Filosofia faz dez anos de história no BarreiroDando coragem para falar em público e expor as ideias
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“Nunca podemos deixar de pensar. Mas, não basta pensar é preciso agir em conformidade”, sublinhou , Luis Bernardo, da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova, no encerramento do Colóquio.

Por Jornal Rostos
Numa organização do Grupo de Filosofia da Escola Secundária de Casquilhos, hoje, dia 6 de Maio, realizou-se na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, o 10º Colóquio dos Jovens Filósofos.
Na sessão de encerramento, Luis Bernardo, da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova, sublinhou que a realização de um evento desta natureza, durante dez anos consecutivos, na Faculdade era “dez anos é muito tempo, na Faculdade seria completamente impossível”.
“É uma satisfação estarmos associados a esta iniciativa”, referiu.
A filosofia ultrapassa o tempo
Considerou “adequado” o facto de, na iniciativa deste ano, se associar a história à filosofia – “Sendo a filosofia eloquente, tem um papel na realidade. A filosofia é sempre contemporânea e sendo contemporânea foi pensada num tempo, para esse tempo, o tempo histórico que o filósofo viveu”.
Salientou que – “a filosofia ultrapassa o tempo e fica no seu tempo – é passado, presente e futuro”.
Referiu que um filósofo é “contemporâneo da obra” mas, a sua leitura pode ser feita – “no pensamento da actualidade”.
Nunca podemos deixar de pensar
Luis Bernardo sublinhou que pelo que assistiu, nos trabalhos apresentados pelos alunos, pode concluir-se da leitura feita dos textos filosóficos – “que as leituras da história e da filosofia em conjunto são possíveis”.
“Filosofia não existe nas nuvens, existe para pensar a realidade e o nosso quotidiano”, disse.
Salientou que isso aconteceu durante a 10ª edição do Colóquio dos Jovens Filósofos.
“Nunca podemos deixar de pensar. Mas, não basta pensar é preciso agir em conformidade”, sublinhou.
Lançou um apelo aos jovens para que assumam – “um esforço de reflexão, esforço de consequência e coerência”, indo para além de uma “existência acrítica” das “banalidades do quotidiano”.
“É preciso que exista transição da teoria para a prática”, afirmou.
Dá-nos coragem para falar em público
No painel final, os alunos palestrantes responderam a perguntas. Interrogados sobre o significado desta Colóquio para as suas vidas, alguns deles comentaram.
“Esta iniciativa dá-nos coragem para falar em público e expor as nossas ideias. Crescemos na nossa vida”, foi referido.
“Enriquecemos. Faz-nos pensar os temas e ler as obras que foram propostas para o projecto”, salientaram.
“São propostas obras e autores para trabalhar que, certamente, não líamos se não fosse esta iniciativa. Aprendemos e partilhamos com os outros”, foi sublinhado.
“Aqui, nesta iniciativa exprimimos o que nós pensamos. Damos a conhecer uma obra e o que nós pensamos da sua leitura. Sentimos que Filosofia é pensar e sem pensar não vamos a lado nenhum”, foi dito a concluir.
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