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Perspectivas

Barreiro – Pelourinho de Coina vai regressar ao centro da vilaEncerrando as comemorações dos 500 anos do Foral de Coina

. Filipe II de Portugal dormiu três dias em Coina

. Terramoto de 1755 destruiu a vila

Naciolinda Silvestre, Presidente da União de Freguesias de Palhais e Coina, ontem à noite, no decorrer de uma sessão sobre os 500 anos do Foral de Coina, divulgou que no dia 15 de Fevereiro de 2017, será reposto o Pelourinho, na sua reconstituição, ou uma réplica, evento que encerra as comemorações.

Regina Janeiro, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área cultural, recordou que Coina foi uma terra de grande importância e central na economia da região e da relação da região com Lisboa.

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Barreiro – Pelourinho de Coina vai regressar ao centro da vila Encerrando as comemorações dos 500 anos do Foral de Coina

Por Jornal Rostos

Ontem à noite, nas instalações da URCD Coina, realizou-se uma sessão, de apresentação à população e Movimento Associativo do Programa de Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino de Coina.

Pelourinho vai ser reconstruído

Naciolinda Silvestre, Presidente da União de Freguesias de Palhais e Coina, salientou que as comemorações da efeméride não era possível concretizar sem a colaboração da Câmara Municipal do Barreiro, numa parceria com a União de Freguesias.
A autarca recordou que Coina foi município e que é vila há mais de 500 anos.
Salientou que as comemorações não dos 500 anos não irão findar em 2016, pois deverão prolongar-se até 15 de Fevereiro de 2017, data em que será reposto o Pelourinho, na sua reconstituição, ou uma réplica.
“Será uma forma de assinalar estas comemorações dos 500 anos do Foral de Coina”, salientou Naciolinda Silvestre.

Fazemos juntos, fazemos mais e melhor

Regina Janeiro, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área cultural, recordou que Coina foi uma terra de grande importância e central na economia da região e da relação da região com Lisboa.
A autarca salientou que a parceria da Câmara com a União de Freguesias para promoverem as comemorações dos 500 anos do Foral de Coina é um exemplo da metodologia de trabalho – “fazemos juntos, fazemos mais e melhor”.

Crianças são o futuro

A autarca recordou que as comemorações iniciaram-se “com as crianças das escolas, porque as crianças são o futuro e nós quisemos dar esse sentido simbólico no arranque das comemorações”.
Regina Janeiro divulgou algumas das actividades que irão decorrer ao longo do ano para assinalar esta efeméride – Feira Quinhentista, nos dias 30 de Setembro, 1 e 2 de Outubro, Concerto na Capela de Coina, publicação on line do Livros das Postura ( leis que datam de 1780 a 1812) e edição de «Jornalinho» dedicado aos 500 anos de Foral.
No âmbito desta iniciativa está programada a recolha de vivências em Coina, com vista a preservar o Património Imaterial, actividade inserida no Fhoral – Fundo de História Oral do Barreiro .

Registos da existência de Coina desde 1360

Fernando Mota, Técnico da Câmara Municipal do Barreiro do Espaço Memória, referiu que a evocação da história é importante para gostarmos mais da nossa terra.
Recordou que toda a vida de Coina, ao longo de séculos, foi virada para o rio, salientando que existem registos da existência de Coina, como vila, desde 1360.
O Foral foi entregue no dia 15 de Fevereiro de 1516.

Zebro era um cavalo da Península Ibérica

O técnico da Câmara Municipal do Barreiro referiu que na época romana Coina era conhecida por Equabona, ligada aos «cavalos».
“Vale de Zebro é zebro, porque zebro era um cavalo da Península Ibérica”, disse.
Salientou que antes de existir a actual Coina, existiu – Coina-a-Velha – localizada perto de Azeitão, zona até onde o Riuo Coina era navegável. Referiu a existência de castelo.
A actual Coina, foi criada e a sua gestão foi entregue às «Comendadeiras de Santos» - “foram mulheres que administraram este território”.

Filipe II de Portugal visitou Coina

Num dos mapas mais antigos, conhecido em Portugal, que data de 1561 – “lá está localizada Coina”, sublinhou Fernando Mota.
Recordou que Filipe II de Portugal, visitou Coina e dormiu três dias em Coina.
Igualmente, Maria Ana de Áustria, esposa de D. João V e mãe de D. José I, visitou Coina.
O técnico da autarquia referiu a existência em Coina, de uma fábrica de Vidro desde o reinado de D. Dinis, e, que entre 1719 e 1747, existiu a Real Fábrica de Vidro, que foi transferida para a Marinha Grande dando origem à fábrica Stephens.

Terramoto de 1755 destruiu a vila

Fernando Mota, sublinhou que o declínio de Cona teve a sua origem com o Terramoto de 1755 que destruiu a vila, recordando que ainda existem vestígios da destruição, a torre em ruínas da Igreja Matriz Salvador do Mundo e o Palácio do Hipólito – “muitas pedras da Igreja e do palácio existem colocadas nas habitações de Coina”, disse.

Concelho de Coina foi extinto em 1836

Recordou que o concelho de Coina foi extinto em 1836, integrando o concelho do Barreiro.
Na sua intervenção Fernando Mota recordou diversos episódios da vida local, a as cheias que destruíram a ponte manuelina, a construção do Palácio do rei do Lixo – Manuel Martins Gomes Júnior, edifício recheado de «estória» e fantasias à volta do local.
Referiu as belezas da Quinta de S. Vicente ou da Quinta da Romagem .
A encerrar lançou um apelo a todos os habitantes de Coina que tenham fotografias antigas ou estórias que possam dar a conhecer que contactem o Espaço Memória.
“Temos que construir o futuro com a memória do passado”, sublinhou a encerrar Regina Janeiro.

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