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Perspectivas

Miguel Frasquilho no Barreiro sublinhaHá fuga aos impostos em 20% do rendimento nacional

Por iniciativa da Comissão Política do Barreiro do Partido Social Democrata realizou-se, no Palácio Alfredo da Silva, um jantar de militantes sociais democratas que contou com a participação de Miguel Frasquilho, Secretário de Estado do Tesouro e Finanças. Miguel Frasquilho defendeu a necessidade de flexibilização da legislação laboral como medida essencial para que Portugal garanta competitividade perante o alargamento da União Europeia aos países do leste.
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Miguel Frasquilho no Barreiro sublinha Há fuga aos impostos em 20% do rendimento nacional

Por Jornal Rostos

Bruno Vitorino, Presidente da Comissão Política do PSD – Barreiro saudou os presentes e salientou a importância desta iniciativa no esclarecimento e debate de problemas que afectam Portugal nos dias de hoje, igualmente o líder social democrata do distrito de Setúbal, Luís Rodrigues manifestou a sua satisfação pela realização deste debate e enalteceu o papel da Comissão Política do Barreiro do PSD na sua organização.
Miguel Frasquilho, Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, proporcionou aos presentes uma “lição” de macroeconomia, começando por recordar que “a economia global enfrenta tempos de grande incerteza, sem paralelo em mais de 20 anos”, salientando que os três motores – EUA, Zona Euro e Japão – “teimam em não evidenciar sinais de recuperação”.
Na sua opinião esta realidade afecta a pequena economia aberta que é Portugal, onde se reflecte a progressiva perda de competitividade, o desequilíbrio das contas públicas.

Semelhante à Argentina

“A descida do desemprego e a queda das taxas de juro, por via da adesão de Portugal ao projecto da moeda única europeia permitiram uma explosão da procura interna que não teve correspondência ao nível da produção” – sublinhou Miguel Frasquilho, acrescentando que – “ a falta de resposta da oferta é uma consequência directa da fraquíssima produtividade que caracteriza o país, a mais baixa entre os quinze membros da União Europeia”.
Segundo o Secretário de Estado, Portugal agravou o seu défice externo, evidenciando-se “claramente um crescendo na dependência da economia portuguesa face ao exterior”.
Miguel Frasquilho salientou que – “se não estivéssemos no euro, o FMI já estaria no país, a crise teria chegado uns anos mais cedo e a ocorrência de uma situação semelhante à que se vive na Argentina poderia ser bem a realidade portuguesa actual”.
Neste contexto o governante social democrata considerou ser fundamental a redução das despesas públicas em 10 %, realização de reformas estruturais em sectores como saúde e educação, impor o endividamento das autarquias numa variação liquida de 0%.
Na sua intervenção ficou claro que o “choque fiscal” anunciado na campanha eleitoral fica adiado “sine die”, a carga fiscal não irá sofrer alterações, sendo possível que tal apenas possa acontecer na, eventual, redução do IRC.
O Secretário de Estado salientou ser necessária maior flexibilidade na legislação laboral, perante o cenário do alargamento da União Europeia, com a próxima entrada de países do leste, e condenou o facto de “20% do rendimento nacional” registar “fuga aos impostos”.

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