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Perspectivas

Barreiro - Sessão com o tema «Afinal o que é o amor?»«É preciso tomar atitude para ter a vida com amor»

«Afinal o que é o amor?» foi o tema de uma conversa que proporcionou diálogos e encontros com a vida, ali, na Cidade Sol, numa iniciativa da equipa de RSI do CATICA de Coina.

“O amor é assim – cada um de nós sente. O amor é coisa única e é uma emoção, sente-se no psiquico”, salientou Tiago Lino, psicólogo.

“O amor com liberdade não receia a liberdade do outro, porque a liberdade de um é a liberdade do outro”, salientou Balbina Silva, da APAV.

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Barreiro - Sessão com o tema «Afinal o que é o amor?» «É preciso tomar atitude para ter a vida com amor»

Por Jornal Rostos

A equipa de RSI do CATICA, Coina, concelho do Barreiro, organizou uma ação na qual foi abordada a importância das relações amorosas saudáveis em oposição a relações amorosas com quadros de violência (física e/ou emocional).

A sessão com o tema «Afinal o que é o amor?» decorreu, no dia 17 de Fevereiro,no Pavilhão Luís de Carvalho, em Santo António da Charneca, integrada na comemoração do dia dos namorados.

Amar é mais profundo que gostar

Tiago Lino, psicólogo, interrogou : “Falar de amor: que é isto?», salientando que amor é “esperança, confiança” é “ajustarmos uns aos outros”.
Recordou a diversidade de formas de amar – de pais, de filhos, de amigos, românticos – “duas pessoas que nutrem uma coisa um pelo outro”.
“Amar é mais profundo que gostar”, disse, porque – “amor é uma coisa tendencialmente incondicional, é aceitar e ser aceite, é um conjunto de sentimentos”.
“O amor é assim – cada um de nós sente. O amor é coisa única e é uma emoção, sente-se no psiquico”, salientou.

O amor é uma emoção não é uma relação

Tiago Lino, sublinhou as diferenças entre “amor”, “paixão”, sexo” e “sexualidade”.
“O amor é uma emoção não é uma relação, é cumplicidade e desejo”, disse.
Referiu que nas relações amorosas existe “intimidade”, “há compromisso nas relações”, “há desejo físico”, acrescentando que “a paixão dura no tempo” e “sexo não implica amor”, enquanto “sexualidade implica amor, embora nem sempre sexualidade implique amor”.
Recordou que – “as relações têm crises”.

Eu ainda o amo. Ele gosta de mim

Balbina Silva, da APAV, referiu a importância do amor como afirmação da “liberdade de espaço do outro” e como o contrário da “falta de respeito”.
Recordou situações de agressão onde, apesar da falta de respeito, se afirma – “Eu ainda o amo. Ele gosta de mim”.
“Estas são famílias em sofrimento, porque pensam no amor como algo que tem que se manter até ao fim da vida e por isso acreditam que tudo é amor, apesar dos constates ciclos de violência”, sublinhou.

Nas relações de violência o amor já não existe

Referiu que nestas situações existem três momentos na relação – o ciclo da violência: primeiro a relação de violência; depois a lua de mel e desculpas e volta de novo a fase da violência.
Nestas relações Balbina Silva salientou que – “é preciso tomar uma atitude e tratar essas situações onde o amor já não existe”.
“É preciso tomar atitude para ter a vida com amor”, disse.
Referiu que, muitas vezes, “o amor pelos filhos”, faz que nestas situações as “pessoas não mudem”.
“As pessoas têm que saber o que querem da vida, não é que a mudança seja fácil, ou difícil”, é, disse, tomar a consciência que – “nas relações de violência o amor já não existe”.

O amor também se ensina

Ana Conduto, recordou que esta iniciativa tinha por objectivo sublinhar que – “o amor não é uma coisa difícil” e demonstrar que – “o amor também se ensina”.
“O amor com liberdade não receia a liberdade do outro, porque a liberdade de um é a liberdade do outro”, salientou Balbina Silva.
Tiago Lino, recordou que o ciúme resulta do “receio de perder o outro”, porque, disse – “não tenho ciúme porque gosto, tenho ciúme tenho medo de o perder”.

O amor em teus braços renasce

No decorrer da sessão diversos participantes expressaram sentimentos, as formas como vivem e sentem o amor nas suas vidas, dos filhos, dos pais, de casais.
“Fui casada durante anos e nunca soube o que era o amor. Divorcie-me. Estive quatro anos sozinha. Hoje vivo com um homem que me ama. Estou sempre à espera dele.”, comentou uma participante.
Outra dizia- “Sinto vergonha em falar de amor”.
Uma tarde, em que amor andou à solta ali em Santo António da Charneca que encerrou com a declamação de poesia por Claudia Monteiro, um poema de esperança que dizia como o amor – “em teus braços renasce”.

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