Barreiro - Mais de 200 pessoas num almoço evocativo do 25 de Abril«O 25 de Abril transformou o que muitos diziam impossível em possível»
O autarca recordou que o Barreiro tem uma história marcada pela luta pela democracia e pela liberdade – “gente que não abdica dos seus direitos e do seu futuro”.

Por Jornal Rostos
O Pavilhão da Escola da Quinta Nova da Telha, recebeu no domingo, o almoço comemorativo do 42º aniversário do 25 de Abril, promovido pelas freguesias do concelho do Barreiro, que contou com a presença de mais de 200 pessoas.
Vale acima de tudo o convívio
A abrir a iniciativa Naciolinda Silvestre, presidente da União de Freguesias de Palhais e Coina, saudou os presentes e sublinhou o significado das celebrações do dia da liberdade.
Vicente Figueira, presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, salientou que estes eventos são importantes e neles “vale acima de tudo o convívio”.
Constituição - uma das mais avançadas do mundo
Ana Porfirio, presidente da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio, recordou que para além da celebração do 42º aniversário do 25 de Abril, este ano, celebra-se o 40º aniversário da Constituição da República Portuguesa – “uma das mais avançadas do mundo”.
Recordo que a Constituição determina que somos uma República solidária e, por essa razão, todos os dias devemos afirmar os valores da constituição.
A autarca, recordou que, igualmente, são celebrados os 40 anos da realização das primeiras eleições livres para o Poder Local, afirmando a necessidade de serem repostas as freguesias, eliminadas com a discordância de autarcas e das populações.
Nunca é demais comemorar o 25 de Abril
Carlos Moreira, presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, recordou aqueles que durante os tempos da ditadura lutaram pela democracia – “foram 424 no Barreiro que foram presos” – e que contribuíram para a chegada do dia libertador – 25 de Abril - pela acção do MFA e do povo, que conduziu à aprovação da Constituição de 1976..
“Nunca é demais comemorar o 25 de Abril e a Constituição”, disse.
Cada momento da história
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu a importância de se – “olhar para o mundo e perceber o que se passa em cada momento da história” de forma a ser possível “agir” e “ir transformando”.
Recordou os dias a “preto e branco” que vivíamos antes do 25 de Abril e como, nesses tempos, com a “intervenção permanente” e “organizada” foram realizadas acções que conduziram ao 25 de Abril.
O edil referiu que foram tempos de “muita luta e prisões” de iniciativas dinamizadas com “com a consciência que as coisas não estavam bem”, apesar que quem estava no poder. “afirmar que tudo estava bem”.
“A mensagem um dia chegou aos quarteis”, disse.
Nada está ganho, nada está perdido
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro recordou que se celebra o 40º aniversário das 1ª eleições para o Poder Local, acrescentando que – “o Poder Local Democrático começou a 27 de Abril de 1974 quando os democratas elegeram a Comissão Administrativa”.
Na sua intervenção sublinhou que – “há muitas conquistas que estão de pé, mas outras postas em causa”.
“Nada está ganho, nada está perdido”, porque, assim como “o 25 de Abril transformou o que muitos diziam impossível em possível”, essa é uma lição de Abril, que prova que – “nós conseguimos transformar e fazer um sistema melhor”.
Construir o presente e o futuro
“Comemorar Abril não é comemorar um aniversário, é construir o presente e o futuro”, sublinhou Carlos Humberto.
Recordou que o Barreiro tem uma história marcada pela luta pela democracia e pela liberdade – “gente que não abdica dos seus direitos e do seu futuro”.
Conquistas consagradas na Constituição
Manuel Custódio, da Associação Conquistas da Revolução, recordou Vasco Gonçalves – “o único Primeiro Ministro que governou para o seu povo”.
Referiu a importância da “intervenção das massas” na valorização das conquistas que foram consagradas na Constituição.
Sublinhou as tentativas de rever a Constituição – “o país se está como está a culpa não é da Constituição, é dos sucessivos governos que não a respeitaram”.
Abriu uma janela de esperança
Manuel Custódio salientou a “solução governativa” actual que afastou o PSD e CDS – “foi muito importante”, porque “abriu uma janela de esperança”.
O almoço encerrou com participação da fadista Joana Amendoeira, uma voz melódica, que recordou canções de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Paulo de Carvalho, com momentos de ternura e de “canto à la Vida”.
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