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Perspectivas

Academia de Dança na Moita marca posição a nível nacionalEnsina no Barreiro e possui um pólo na Figueira da Foz

Em competição são cerca de 20 pares os que defendem as cores desta academia que conta já com números a rondar os 100 pódios nos campeonatos organizados por todo o país.

O rigor é constante e é na academia de dança “Alma Latina”, que são treinados campeões, sendo esse o objetivo incutido nos treinos diários.

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Academia de Dança na Moita marca posição a nível nacional Ensina no Barreiro e possui um pólo na Figueira da Foz

Por Jornal Rostos

A dança de salão de competição é conhecida por todo mundo por "Ballroom Dance”. O termo “dança de salão” refere-se a diversos tipos de danças executadas por um par de dançarinos. As danças de salão são vistas socialmente, como uma forma de entretenimento, integração social e competitivamente a nível desportivo. A dança a pares foi implementada pelos colonizadores essencialmente para as diversas regiões da América do Sul, que dando seguimento originou muitas variedades, pois à medida que se misturavam várias formas populares locais como o tango na Argentina e a habanera, que deu origem a diversos ritmos cubanos, como a salsa e a rumba.

Internacionalmente, em termos de competição, o termo “dança de salão”, restringe-se a algumas danças, de acordo com as categorias, sendo elas “International Standard”, que são as Clássicas e “International Latin”, que são as latino-americanas, definidas pelo “World Dance Council”, ou seja, o Conselho Mundial de Dança (WDC). Os estilos praticados nas danças de salão clássicas são: a valsa lenta ou inglesa, o tango internacional (diferente do tango argentino), a valsa (também chamada de valsa vienense), o slow fox e o quickstep. Já as latino-americanas são compostas pelos seguintes estilos: o samba, o cha cha cha, a rumba, o paso-doble e o jive.
A dança de salão, além de ser uma forma de lazer e descontração, é uma atividade física indicada tanto para jovens, como também para pessoas mais velhas, pois ao dançar, é trabalhada a capacidade aeróbica, as funções cardiovasculares e respiratórias, e também a flexibilidade.

O rigor é constante e é na academia de dança “Alma Latina”, que são treinados campeões, sendo esse o objetivo incutido nos treinos diários. Esta escola originária da vila da Moita, “ganhou asas” e atualmente ensina, para além da Moita, no Barreiro, em Santo António e possui ainda um pólo na Figueira da Foz com uma professora fixa. A “Alma Latina” conta com um vasto leque de dançarinos desde crianças com cerca de 5 anos até pares adultos.
A mentalidade é a mais séria possível e prova disso é a sequência de treino organizada que nem nas férias é deixada de parte.
O treino começou e os momentos de descontração que começaram antes do mesmo acabam, agora é tempo dos dançarinos se focarem, é tempo de estarem concentrados no que de melhor ensinam nesta escola, as danças latino-americanas.

Aqui as coisas são de tal maneira rigorosas que nem no aquecimento os professores Carina e Vítor, deixam de acompanhar os cerca de 20 alunos com idades entre os 10 e os 15 anos que compareceram na aula deste escalão, isto porque todos os dias por volta do mesmo intervalo horário das 20:00 as 23:00 , a Sociedade Filarmónica Estrela Moitense acolhe as aulas dos mais variados escalões desta academia de dança e embora os escalões sejam diferentes, a motivação e as metodologias transferidas dos professores para os alunos são as mesmas.

Após 10 minutos de intenso aquecimento é hora de treinarem passos começando pela rumba, neste momento de treino um aluno escolhido pela professora assume a batuta do restante grupo e com voz firme segue os passos deste estilo musical e repete alto os tempos para que os colegas se guiem, para frente, para trás, com um firme movimento de anca, expressão facial e movendo os braços tal como a cintura.
Com a rumba bem estudada vem de seguida o cha cha cha, neste exercício os professores optam por separar os rapazes das raparigas cada grupo para seu lado e são postos num frente a frente enquanto repetem os passos que espelham os movimentos característicos deste estilo e assim prosseguem até que todos os erros e dúvidas sejam dissolvidas ao som da música e da voz propositadamente colocada da professora.

Além do processo ser sério e rígido, vão existindo exercícios de descontração entre danças caso de uma roda entre todos de mãos dadas para treinar os movimentos de cintura sendo que cada dançarino puxa pelos braços dos colegas a seu lado dando a sensação de união e apoio sempre com um dado fixo ou não fosse ela a mais importante , a música e é mesmo a música a responsável pela locomoção do dançarino, é como que a extensão da música através do corpo que acompanha fielmente as batidas da música aliadas às do coração.

A noite vai longa e há agora tempo para descomprimir um pouco mas sempre a dançar, os professores escolhem pares de maneira aleatória para que todos aprendam algo tendo assim a oportunidade de dançar com diferentes pares, neste exercício os estilos são cha cha cha passando pelo samba, rumba, jive e paso-doble, embora todos englobados nas danças de salão latino-americanas, cada uma delas possui características que vincadamente as distinguem.

Ao fim de cerca de 1 hora e 20 minutos, o treino chega ao fim, visivelmente cansados estes jovens dançarinos vão abandonando a sala com os seus pais, exceto o Luís de 10 anos, para este rapaz as danças de salão significam muito referindo-se às mesmas como o que mais gosta de fazer, quanto à paixão pela dança, Luís conta como surgiu: “Quando era mais pequeno e andava na pré-primária, via os meninos a dançarem, gostei muito e decidi experimentar” , disse com um sorriso de satisfação antes de referir o que mais o motiva a dançar e o que o deixa mais frustrado: “ É o ritmo da música que mais me motiva a dançar, mas fico triste quando não consigo passar as fases finais nos campeonatos” , e segue assim o caminho dos seus amigos que junto dos pais abandonam o local.

O cansaço era imenso, estava estampado na cara de todos, até mesmo no rosto dos professores, Carina, fala sobre o principal objetivo desta academia de dança: “O principal objetivo é sem dúvida tentar proporcionar aos nossos alunos, alegria, diversão, animação e muita dança nas aulas, tentar sempre ensiná-los para que consigam fazer melhor do que o que fizeram anteriormente, sendo que o mais gratificante de ensinar é ver a alegria dos alunos em cada aula de dança” , já Vítor afirma que a mentalidade que pretendem incutir aos alunos nesta academia de dança é: “ Ser cada vez e a cada dia melhor tentando sempre ultrapassar as dificuldade que ocorrem tanto dentro como fora da academia, para que todos juntos consigamos ser a melhor escola do país a curto prazo, dado as excelentes prestações nos campeonatos desta modalidade na APPDSI (Associação Portuguesa de Professores de Dança de Salão Internacional).

Rafael Vintém

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