Secretário-Geral da CGTP-IN Arménio Carlos no BarreiroMelhor forma de garantir esta nova politica é participar e intervir
A União de Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN, promoveu hoje, dia 3 de Maio, uma concentração- manifestação que culminou no Largo 3 de Maio – vulgo Largo da Santa, no Alto do Seixalinho.
A concentração visou recordar os acontecimentos passados no Barreiro a 3 de Maio de 1970, quando foram presos diversos resistentes antifascistas no Barreiro e no Distrito de Setúbal, após a vitória da oposição nas eleições de 1969.

Por Jornal Rostos
A União de Sindicatos de Setúbal, sublinha que, com esta acção pretende – “articular a luta e a resistência ao fascismo, com a luta e os objectivos da luta actual”.
Na concentração no Largo 3 de Maio foi escutado o testemunho de Faustino Reis, um dos organizadores da acção realizada no ano de 1970.
Uma sociedade de medo
O Secretário-Geral da CGTP-IN Arménio Carlos, salientou que nos últimos quatro anos o governo PSD /CDS-PP instaurou “uma sociedade de medo”.
Recordou que o 25 de Abril começou por ser uma revolução militar mas – “o povo saiu à rua e indicou o caminho a seguir”.
Salientou que esse caminho ficou expresso na
manifestação do 1º de Maio de 1974, com mias de um milhão de pessoas nas ruas, a defender direitos que ainda são – “direitos de hoje e são referência para continuarmos a nossa luta”.
“Cada um de nós não deve deixar par os outros o direito de participar”, referiu Arménio Carlos, recordou que há quem afirme que não tem razões para comemorar o 1º de Maio – “eles não têm, nós temos”.
Afirmar as nossas propostas de luta
O líder da CGTP-IN, referiu que nos tempos actuais é preciso – “afirmar as nossas propostas de luta” num tempo que é preciso “construir mais unidade”.
“A melhor forma de garantir esta maioria da Assembleia da República não é ficar no sofá, a melhor forma de garantir esta nova politica é participar e intervir”, salientou Arménio Carlos.
Recordou que a CGTP-In vai promover uma Semana de Luta entre 16 e 20 de Maio, para apresentar suas propostas – “só haverá luta nos locais onde não foram repostos os direitos dos trabalhadores”.
Desempregados que exercem funções de forma permanente
Referiu que o dia 17 de Maio, será dedicado às reivindicações dos trabalhadores da Administração Local, cujo aumento de salários reclamam há 7 anos, que desde 2006 não sabem o que são carreiras profissionais e onde é preciso acabar com os trabalhadores da reinserção – “são trabalhadores desempregados que exercem funções de forma permanente”.
“Há Câmaras e Juntas que querem resolver estas situações, é o caso no Barreiro, mas que aguardam legislação do governo”, salientou Arménio Carlos.
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