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Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação PúblicaRespondem a 65% a 70% das intervenções no concelho

. Câmaras Municipais são quem mais apoio dá aos bombeiros

“As regras encontradas no quadro comunitário Portugal 2020, para apoio à compra de viaturas e construção ou remodelação de quarteis, são muito rígidas e desadequadas à evolução demográfica no país nos últimos vinte anos”, sublinhou José Caetano, presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública, na sessão solene evocativa do 85º aniversário.

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Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública Respondem a 65% a 70% das intervenções no concelho

Por Jornal Rostos

Os Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública assinalaram o seu 85º aniversário, com diversas iniciativas.
Na Sessão Solene, presidida por Carlos Moreira, presidente da Mesa da Assembleia Geral, foram entregues os «Crachás de Ouro» a Jorge da Palma Pires e a José Avoila Coelho .

65% a 70% resposta do Corpo de Salvação Pública

José Caetano, presidente da Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários do Barreiro, recordou a criatividade e a vontade de servir o próximo que permitiu à associação passar de um velho Armazém, para o Quartel da Rua Almirante Reis e muito posteriormente para as actuais instalações – “já muito limitado, quer nas condições de alojamento, quer para protecção de viaturas”.
Recordou que no concelho do Barreiro os acontecimentos que necessitam de intervenção das associações de bombeiros 65% a 70% obtêm resposta a partir do Corpo de Salvação Pública.
“É da nossa responsabilidade a primeira intervenção no IC21, a Mata da Machada e 2/3 dos habitantes do concelho”, referiu.

Regras comunitárias desadequadas

“As regras encontradas no quadro comunitário Portugal 2020, para apoio à compra de viaturas e construção ou remodelação de quarteis, são muito rígidas e desadequadas à evolução demográfica no país nos últimos vinte anos”, sublinhou José Caetano.
Por outro lado, referiu que – “não se compreende o espartilho existente com o dispersar de competências por diversos ministérios, aos quais os bombeiros têm de responder”

Linhas de orientação consensuais

José Caetano salientou as boas relações existentes, com o Centro Hospitalar Barreiro Montijo, com o INEM, com a Câmara Municipal do Barreiro, Juntas de Freguesia e diversas entidades locais, regionais e nacionais, assim como, com bombeiros da região e os Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste.
“È necessário que as associações de bombeiros e os seus representantes, Federações e Liga, sem esquecer as organizações corporativas de Bombeiros, discutam, entre si, com coerência e na base dos comuns interesses das associações e encontrem linhas de orientação consensuais e por outro lado promovam em conjunto com a administração pública as medidas adequadas”, disse, “aos problemas com que estão confrotados”.

Fazer parte das soluções

José Raimundo, da Federação dos Bombeiros Voluntários do Distrito de Setúbal, recordou que, neste tempo de constantes mudanças, os Bombeiros - “adaptam-se às mudanças e nunca baixam os braços”.
“Queremos fazer parte das soluções e não dos problemas”, disse.
Sublinhou a necessidade de ser revista a Lei de financiamento e o apoio ao voluntariado, de forma serem dadas melhores condições às associações e aos corpos de bombeiros.

Câmaras Municipais são quem mais apoio dá aos bombeiros

António Machado, Vice presidente da Liga dpos Bombeiros Portugueses, recordou que os bombeiros são um movimento associativo com mais de 2 milhões de associados, um exército de 30 mil homens e mulheres do Corpo Activo, que dão um contributo ao país de 180 milhões de euros de trabalho voluntário.
Salientou que tem sido mantida com sucessivos governos a criação de melhores condições, para melhorar as suas capacidades.
Referiu que ser dirigentes associativo – “é complicado, porque cada vez há mais dificuldades”.
Divulgou que vai avançar um Acordo de Bases Gerais entre o INEM e as Corporações de Bombeiros e salientou que as Câmaras Municipais – “são quem mais apoio dá aos bombeiros, são um sustentáculo dos bombeiros em Portugal”.

Este Corpo de Bombeiros está vivo

Elísio Oliveira, do CADIS, salientou que foi possível ver nesta cerimónia – “que este Corpo de Bombeiros está vivo” .
Recordou que os bombeiros não são cidadãos anónimos, são cidadãos que colocam de lados, muitas vezes as suas vidas, para socorrer, sim, cidadãos anónimos, porque quando vão socorrer, não sabem quem vão socorrer.

Trabalho positivo que desenvolvem no quotidiano

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que os Corpos de bombeiros tem uma importante missão servir os seres humanos e para tal “precisam ter condições, para serem eficazes e eficientes”.
Salientou o esforço que é feito pelas associações na formação de novos bombeiros e actualização perante a permanente evolução de tecnologias.
Lançou o repto para que os Bombeiros do Barreiro estejam na linha da frente nos desafios do futuro do concelho e sublinhou o “imenso trabalho positivo que desenvolvem no quotidiano do Concelho”.

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