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Perspectivas

Barreiro – Combate às invasoras na Mata da MachadaEnvolve 1.423 voluntários numa acção regular

. Grupos Informais, Famílias, individualmente ou entidades

O Projeto Biodiscoveries (financiado pelo Programa Life), arrancou há cerca de dois anos, envolvendo uma área de 132 hectares, sendo um total de 16 hectares com espécies invasoras – acácias e chorões.
Foram constituídos 92 talhões, de diferentes dimensões.

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Barreiro – Combate às invasoras na Mata da Machada Envolve 1.423 voluntários numa acção regular

Por Jornal Rostos

O Centro de Educação Ambiental da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, da Câmara Municipal do Barreiro, promoveu uma visita e reflexão sobre as espécies invasoras, no âmbito do projecto Biodiscoveries (financiado pelo Programa Life).
Foi no sábado, na Mata Nacional da Machada, alguns dos voluntários individuais, famílias, escolas e entidades foram ao terreno apreciar o trabalho realizado, na comitiva, de registar a presença de uma investigadora da Universidade de Coimbra, Elizabete Marchante, que foi tecendo comentários, lançando sugestões e avaliando as intervenções.
Uma manhã de reflexão e de convívio com a natureza, escutando o som dos estorninhos e dos abelharucos. Lá fomos percorrendo os trilhos e sentido a beleza de uma paisagem cativante.

Cada um faz o que quer e quando entender

Henrique Santos, coordenador do projecto, foi referindo a evolução do projecto e as necessárias adaptações no sentido de envolver mais voluntários e alcançar resultados.
Recordou que no trabalho realizado há grupos com grandes condições que realizam um bom trabalho e com intervenções regulares nos seus talhões, outros talhões registam menos intervenção.
“No projecto cada um faz o que quer e quando entender, é importante que se prolongue no tempo”, disse.

Só há uma possibilidade ser preventivo

Referiu que a recente presença de uma estudante belga, num estágio de 3 meses, realizado na Mata da Machada – ela teve sob a sua responsabilidade um talhão e realizou um trabalho de campo que permitiu uma referenciação das intervenções.
“Contra as invasoras só há uma possibilidade ser preventivo”, recordou Henrique Santos.
Fomos percorrendo a Mata da Machada avaliando o trabalho realizado nos diferentes talhões.

Talhão do «Grupo da Patricia»

O Talhão do «Grupo da Patricia» foi o primeiro a ser constituído, tem sob a sua responsabilidade três talhões.
O grupo foi constituído quando da apresentação do projecto, os componentes do grupo não se conheciam entre si, mas, desde o arranque é um grupo que funciona – cada um vem quando quer e quando pode e hoje, já se vão conhecendo e estabeleceram laços de amizade.

Talhão do Senhor Jaime

O Senhor Jaime, tem 75 anos, vive na proximidade da Mata da Machada e já frequenta a Mata há alguns anos.
Ele gere um talhão sozinho. Faz quando quer e vai fazendo.
Sentiu-se a felicidade no seu olhar quando a investigadora da Universidade de Coimbra quis, bem perto, apreciar o trabalho de corte das acácias no seu telhão.
Lá foram os dois, entre as valas e Senhor Jaime, via-se, estava radiante e parecia um jovem a saltitar.

Talhão da Família Rainho

A família Rainho é responsável pelo Talhão nº 6, realizam um trabalho regular de intervenções.
“É o talhão que dá mais gosto ver e é o maior talhão do projecto”, diz Henrique Santos

Total de 16 hectares com espécies invasoras

O Projeto Biodiscoveries (financiado pelo Programa Life), arrancou há cerca de dois anos, envolvendo uma área de 132 hectares, sendo um total de 16 hectares com espécies invasoras – acácias e chorões.
Foram constituídos 92 talhões, de diferentes dimensões.
“Adaptamos os talhões de forma que os voluntários com o seu trabalho vissem o fundo ao tacho”, refere Henrique Santos.
Recorda que há grupos com grande intervenção e há talhões que não têm intervenção.
“O projecto iniciou-se com instituições, mas agora começaram a surgir grupo informais, nomeadamente famílias e isso contribuiu para dinamizarmos uma nova estrutura do projecto”, sublinha.
Recorde-se que há talhões de empresas, de escolas, de Agrupamentos de Escuteiros ou Grupos Ambientalistas, como é o caso do Grupo Flamingo.
Uma das escolas com mais presença é a Escola Álvaro Velho.
O Talhão da EDP está parado, mas já envolveu mais de 100 pessoas.

Avançar com adesões de voluntários

Teresa Costa, vereadora responsável pelo Centro de Educação Ambiental, disse ao jornal Rostos que – “O projecto já passou a fase da implementação, agora estamos na fase de consolidação”.
Salientou a importância de avançar com o projecto com base em adesões de voluntários ao nível individual, de famílias ou grupos informais.
“Temos nesta base tido mais adesão que ao nível de instituições. Já contamos com mais de 1000 voluntários”, sublinha.
Refira-se que qualquer cidadão, ou grupos de cidadãos amantes da natureza podem aderir ao projecto, A equipa técnica marca um talhão de acordo com as possibilidades e capacidades de intervenção.

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