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Perspectivas

Tornar Museu Industrial do Barreiro um espaço vivoQue seja apropriado pela população da cidade do Barreiro

. Candidatura conjunta entre Câmara Municipal do Barreiro e Baía do Tejo para requalificação do Bairro de Santa Bárbara

. Foram digitalizadas as revistas «Contacto»

Sérgio Saraiva, no decorrer da abertura da mostra temporária - o Desporto, Um Património Comum no Complexo Industrial do Barreiro. O Grupo Desportivo da CUF, salientou a importância de ser conhecida a história que foi esta fábrica – CUF.
“Uma fábrica e cidade com muitas cores e que tem ser contada com muitas cores”, disse.

4 min de leitura
Tornar Museu Industrial do Barreiro um espaço vivo Que seja apropriado pela população da cidade do Barreiro

Por Jornal Rostos

Numa iniciativa integrada nas comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Baía do Tejo apresentou no Museu Industrial do Barreiro, a mostra temporária - o Desporto, Um Património Comum no Complexo Industrial do Barreiro. O Grupo Desportivo da CUF.

Digitalização das revistas «Contacto»

Sérgio Saraiva, do Conselho de Administração da Baía do Tejo, salientou que esta actividade tem por finalidade – “dar ao Museu uma perspectiva mais humana” e isso, sublinhou – “exige trazer o papel dos homens e mulheres para este espaço”.
Recordou que a primeira exposição temporária teve como tema – O papel da mulher na CUF - , no âmbito do trabalho realizado pela Baía do Tejo, no Forum Igualdade de Género.
Referiu que recentemente procedeu-se à digitalização das revistas «Contacto», que já está disponível no Centro de Documentação, uma publicação que permite conhecer muitos que contribuíram para desenvolver o «império CUF».

Humanizar o museu industrial

Sérgio Saraiva, salientou as motivações que têm existido no sentido de «humanizar» o museu industrial, desde a realização de eventos, promoção de conferências e iniciativas culturais.
“Queremos que este seja um espaço aberto. As vivências neste espaço são importantes para a sua humanização”, sublinhou.
“Queremos torná-lo vivo para que possa ser apropriado pela população da cidade e pelos clientes da Baía do Tejo”, referiu.

Requalificação do Bairro de Santa Bárbara

Por outro lado, sublinhou as acções que têm sido realizadas na recuperação do Património físico e requalificação do território da Baía do Tejo, nomeadamente das bancadas do antigo Campo de Santa Bárbara.
Divulgou que vai ser apresentada uma candidatura conjunta entre a Baía do Tejo e a Câmara Municipal do Barreiro visando a requalificação do Bairro de Santa Bárbara de forma que – “este espaço possa ter outras funções e usos”.

Contada com muitas cores

Sérgio Saraiva salientou a importância de ser conhecida a história que foi esta fábrica – CUF.
“Uma fábrica e cidade com muitas cores e que tem ser contada com muitas cores”, disse.

Terra foi construída pelos barreirenses

António Fernandes, presidente da Direcção do Grupo Desportivo Fabril do Barreiro, sublinhou a importância de ser conhecido o passado, porque é com o conhecimento do passado que se projecta o futuro.
Esta exposição permite conhecer como “esta terra foi construída pelos barreirenses”.

Preservação da história

Regina Janeiro, vereadora responsável pela área cultural da Câmara Municipal do Barreiro, recordou as dinâmicas conjuntas que tem sido desenvolvidas pela autarquia e a Baía do Tejo em relação à preservação da história, referindo a proximidade geográfica entre o Espaço Memória e o Museu Industrial, como exemplo dessa acção estratégica.
A autarca salientou que a história é importante para conhecer o passado, não numa perspectiva «passadista», mas como sendo necessário para a construção do presente.
Salientou como, nos dias de hoje, a população do Barreiro tem vindo a apropriar-se deste território da Baía do Tejo o qual durante muitos anos esteve vedado.
“Estar aberto é central e humanizar este espaço é dar rostos às pessoas que contribuíram para o erguer”, sublinhou.

Oferta de Barco ao Museu

Carlos Oliveira «Bóia», atleta olímpico e campeão do mundo veteranos, surpreendeu o Administrador da Baía do Tejo, Sérgio Saraiva, ao divulgar que oferecia o seu barco da prática do remo para que integrasse o espólio do Museu Industrial do Barreiro.

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