No concelho do Barreiro existem cerca de 140 associações«Somos a maior rede social do nosso país»
. Em Portugal existem entre 18 a 20 mil associações e em média por ano são constituídas entre 1000 a 1100 associações
Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, recordou o papel do movimento associativo como promotor da coesão social, na valorização da identidade nacional, enquanto espaços que – “garantem a fruição cultural e permitem a criação cultural”.

Por Jornal Rostos
No Auditório da Associação Unitária dos Reformados, Pensionistas e Idosos do Lavradio, no concelho do Barreiro, durante o dia de hoje decorrer o Encontro de Colectividades, Associações e Clubes
Na abertura dos trabalhos, subordinada ao tema - «Os desafios do MAP», Daniel Ventura - Presidente da Associação das Colectividades do Concelho do Barreiro (ACCB), sublinhou o trabalho que vem sendo realizado pela ACCB, fundada há 4 anos e a importância e papel do associativismo na vida local.
Recordou que no concelho do Barreiro existem cerca de 140 associações das quais 129 são colectividades de desporto, cultura e recreio, estando cerca de 50% ligadas à associação e federação.
Livro sobre «Bandas Filarmónicas»
Angélico Noe Tempero, da Associação Unitária dos Reformados, Pensionistas e Idosos do Lavradio, sublinhou a importância das associações de reformados que são um exemplo do contributo dos idosos na vida associativa e na comunidade.
Diamantino Estanislau - Presidente da Federação das Colectividades do Distrito de Setúbal (FCDS), recordou o papel do movimento associativo no distrito e divulgou que no próximo mês de Abril, vai ser editado um livro sobre «Bandas Filarmónicas».
Informou, igualmente, que nos dias 4 e 5 de junho, em Setúbal, vai realizar-se a Convenção dos Jogos Tradicionais, dando a conhecer o projecto que a confederação promover sobre esta temática.
Em Portugal existem entre 18 a 20 mil associações
Augusto Flor - Presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD), salientou que as associações “seres sociais vivos” com larga tradiação na sociedade portuguesa, referindo que este ano será assinalado o 300º aniversário da Colectividade mais antiga de Portugal, fundada em 1722, no concelho de Oliveira de Azemeis.
Recordou o trabalho quer ao longos dos anos tem vindo a ser desenvolvido no sentido de dinamizar uma estrutura do Movimento Associativo, iniciado no ano de 1993, no 1º Congresso das Colectvidades e que desenvolveu-se, com mais intensidade após o Congresso de 2001, com a criação de estruturas distritais e concelhias.
Referiu que em Portugal existem entre 18 a 20 mil associações e que “em média por ano são constituídas entre 1000 a 1100 associações”.
Associações concelhias não se podem comportar com mais uma colectvidade
Augusto Flor, salientou que actualmente existem estruturas distritais – “em quase todos os distritos” e no total são cerca de 30 estruturas no país, entre distritais e concelhias.
Sublinhou que o trabalho de estudo do movimento associativo “é um processo contínuo”.
Na sua intervenção teceu criticas quando as associações concelhias se “transformam em colectividades do concelho”, sublinhando – “as associações concelhias não se podem comportar com mais uma colectvidade”.
Recordou que as associações concelhias são – “o elo fundamental entre as Federações e a Confederação”.
Comentou, igualmente, quando as autarquias prescindem do movimento associativo, recordando que o trabalho de um executivo municipal é determinado por um mandato e a as colectividades existem e continuam a desempenhar as suas actividades.
Problemas da sociedade que se reflectem no Movimento Associativo
O Presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, sublinhou a importância de os dirigentes associativos reflectirem sobre as dificuldades se são próprias da associação, se são do movimento associativo ou se são da sociedade – “muitas vezes são problemas da sociedade que se reflectem no Movimento Associativo”.
Referiu que existe um diagnóstico sobre as dificuldades do movimento associativo – um documento-memorando com 78 pontos – onde existem reflexões sobre dúvidas e sugestões.
Salientou que este documento pode ser um auxiliar para que os dirigentes associativos encontrem respostas para as dificuldades.
Nós somos um poder
Augusto Flor, na sua intervenção, referiu a importância do Manifesto- Recomendações Estratégicas, onde são apontadas linhas de reflexão sobre diferentes dimensões do poder, salientando que o Movimento Associativo tem que se afirmar como um poder – “nós somos um poder”, acrescentando que só quando se afirmar como um poder terá força – “para sermos parceiros com outros poderes”.
Referiu que nas recomendações estratégicas existem propostas dirigidas ao Poder Legislativo, ao Poder Legislativo e Executivo – o governo; ao Poder Local, ao Poder Económico e ao Pode do Conhecimento.
Somos a maior rede social do nosso país
Na sua intervenção, recordou o contributo do Movimento Associativo na Economia Social, o seu papel na valorização da democracia.
“Somos a maior rede social do nosso país”, disse.
Augusto Flor recordou o papel do movimento associativo como promotor da coesão social, na valorização da identidade nacional, enquanto espaços que – “garantem a fruição cultural e permitem a criação cultural”.













