”.













