Setúbal - Scratch Day 2016Escola Superior de Educação incentiva a «imaginar, programar e partilhar»

Por Jornal Rostos
Este ano o Scratch Day na ESE de Setúbal atingiu um record de participação com 242 inscrições, mas como uma afluência ao longo do dia que certamente ultrapassou este número. Foi, de resto, perante um anfiteatro repleto que a organização do evento fez questão de realçar alguns números que reflectem também algumas realidades ligadas à dinamização deste projecto, ligado à programação informática, no nosso país. Em termos de distribuição geográfica estiveram representados 21 concelhos , sendo o mais distante Ponte de Lima, a norte. Setúbal foi o concelho com mais inscrições (184), seguido de Vila Franca de Xira, Barreiro e Lisboa.
A distribuição por sexo foi também realçada pois apesar de, tradicionalmente, o sexo feminino não estar ligado a áreas como a da tecnologia, a percentagem de participantes do sexo feminino (55%) foi superior à do sexo masculino (45%).
Estes e outros dados mereceram uma análise positiva na sessão de abertura do evento com uma mesa constituída por José Vítor Pedroso - Diretor-Geral da Educação. Pedro Dominguinhos - Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Hugo Dantas – Promethean e Miguel Figueiredo - Coordenador do CCTIC-ESE/IPS.
- Exemplos de boas prácticas e inclusão
O Scratch foi desenvolvido pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) como uma ferramenta de programação com um ambiente gráfico inovador, e muito acessível mesmo pelos utilizadores mais jovens. Contudo os objectivos da utilização desta ferramenta ultrapassam a aprendizagem da programação e visão desenvolver competências como: a autonomia, a criatividade e a aprendizagem cooperativa através da formação e da partilha.
Exemplo disso foram as comunicações que partilharam boas práticas na utilização do Sctach em projectos escolares.
Alguns destes projectos visam a inclusão de jovens em risco, provenientes de meios sociais desfavorecidos e outros espelham uma vertente de inclusão de crianças e jovens portadores e deficiência.
O ROSTOS destaca o projecto da EB/JI da Bela Vista em Setúbal que englobou estas duas realidades. Na sua comunicação a professora Clarisse Paulino e alguns alunos apresentaram um pequeno jogo desenvolvido no Clube de Scratch daquela escola que os alunos dedicaram aos colegas utentes da Unidade Multideficiência e quem tem por objectivo estimular algumas competências.
- Programa atractivo e diversificado
Este ano a organização do Scratch Day apostou num programa onde, para além da partilha de boas prácticas com a utilização do Scrath, contou com: uma caça ao tesouro com smartphones, no espaço envolvente da ESE; um espaço onde os participantes puderam ter contacto com diferentes drones e inclusive programá-los; uma demonstração de robots com grande interecção com o público, e um enorme painel interactivo que teve diversas utilizações ao longo do dia.
O habitual mini-concurso “Explorar, programar, concorrer”, voltou a premiar os projectos desenvolvidos pelos participantes neste dia.
- Descobrir o Scratch em família
No que respeita às idades dos participantes a distribuição foi também muito equilibrada entre “jovens nativos digitais” e adultos, preocupados em acompanhar esta evolução tecnológica.
De salientar que um número significativo de adultos inscritos que “são encarregados de educação que acompanham os seus educandos neste dia, neste Scrath Day, um dia de partilha, de aprendizagem e também de festa” – Sublinhou Miguel Figueiredo do Departamento de Ciências e Tecnologias da ESE/IPS e coordenador deste projecto. Este interesse por parte dos encarrecados de educação foi também objecto de análise de um estudo, apresentado neste dia, e que está a dar os primeiros passos na aferição do interesse destes, no acompanhamento dos seus educandos neste mundo digital.
De resto o ROSTOS, pode presenciar no local a interacção de muitas famílias que participaram quer nos workshops quer nos momentos de formação.
Rui Nobre
Fotos Francisco Matias, João Torres, Mafalda Delgado













